segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Migração

Amigos e leitores diversos, estarei durante o próximo mês enviando notícias a partir de europeísmos.

domingo, 26 de dezembro de 2010

"terrível"

Ou DDA. Deve ser isso que tem que ser para viver com saúde nos dias de hoje.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Estou muito apaixonado



E duvido que passe.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

EU QUERO MUITO

defender toda aquela corrupção.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Semana de Natal no meu bairro sou eu, são as ruas, é a lama. A luz vaga de os postes e prédios sonâmbulos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Eu não conhecia Alaíde Costa

Caí sem querer nisso aí. Digo, procurando essa música.

Fiquei fascinado com a voz dela. Fui ver outras coisas, achei uma decepção. Mas isso aí está digno de guardar.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Paixão

Não tomar o primeiro gole.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Às vezes eu me olho no espelho e me acho muito monotemático. Mas olho ao meu redor e acho também todo mundo monotemático, só que com temas menos interessantes que os meus. Então não me critiquem, por favor.

domingo, 12 de dezembro de 2010

You can't handle love

A frase é da Björk. Eu costumava cantá-la em momentos de raiva, como reclamação a respeito dos outros. Hoje estou achando que é algo universal mesmo. O amor é maior que nossas mãos; não é possível manuseá-lo.
É como a sensação que tinha em sonhos quando criança, e às vezes tenho acordado ainda hoje: de coisas que incham. O meu palato parece que cresce e fica grande demais para a minha boca. Se mexer a língua ou o maxilar, a sensação passa, mas é só ficar parado que ela se mantém. Acontece também com outras partes do corpo ou ainda com objetos com os quais esteja mantendo contato cutâneo: um lápis, uma caneta, um livro, uma cama... E nesses casos vale o mesmo: é só me mexer e a enormidade passa. Mas é ao mesmo tempo gostoso ter algo que, pequeno, é maior que si mesmo e está para além do tamanho das minhas mãos, para além do meu controle, mesmo que seja tão difícil e dê tanta vontade de sacudir o corpo - como um cachorro molhado se livrando da água - e voltar à minha vida tranquila e garantida.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

sonhos de ansiedade e desespero

Online diz (9:28 PM):
eu ia dar aula
hoje
chegava lá, tinha uns professores sentados em mesas no meio do corredor principal jogando um jogo de cartas
o nome do jogo começava com G
era tipo gírio, gímio, sei lá.
um jogo que não existe.
e eles me chamavam pra jogar
Online diz (9:29 PM):
estavam o dau, o luiz paulo, a arlete e uns dois ou três mais de quem não lembro.
eu sentava lá, ficava jogando com eles...
de repente eu ia ver e já era 1h.
ou seja, já tinha acabado o meu horário de aula
e eu não fui dar aula.
aí eu fiquei pensando que não ia mais dar tempo de dar prova, ia ter que passar um trabalho pra casa...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Hoje eu

Vi um golfinho na baía de Guanabara, enquanto atravessava a ponte. Nem preciso dizer que quase não acredito.
Voltei de barca, sentado na varanda, pegando choviscos.
Vi aviões decolarem. Um que pousava passou por cima da barca, ensurdecendo a todos.
Vi um arco-íris quase inteiro cobrindo minha cidade.
Ouvi cigarras frenéticas na esquina na minha casa.

Dá pra melhorar? Dá, só um pouquinho. Mas tá tão bom meu dia!

sábado, 20 de novembro de 2010

Foi aquela série de bobagens encarreiradas. Eu devia ter respondido de forma curta, com apenas mais uma pergunta absurda, às outras que ele me tinha feito. Minha resposta seria: "Mas, senhor, é possível ter saudade do que não foi?"
Temo, no entanto, que não seria muito convincente. Pelo contrário, deixaria em aberto a dúvida, como costumam deixar as perguntas -- principalmente aquelas cujas respostas não são claras e certas.
Temo na verdade que seria muito convincente e provaria justo aquilo que eu queria desmentir: é claro que é possível. No fundo, é apenas do que não foi que se pode ter saudade. O que foi é mera referência do que pode voltar a ser, mas ainda não é.
Ou será ainda que não? Talvez a saudade possa ser frequentemente do que foi e não volta, do que não pode vir a ser, do irrecuperável, do morto e enterrado.
E esse sentimento pelo que não foi e esperamos que seja, então, como se chamaria? Uma esperança que quase se realizou, mas nos decepcionou, e sobre a qual nem se tem mais muita certeza se pode se realizar ainda tanto tempo passado. E pensamos então em como poderia ter sido e é ainda uma certa esperança que olha para trás, como se aquele instante interrompido pudesse voltar -- e talvez de alguma maneira possa. E não possa, pois não seria mais aquele instante.
Ou a saudade então se volta para trás, para aquilo que perdemos, mas querendo que aquilo que está atrás se lance à nossa frente em nosso futuro para fazer parte do presente? E seria então por isso que ela nos rasga ao meio, ou ainda nos torce a espinha que se esforça por virar para trás e puxar com força algo que, enraizado que está, não pode voltar? Seríamos todos Orfeus condenados a quase recuperar Eurídice, mas a perdê-la no último instante?
Não sei se são as horas de sono (12) ou o jejum prolongado (12), mas hoje acordei com uma sensação que não tinha há muitos sábados. Parece com final de semana de minha infância, uma falta de obrigação, uma leveza, um descompromisso com o relógio...
Mas já passou.

sábado, 30 de outubro de 2010

- Mas é engraçado, filho, que eu não tenho registro de quase nada. Eu só lembro dos últimos dias. E lembro que seu irmão estava bêbado quando me levou pro hospital. Eu não queria ligar pra ele, porque tinha visto na tv que tinha essa tal de fostfostfost...
- ? (Risos)
- Fostfostfost...
- Mãe, eu não entendo essa sua estratégia com as palavras estrangeiras. Você fica repetindo uma mesma sílaba várias vezes achando que vai acertar! Assim você não chega em lugar nenhum!
- Fostfostfost... como é que é mesmo? Aquele negócio de cerveja... orkfos...
- ? (Risos)
- ... obfor...
-? (Rolando de rir)
- Ofskor... fala, meu filho!
- Oktoberfest!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Não não, eu não entendo me bloquear no Facebook. Eu me acho absoluta e inegavelmente adorável.
Não consigo trabalhar. No pouco tempo que sobra (quando não estou visitando, mandando e-mail, resolvendo pendências), não consigo me concentrar e fico praticando leitura escapista sobre as eleições.
Os amigos em grande parte sequer ligam para saber como estou. Pergunto-me se só os que já passaram por algo parecido sabem como é. Acho que não, porque os que já passaram (e até tiveram meu apoio) também estão sumidos.
Sinto sono o dia inteiro, mas à noite evito me deitar para não pensar em coisas tristes. Pratico então a audiência escapista de séries cômicas baixadas em meu laptop.
Amanhã dou aula. É assustador.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ter filhos...

... é uma grande bobagem feita por aqueles que momentaneamente se iludem e acreditam que a vida humana é algo que deve ser perpetuado?
Ou é o último tiro no escuro daqueles que, em meio ao desespero da falta de sentido da vida adulta, suspeitam que alguém de quem cuidar talvez seja uma solução?
Ou ainda as duas coisas?

sábado, 16 de outubro de 2010

Escrito de improviso

Quando é pra pedir ideia pro aniversário, a pessoa sabe ligar.
Quando é pra perguntar qual o horário de visita, a pessoa sabe mandar SMS.
Já quando é para perguntar como estou, se estou precisando de algum apoio, ninguém "sabe como agir".
Isso para mim tem um nome: conveniência. OK, entendo que cada um tenha a sua zona de conforto. É curioso apenas como alguns saem muito bem dela em certas situações, isto é, quando lhes interessa sair. O fato é que quando é pelo bem alheio, ninguém se incomoda, ninguém vai improvisar e descobrir como agir.
Ah, tá, meu bem. Parei por aqui, ó. Quando você precisar, também não vou "saber como agir".
1 - Ligar ou mandar SMS após as 22 a alguém cuja mãe está internada é de uma falta de tato siderúrgica.
2 - Deve ser ruim pra caralho passar o dia deitado sem tv nem livro nem ninguém ouvindo apenas o apito de algum aparelho médico.
Situações radicais radicalizam nossas posturas fundamentais.
Sinto-me profundamente só. Ao mesmo tempo, a perspectiva de ter companhia não me promete o conforto.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Traduzi no google e repostei só para brincar com o http://urlai.com/url/ojunipero.blogspot.com. Não podia dar mais errado.
Friday, October 8, 2010
It's like no matter the path taken, there would always be machines with which his little toe would crash. It's like the itch that can never be scratching like brandy than satisfies.
Basically, the machine is always the same. Exceeds reforms, demolitions and even changes and migrations. On a spring night, when least expected - in fact, if you believe in the ultimate emancipation of the little finger - the machine comes back and shakes all convictions, brings back the same pain felt decades ago as if the whole effort was in vain as if all the built nothing more than abstract house of cards.
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Thursday, October 7, 2010
Mystery
Two warehouses followed in my account. From an agency that is in the Conde de Bonfim, Tijuca. Little more than 100 real at all. Who was it?
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Tuesday, October 5, 2010
Fundamental randomness
Today I felt like while I was thinking about going back to my addiction to therapy. Not because they want someone to sort my feelings and my recent follies, I'm fine with them. though they are so weird. It's a shame that when I have an answer to my psychologist, has no more interest in spending my money to visit her. It's just one sentence: you can not reduce human relationships to a mercantilism affections. You can not stop hoping that relations are better than one-swapping, one-take give-. Today I would not let you convince me that they are. I hope one day you realize this, and also his patient: lose that hope is to systematize and lose hope in life itself.
***
the dark air
down the coal spiral
land for white

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

É como se não importasse o caminho tomado: sempre haveria quinas com as quais seu dedinho do pé colidiria. É como a coceira que jamais se poderá coçar, como a aguardente que não sacia.
No fundo, a quina é sempre a mesma. Supera reformas, demolições e até mesmo mudanças e migrações. Em uma noite de primavera, quando menos se espera - aliás, quando se acredita na emancipação definitiva do dedo mindinho -, a quina ressurge e abala todas as convicções, traz de volta a mesma dor sentida décadas atrás como se todo esforço tivesse sido em vão, como se todo o construído não passasse de castelo de cartas abstratas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mistério

Dois depósitos seguidos na minha conta. De uma agência que fica na Conde de Bonfim, Tijuca. Pouco mais de 100 reais ao todo. Quem foi?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Aleatoriedades fundamentais

Hoje me deu vontade enquanto pensava com meu vícios em voltar à terapia. Não porque queira que alguém ordene meus sentimentos e minhas loucuras recentes; eu estou bem com elas. ainda que sejam tão estranhas. É uma pena que, quando eu tenha uma resposta à minha psicóloga, não tenha mais interesse em gastar meu dinheiro para visitá-la. É só uma frase: não se pode reduzir as relações humanas a um mercantilismo de afetos. Não se pode deixar de ter esperança em que as relações sejam mais que um troca-troca, um toma-lá-dá-cá. Hoje eu não deixaria você me convencer de que elas o são. Espero que um dia você perceba isso, e sua paciente também: perder essa esperança é sistematizar e perder a esperança na própria vida.
***
pelo ar escuro
desce a brasa em espiral
para pousar branca

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

É engraçada a persistência de algumas frases

A memória incontrolável me surpreende com uma música há tempos não houvida de repente surgida na pista de dança. A parte da memória que fica dentro de mim também me surpreende com muita coisa, mas só penso na frase: the bridegroom is a whore.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Um dia para roupas sóbrias

Esse domingo me peguei pensando: o Faustão está na TV desde que me entendo por gente, sempre dizendo as mesmas coisas, fazendo as mesmas piadas. Talvez ele nem exista mais e o que vemos seja apenas um robô com pele de borracha e uma boa maquiagem. Ou ainda um ator fantasiado de Faustão. É ainda possível que ninguém grave mais programas do Faustão, e os programas que vemos[1] sejam apenas trechos antigos recombinados de modo a dar-lhes aparência de novidade. No fundo, ainda que ele exista, tanto faz em todos os sentidos: há tempos que programas como o dele são apenas recombinações de ideias antigas, do mais do mesmo, do já dito e redito massacrante e/ou anestesiante de nossas mentes ávidas por imagens coloridas – ao que tudo indica, em um nível até mesmo fisiológico.

O que me pergunto tem pouco ou nada a ver com isso. É só que, olhando aquela figura, e supondo que ele ainda exista como ser humano, penso se ainda lhe resta alguma humanidade. Aliás, se a resposta for não, custa-me crer que ainda seja ser humano, ainda que fisiologicamente um médico diagnostique um funcionamento perfeito de seus órgãos, sua boa forma física e tais e tais.[2]

Haverá um dia em que Faustão, em seu carro em algum engarrafamento pelas ruas centrais de São Paulo. Não haverá: Faustão muito provavelmente anda de helicóptero. Pois haverá um dia em que Faustão, em seu helicóptero sobrevoando a grande metrópole brasileira, olhará do alto das asas que a voz do povo deu a ele, nosso grande mensageiro alado, e verá a infinidade de caminhos possíveis dentre as malhas de vias e desvios da cidade?

Por que ainda faço esse mesmo programa há duas décadas, se perguntaria. Quando comecei no Perdidos na Noite, o ar cheirava a festa, tinha gosto de inovação, me arrepiava o frenesi do ao vivo e improvisado. Hoje me embruteci, me tornei um grande repetidor de conteúdos prontos, de merchandisings de agiotas disfarçados de pessoas jurídicas e piadas sobre o pobre do Caçulinha. A amizade entre nós certamente é um dos pontos altos, mas ele mesmo já me parece um pouco cansado de minhas gracinhas. Como não me canso eu? Por que continuamos os dois insistindo na mesma atividade? Lucrativa, decerto. Satisfatória, porém? Como pode ter acontecido que eu nunca tenha percebido a mediocridade do que faço? E se eu tirasse um ano sabático e fizesse um curso de gastronomia e enologia em algum lugar aprazível da costa mediterrânea?

Acabou por concluir que não seria o suficiente: não bastava tirar férias. Com o dinheiro ganho em todos aqueles anos de escravidão, podia passar o resto da vida confortavelmente de férias. Podia ainda abrir o restaurante que sonhava ter ainda na infância. Por que tanto me guarda qui na cucina, perguntava la Nonna. É pra aprender, vó. Eu vou ser... como se diz o nome da pessoa que tem restaurante? Avere e cucinare sono cose diverse, ragazzino, dizia a avó, desde já com a melhor das intenções[3] regulando e esquartejando os sonhos do menino.

Chegou em casa sem apetite, fosse por determinantes fisiológicas ou psicológicas. A casa vazia à exceção das crianças vigiadas pela babá no andar inferior do apartamento, foi para o computador. Em algum lugar haveria de estar aquele e-mail antigo, mala direta privilegiada. Usuário e senha para acesso ao site de uma agência de imóveis de luxo – a maioria dos quais no exterior. VIH, um nome cafona para uma empresa.

Como se fosse necessário calcular despesas, comparou preços, anotou peculiaridades, tendeu ao sul da Espanha, apaixonou-se por um casebre em Lanzarote – já não teria visto aquelas paisagens vulcânicas em algum filme? –, conferiu ranchos em Limoges. Preços anotados e pesados, achou que talvez fosse tarde para entrar em contato com algum agente. Além do mais, não posso ir solteiro, o que iriam pensar? Melhor me reunir com a família e discutir nossas opções.

Cansado, deitou-se na banheira enquanto telefonava, ignorando o risco de eletrocussão na nova fase aventureira de sua vida. Amor, ainda no trânsito, sim, claro, não saia antes de falar comigo amanhã, tive uma ideia, não, depois eu te conto, é uma coisa longa, OK beijo te amo.

As últimas palavras tiveram um sabor de primeiro encontro como há muito não sentia. Não só novos paladares, mas também prazeres pareciam à sua espera. Escondidos atrás das portas de sua casa ainda desconhecida, ou debaixo da escada, da cama, entre o teto e o telhado – se sua nova habitação comportasse tanta sofisticação.

Adormeceu ainda imerso. Algumas horas depois, acordou com o toque do celular. Fausto, o Caçulinha amanheceu esfaqueado em um motel barato. Parece ser obra de garoto de programa ou travesti. Marcas profundas de socos, algumas fraturas. Não, não sobreviveu, não foi ao hospital, não faria muita diferença.

Talvez fosse melhor dar mais algumas semanas. Não podia abandonar tudo daquele jeito naquela situação. Vestiu-se rapidamente[4] e partiu em direção ao hotel. A Europa podia esperar. Talvez ainda alguns meses, o especial de Natal da emissora está próximo e todos contam comigo para apresentá-lo.



[1] Ou não vemos. Tanto faz em todos os sentidos.

[2] Hipótese favorecida pela recente cirurgia bariátrica.

[3] Como se as intenções das avós fizessem alguma diferença no efeito mormente danoso de suas ações sobre os netos.

[4] Não com aquelas camisas brilhantes e coloridas da época da Copa do Mundo, é claro. Se não percebeu, eram apenas parte do figurino designado pela direção; eu não teria tanto mau gosto.

Na condição de única pessoa que faz café nesse departamento, do qual todos os professores bebem, fico tendo ideias. E SE eu distraidamente alegrasse um pouco a vida dessas pessoas?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Done it twice today (ressentimento)

Eu detesto ser pedante ou até mesmo parecê-lo. Gosto de usar delicadeza sempre que possa parecer rude. Não só pela polidez, mas porque eu mesmo não me julgo assim tão sábio a ponto de ficar por aí corrigindo ou desprezando os outros.
NO ENTANTO, quando alguém que foi babaca comigo demonstra ignorância - ou, mesmo sem desmonstrá-lo, eu o descubro -, eu deito e rolo. Isso pode ser gerado quando a pessoa não sabe que aimer não é necessariamente amar. Ou quando percebo que a pessoa não passava em matéria nenhuma na faculdade. São critérios imbecis para sacanear as pessoas, eu sei. Mas é que elas merecem, e eu preciso encontrar algum critério para dizer: arrá, you loser.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


- Filho, você vai passar pela Austrália?"
- ???
- Ah, é que eu vi na tv que tem um trem que atravessa a Austrália, é muito bonito.
- ???

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eu corro o risco de perder minha terra toda lavoura que faço.
Algum pensador olhe essa frase e observe que modo fantástico de fazer referência temporal.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Versões

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Nenhuma carta escrita

Minha vida de hoje não é metade da aventura que eu esperava que fosse, digamos, "há dez anos atrás". Passo um feriado viajando com minha mãe, minha testa tem cada vez menos cabelos, faço um mês de natação e ganho dois quilos. Os maiores desafios do meu cotidiano são correr contra prazos da editora, escrever monografias, me controlar para fumar menos.
OK, eu vou para a Europa em dezembro, não tenho dúvidas de que vai ser ótimo. Ainda assim, é só isso que nos guarda a vida adulta? Onze meses insossos para que tentemos compensar nosso tédio em um mês de viagens em larga medida previsíveis? Soube sempre que é assim a vida adulta, observei-a a meu redor enquanto crescia, mas algo sempre leva a estúpida juventude a crer que, quando chegar sua vez de crescer, tudo será diferente. Que não cederemos à burocracia circundante. No entanto, o maior de meus planos atuais é conseguir uma vaga em uma instituição pública na qual possa gozar de... estabilidade, férias longas, um bom salário, tempo para estudar.
O que disso já tenho? Tudo, menos a estabilidade. Alunos me cercam na minha caixa de e-mails para justificar faltas. Colegas de trabalho se queixam de seus grandes inimigos - os alunos - e bolam estratégias mirabolantes para impedir que eles se aproveitem das brechas legais da instituição.
Como tornar uma vida grandiosa? Não basta a intenção, não basta o esforço, e isso já é motivo que baste para que não me esforce. Para que aguarde um inesperado enquanto peno para me adaptar e co-construir uma realidade cada vez mais ordinária. Eu quero construir a muralha da China! Eu quero um grande processo que me consuma décadas de minha vida por um bem maior que minha geração sequer conhecerá!
Será que sofro de um romantismo tardio (não só pelo século em que vivo, mas pela idade que tenho, na qual já deveriam ter cessado os sonhos de me lançar ao mar)? Será que repetirei, a cada ano, meu numericamente renovado - porém repetitivo - - além de inautêntico - lamento?

24 anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado

Que diferença faz afinal a inautenticidade? Se eu me chamasse Carlos Drummond de Andrade, isso não seria sequer uma rima, muito menos uma solução. Afinal, por acaso, rimei sem intenção, agora relendo percebo.
Continuarei contando com o acaso - esse deus que é meu único motivo -, por mais que lhe reserve cada vez menos espaço em meu cotidiano embrutecido.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dificulidade somos nozes

A pessoa me manda um e-mail perguntando se posso dar uma olhadinha rápida em um texto de uma página do site do pai dela. Só para ver ortografia, essas coisas...
O problema é que, mesmo tendo só uma página, nunca é só ortografia e concordância. E eu não faço meio trabalho: lá se foram quarenta minutos do meu dia acertando mil coisas de um texto... de graça. Não soube dizer não, mas, veja bem, eu reviso para pagar minhas contas. A pessoa faz elevadores para pagar as contas dela. Eu peço elevador de graça pra alguém?

Is it really so strange?



To feel so overestimated by people who know me the least and so despised by the ones I most care about. Or does it simply mean I'm an empty showcase? Or, instead, an over-intensive brain covered by an appalling personality?

domingo, 8 de agosto de 2010

Viria aqui postar

Sobre o meu sonho de hoje. No intervalo de abrir o blogger e clicar em "Nova postagem", o sonho foi embora. Como são essas coisas, né?

*Ah, lembrei! Eu tinha emprestado todos os meus livros do Hesse sem saber para quem e ninguém devolvia. Desespero total.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Esse gay ficcional me lembra alguém



Ando com preguiça de logar no blogger pra comentar. Coloco apenas "jn" no nome. Na verdade sou o William Bonner vigiando o conteúdo da internet brasileira.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Meus aluninhos às vezes escrevem coisas tão bonitas!

"The Lord wanted to understand the beggar's nature, much like Francis Bacon, the precursor of modern science and the founder of the empiricism, said one should do. Bacon demystified nature, in the sense that he was able to show that one could understand it and then dominate it to his own pleasure."

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Merchandising

Alô, amiguinhos! Tem texto novo no pensamento voz! Chama-se "A literatura entre os muros", sobre educação, literatura e sofística.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Conclusão

A de-cisão já a conhecia Platão como já a conhecemos desde que nascemos e ouvimos nossos pais a mandar que não colocássemos nosso dedo na tomada. Talvez tenhamos teimado, talvez obedecido. A dúvida não nos abandonou.

Jane Eyre espertalhona

Eu ainda não fiz nenhum comentário condenatório sobre o projeto que tem o Sr. Rochester de se casar por interesse e contatos. Fiquei surpresa quando descobri que eram essas suas intenções: eu o acreditava um homem que dificilmente se deixaria influenciar por motivos tão banais ao escolher sua esposa; mas quanto mais eu pensava na posição, educação, etc., das partes interessadas, tanto menos me via justificada em julgar ou culpar um dos dois por agirem em conformidade com ideias e princípios instilados neles, sem dúvida, desde a infância. Todas as pessoas da classe deles mantinham esses princípios: supus, então, que eles tinham razões para mantê-los das quais eu não poderia sequer suspeitar. Parecia-me que, se fosse um cavalheiro como ele, carregaria em meu coração apenas uma mulher que pudesse amar; mas a própria obviedade das vantagens desse plano para a felicidade do marido me convenceu de que devia haver argumentos contra sua adoção generalizada por mim desconhecidos: do contrário, tenho certeza de que o mundo inteiro agiria como eu gostaria de agir.

Tradução maluquista minha.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Maluquismo

O que faz esse parágrafo em um texto sobre Jane Eyre? Sério, eu devo ser muito doido mesmo pra atirar pra todos os lados assim.
Talvez seja esse mesmo o conflito recente entre Ocidente e Oriente, em que o Oeste desenvolvido combate o fundamentalismo religioso do Leste, sem perceber que se assenta ele próprio sobre um liberalismo racional supostamente superior que é igualmente fundamentalista. Em ambos os lados do conflito, não se questiona o fundamento, que é tomado por estável e serve como justificativa para toda sorte de nivelamento totalitário.

Lascia ch'io pianga

E depois de ver O anticristo ontem, com o tema do Haendel, nada mais apropriado que ler esse post: http://heymercedes.wordpress.com/2010/07/19/just-confused

terça-feira, 27 de julho de 2010

- Mas, filho, você tá comendo muito doce! Olha lá, hein?
- Você acha que eu não sei, mãe? Precisa ficar falando?
- Mas eu estou aqui para ser chata também. Tem que falar essas coisas!
- Mãe, olha: depois de uma certa idade, a gente introjeta a mãe e ela passa a se chamar superego. Fica dentro da cabeça da gente falando tudo que a mãe falaria. Daí não precisa repetir aqui fora da cabeça, entendeu?
- Ah, é? Então tá.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sonho tenso

Sonhei que de repente passava mal e me descobria grávido. Em trabalho de parto.
Apesar a surpresa, até gostava da ideia, e concluía que talvez fosse mesmo a hora certa de ser pai.
E no meu sonho era totalmente natural um homem engravidar.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Nos próximos dias que vão de 23/07 (Hoje) até 03/08, o planeta Mercúrio estará se aspectando harmoniosamente com a Lua do seu mapa de nascimento, Jun. Esta tende a ser uma fase bastante propícia para tomar decisões que se pautam tanto em processos racionais quanto em sua intuição. A sua percepção das coisas estará mais completa, e este aspecto favorece o entendimento, os estudos, os escritos e as trocas intelectuais.

YAY! Partiu, momografia!!!
Agora, só me falta que o sono passe.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Adoro algumas chacinas

Essa e a do Bastardos inglórios são maravilhosas.
http://www.youtube.com/watch?v=LrSuI-dBja8
http://www.youtube.com/watch?v=gLu-m0tohKs&feature=related

terça-feira, 20 de julho de 2010

MORRI


Viciei nessa porra.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Lula mentiu para nós

Cena de Lula, o filho do Brasil. Eu mesmo dei print. Reparem no dedinho encolhido.





sábado, 17 de julho de 2010

Elis e Fala Mansa?

Ou seria Maísa (do SBT) com Chico Bento?
Madrugada é tempo de pensar em "Segundo Sol" e a alegoria platônica da caverna. O Sol, a sombra, a conversão, o exemplo...
Ultimamente tudo me lembra Platão. Será doença? Será platonismo?

terça-feira, 13 de julho de 2010

Esferas musicais relaxantes

http://lab.andre-michelle.com/pulsate
Não consigo fazer embed que nem a loo, mas tá valendo.

domingo, 11 de julho de 2010

Preguiça das pessoas

semiconhecidas querendo puxar assunto no chat do FB.
"Oi! Como está sendo o seu aniversário?"
"Estava bom até você resolver puxar assunto."

sábado, 10 de julho de 2010

Para relembrar no futuro


- Ask him where he's from.
- Where are you from?
- BOotaFooogo.
***
- OK, now try to look like you're not shitting yourselves.
***
- It's because today he has happy birthday.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ler trabalhos é chato

Mas também rende umas risadas:

However, she does not abandon him and, even in the end of the story, when her husband has a totally wrong attitude, she continues beside him at home and refuses her niece’s invitation to the weeding.

Meu comentário na beira do texto:
Is this some kind of party for drug users? :P

quarta-feira, 7 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

Muuuito complicado


eu: marlon
vai lá no armário da minha avó dar uma atenção pra ela?
o caso dela tá mito complicado!
Marlon: oi?
eu: ela tá me ligando fazendo malcriação.
não tô com paciência.
Enviado às 20:01 de terça-feira
Marlon: lulz
havemos de ter paciência com as avós
são estandartes da vida
monumentos da longevidade
eu: :s
idade não é argumento.
até porque todo velho é um filha da puta que nao morreu.
já dizia FY.
Marlon: justamente por isso são estandartes
sobreviveram
mérito
eu: e quem morre? não tem merito?
pense em aquiles
reze pelo aquiles
é uma total inversão de valores!
esses velhinhos de hoje...
Marlon: eu tô em são lourenço
meu senso idosístico tá em alta

Clique na figura abaixo para sentir a lentidão da burocracia brasileira.

É por essa velocidade que o meu salário nunca chega.

Tommy

segunda-feira, 5 de julho de 2010

futureme.org

É um serviço virtual de cápsula do tempo. Recebi hoje uma escrita em agosto de 2009. Dá um troço, viu?
Trechinho:
Quero uma analista descartável, que me ouça só por hoje, sem compromisso, um one-night-therapy. Não me indique a hopeline, porque não é assim tão grave. Eu já me acostumei aos meus problemas - e talvez isso seja o que há de mais gravde.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Já postei isso aqui?


É que é tão bonito!
(Estou amando esse layout bloggerphant.)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ver as coisas

Penso que deve haver dois posicionamentos básicos nas relações entre os seres humanos.
Um deles pode ser representado pelo filósofo. Ao perceber as coisas, ele busca aqueles que ainda não as perceberam para divulgar seu conhecimento ou salvar os ignorantes da ilusão. Parece-me prepotente, impositivo, intervencionista.

O outro é o profeta, cujo dizer está sempre envolvido pelo não-dito. Isso pode se dar pela própria decisão do profeta, como no caso de Tirésias, que por um longo tempo hesita em contar a Édipo sobre sua genética complicada. Ou ainda pode se relacionar ao mistério mesmo das palavras proféticas, sempre ambíguas ao apenas apontar (como no frag. heraclítico 93). Valorizar o silêncio me parece sempre mais sábio.

A dificuldade vem quando vemos claramente as estruturas e os perigos subjacentes à presente situação de alguém querido - e isso nos planos mais díspares, como no político, no legal, no profissional, no emocional... - e morremos de vontade de ligar pra ele e falar: "Olha, tá errado, você não está percebendo isso, isso e isso."

Nessas horas, o que me salva é me perguntar: eu vejo claramente? Isso lá é possível?
E me respondo: a verdade é um desvelar autovelante (agora sem hífen). O aberto da clareira está sempre circundado pela all-pervading escuridão da floresta, de onde tudo pode surgir.

E assim me calo.

From then on...I've been stuck.

And now you walk in.

to see you walk in...'cause I never see you...look at you!

Anyway, it doesn't matter. It was you he stayed with...

And I had the summer.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Nietzsche diz que nasceu póstumo


Então eu nasci... uterino?


(Foto montada pela Gabi)

Grande surpresa minha hoje lendo o recém-comprado Crepúsculo dos ídolos (que nunca tinha lido) e dando de cara com o seguinte trecho:

Erro da confusão de causa e consequência. - Não há erro mais perigoso que confundir a consequência e a causa: eu o denomino a verdadeira ruína da razão. Porém, esse erro está entre os mais antigos e mais novos hábitos da humanidade: ele é até santificado entre nós, leva o nome de "religião", "moral".


Não consegui não me lembrar de um trecho do texto que escrevi meses atrás, antes mesmo de mexer nesse livro:

Essa inversão se coloca na confusão moderna entre causas e fins – como na teleologia do grande relato. As causas e os fins, as razões e as finalidades se confundem na modernidade desde que Descartes concluiu que, uma vez que pensava, existia. A conclusão racional “se eu estou pensando, isso é um sinal de que existo”, porém, se tornou uma relação causal que diz “eu só existo porque penso”. Agora nos perguntemos: mas, se não existisse, poderia pensar?


Eu nasci assim, eu cresci assim, nietzsche-A-a-nooo?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

minha mae está numa sapequice! chupou meio picolé e guardou o resto na porta do congelador. claro que derreteu e melou a geladeira inteira.
eu vou contar pra ela, ela ainda faz cara de desentendida e fica triste de ter perdido o picolé.

Bloomsday





Daddy, I have had to kill you.
You died before I had time--
Marble-heavy, a bag full of God,
Ghastly statue with one gray toe
Big as a Frisco seal


E enquanto se comemora Joyce, eu posto Plath, porque as datas per se não significam nada. What's in a day?

domingo, 13 de junho de 2010

Direto do postsecret


sábado, 12 de junho de 2010

Faculdade engorda


Alguém da nutrição podia fazer uma pesquisa sobre isso. Ver a média de engorda dos universitários.

quarta-feira, 9 de junho de 2010


Eu chorei com isso. Mas te perdoo se você achar bobo. Nem todos têm as mesmas condições que eu, como diz o Nick Carraway.

sábado, 5 de junho de 2010

Mês de aniversário me deixa nostálgico

Ontem fiquei relendo meu blog (esse aqui mesmo). Hoje entrei no yahoo por outro motivo e achei e-mails antigos e históricos de MSN guardados. Tá, eu sou nostálgico:

x says:
como se vc fosse só alguem q me desse mole

me says:
e o que eu sou além disso?

x says:
1. Um amigo meu.
2. Alguém inteligente q faz o mesmo curso q eu
3. Uma companhia q me faz bem em vários sentidos (e NAO é pq vc "me deu mole")
4. sei lá mais o q, po.. eu gosto de vc e pronto, eu hein.

me says:
ah.
que simpático você.

***

me says:
eu continuo te chando highly pegable.

***

Sério, eu falava "highly pegable". No mínimo é especial.

Resolvi cantar a Teogonia. Uma pagina inteira improvisada em grego. Deu um calor no corpo! Parei, olhei dentro da gaveta de cabeceira, e tinha um olho grego empoeirado olhando pra mim.

Twittada do ano



meus vizinhos ouvem I want your loving and I want your revenge. deu vontade de rever o epis. de glee. about 1 hour ago via web

e agora single ladies. será que é uma festa glee? about 1 hour ago via web

hm... mta música eletrônica. é a sucursal (+) favela da ULC. 34 minutes ago via web

pqp tá tocando madonna+justin. alguém me acompanha nessa dança? 31 minutes ago via web

funk dos vizinhos parece "kibutz kibutz kibutz". a favela está virando sucursal do CIB? 3 minutes ago via web

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Missão de ano-novo

A Dani me disse outro dia, enquanto eu prestava atenção em uma moça que tentava pegar o ônibus, preocupado com a possibilidade de ela perder o ônibus. Pois bem, ela disse, não levando apenas isso em consideração, mas provavelmente uma série de outras atitudes que tive, como me conhece há tanto tempo e já me viu tantas vezes fazendo merda por isso. Mas então, o que ela disse, para o meu bem, é claro, e com sinceridade de amiga que quer me ver bem e mais tranquilo, já que isso acaba me estressando. Ela sugeriu que fosse minha resolução de ano-novo, já que eu tinha dito a ela um tempo atrás que não tinha muitas resoluções importantes de ano-novo, que minha vida estava bem. Parar de me preocupar com a vida dos outros.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Por que que a gente é assim?

Você deve ter me visto primeiro, acho que ainda sou seu tipo. Deve ter sido também você o primeiro a olhar para baixo e sair por estibordo à francesa.
Talvez não tenha sido nada disso e você nem me tenha visto e apenas tomado seu rumo, simplesmente, e eu esteja cá elocubrando tudo isso sem motivo algum. Duvido, principalmente pensando o quão - sexualmente - atento você é (e eu sei que se pode ser nessa vida, não me isento disso). De qualquer modo - e disso até os paranóicos sabem -, certos tipos de culpa não cabem a ninguém. Se é que há algum tipo de culpa que caiba a alguém. Acho melhor que ninguém se dê nenhum dos tipos, podemos viver melhor assim.
Terá sido a culpa a nos segurar? Na verdade, só me pergunto afinal: por que que a gente é assim? Por que não nos olhamos e nos cumprimentamos? O que nos impede? Será possível saber?
Gostei de te ver. Os novos óculos te fizeram bem.

quinta-feira, 27 de maio de 2010


Malu Magalhães, eu te respeito o dia que vc fizer isso.

global whining

Voltei a comer carne com alguma frequência. Vegetarianismo me deixa muito bonzinho. Não precisa nem ser biológico. A própria ideia parece que contamina todas as esferas e eu acabo sendo legal demais e quando vejo me fodi sendo bonzinho.
Agora preciso dormir e descansar, mas há muito a fazer. Minha cabeça está doendo, mas a revisão chama. No Grajaú, um velhinho me abordou no meio da rua e ficou falando que o moço que vende bala na frente do Bradesco já está lá há trinta anos, mas é muito careiro. E falou mais algumas coisas que não entendi.
Desculpa, posso ficar só no meu cantinho lendo Jane Eyre e cochilando? Estou achando tão bom!

sábado, 22 de maio de 2010


Isadora diz (10:44 PM):
é tão bom ver efeitos
Naughty, Jun diz (10:44 PM):
NÉ?
Isadora diz (10:44 PM):
conseguir passar para alguem alguma coisa da nossa existencia
Naughty, Jun diz (10:44 PM):
olha o que ela me falou: http://narodadohamster.blogspot.com/
Isadora diz (10:44 PM):
que possa mudar algo
Naughty, Jun diz (10:44 PM):
ou passar pra própria pessoa algo da existência dela, eu diria.
Isadora diz (10:45 PM):
mas isso não da para saber
mas mesmo assim
tem efeitos

parabéns!
Naughty, Jun diz (10:45 PM):
é, eu digo: despertar alguma coisa nelas.
Naughty, Jun diz (10:46 PM):
que eu não tenho como saber se é o mesmo que desperta em mim.
"não se pode dar o que se tem. só se pode dar o que não se tem."
se eu desse o que tenho, estaria limitando a experiência do outro a meu próprio repertório de experiências e possibilidades de experiências.
Naughty, Jun diz (10:47 PM):
quando o rol (ilimitado) de experiências entre pessoa e pessoa, pessoa e coisa, é único.
então eu não DOU aula.
ou ainda, dou.
Isadora diz (10:47 PM):
isso..
Naughty, Jun diz (10:47 PM):
mas dou a aula que não tenho.
e que cada aluno pode receber.
"e os que leem o que escreve / na dor lida sentem bem / não as duas que ele teve / mas só a que eles não têm"
Isadora diz (10:47 PM):
aii jun, é isso!
Naughty, Jun diz (10:48 PM):
mas são poucos os professores que pensam assim.
a maioria acha que tem uma missão iluminadora / salvacionista no mundo.
Naughty, Jun diz (10:49 PM):
e não percebe o quanto isso atrapalha a própria ideia da missão, pois tornam o mundo um lugar mais homogêneo e frustrado.
estou viajando ou tá fazendo sentido o que estou falando?
acho que vou falar disso na aula segunda.
Isadora diz (10:49 PM):
cara, eu acho que É exatamente isso
Isadora diz (10:50 PM):
estamos todos submetidos ao não saber
quando se fia aquilo que pensa ser sabido o mundo se fecha
Naughty, Jun diz (10:50 PM):
na prática, isso quer dizer: não adianta dizer pra não colocar o dedo na tomada.
e não é porque tem que aprender na prática.
Naughty, Jun diz (10:51 PM):
é porque, assim... vai que a pessoa até curte um choquinho?

A mesma aluna


eu: mas olha: você já falou que minha outra aula acendeu uma luz na sua cabeça. uma aluna de sexta me disse que falei algo que foi muito esclarecedor pra ela. minha missão está cumprida. posso dar só aulas porcaria agora. :P

aluna: duvido q vc de aulas porcaria agora. vc teria q fazer um esforço muito grande pra ir contra tudo o que vc acredita e ta acostumado a fazer mesmo que isso tb de trabalho e demande um certo tempo de meditação

eu: você é medium?

aluna: pq?

eu: acertou na mos-ca.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Da aluna para mim, no orkut

Sério. Depois desses dois scraps, eu vou TER QUE dar aulas muito boas. Não posso decepcionar essa turma. Hehe.
oi querido , como vão os engarrafamentos?

sua última aula fez o maior sentido pra mim. O que vc disse é o que eu eu sempre pensei mas como tds os professores faziam a mesma coisa, achei que eu que estava errada.

Por outro lado, me deixou mais crítica em relação aos outros professores e isso foi muito bom para mim .

Abs

E conseguiu . E não foi só comigo . Muita gente veio comentar comigo a mesma coisa q eu te disse.
Abs

sábado, 8 de maio de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Nova tecnologia de leitura

Surpreendente!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O conhecimento é cumulativo?

O cara que escreveu esse texto acha que o conhecimento está se tornando cada vez mais cumulativo, e tenta questionar a validade dessa quantidade enorme de conhecimento produzida e publicada nos últimos anos.
Minha opinião eu não vou dar agora, porque estou ocupado. Mas o conhecimento é cumulativo. A validade da acumulação per se a meu ver é nula. A quantidade de experiências não necessariamente questiona pressupostos/envolve pensamento.
Tentei postar o seguinte comentário no post linkado, mas o anti-SPAM deles pede que eu digite a soma de 10 + 1, que, ao que tudo indica, não é 11.
Knowledge is cumulative. How worth is accumulating? Is it worth at all per se?
I don't think so, as long as the number of experiences one has does not necessarily make them rethink their postulates or common-sensical views. Extensiveness of knowledge does not result in depth of thought. I myself have evidence of this among my very erudite and cultivated professors who are often not very reliable or even resourceful when it comes to thinking.

domingo, 11 de abril de 2010

VERDade

Defender um estilo de vida ecologicamente responsável é um modo de ser totalitário? Ou antes disso tem implicações éticas prévias ao totalitarismo?
O verde pode ser uma verdade universal que inibe o direito às diferenças alimentares de carnívoros, onívoros, ovolactovegetarianos e só permite o vegano, ou o cru...
Ao mesmo tempo, se pensarmos na verdade como alétheia, ou seja, o modo como a realidade se mostra, a coisa muda de figura. Se a realidade é, amoralmente, phýsis, ou seja, a brotação incessante de verdade (no sentido daquilo que se mostra), e phýsis é o mesmo radical de fitoterapia, a verdade e o verde estão fortemente relacionados.

sábado, 10 de abril de 2010

Não é o Pet, é o Craque!

Catete, cerca de 21.30 de um sábado.
M1 - Aí, cara, não quer dar uma ajuda pra comprar leite em pó pras crianças? Compra a balinha aí pra ajudar.
Eu - Pô, nem tô podendo.
M1 - Só falta 1,20 pra comprar o leite! Ajudaí!
Eu - Não vai rolar.
M2 - Então me vê um cigarro?
Eu - Tranquilo. (Dou o cigarro)
M1 - Pô, vê um cigarro aí também.
Eu - Beleza. Toma. (Entrego um e empresto o isqueiro)
M1 - Levaí a balinha.
Eu - Não.
M2 - Deixa o isqueiro aí com a gente pra acender um negócio ali?
Eu - Não posso.
(M2 e M1 saem andando e vão embora com meu isqueiro. Eu fico sem reação.)
***
Dani me diz: - Reclamar é o que você faz melhor.
Claudinha me diz: - Se eu reclamasse tanto quanto você...
***
Minha mãe saiu, não me avisou e eu não levei a chave. Chego em casa reclamão, sem isqueiro e durmo na portaria.
Isso tudo porque eu pus lá grandão no Orkut: "can't complain", todo feliz com a minha vida. Deus tá com inveja de mim.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Só Beethoven salva

Playlist preciosa. http://www.youtube.com/view_play_list?p=8003BE2EC6A766C8&playnext=1&playnext_from=PL&v=zhcR1ZS2hVo .

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Queda de encostas e nossa brilhante prefeitura

todo mundo inventando coisas novas a cada dia!
J diz (8:17 PM):
nao é?
hoje foi o secretário de qualquer coisa de niteroi falando no rádio que a prefeitura nao sabia da ocupação do morro em volta do lixão.
aí a jornalista disse que alguém mandou e-mail falando que os prédios de rico em volta do MAC estavam em condição ilegal e perguntou se era verdade.
aí ele falou que não, que aqueles prédios todos estavam legais.
Catarina diz (8:18 PM):
uia
J diz (8:18 PM):
aí ela perguntou por que ele estava a par dos prédios de rico, mas não sabia nada do morro.
aí ele ficou sem hgraça.
Catarina diz (8:18 PM):
uia
J diz (8:18 PM):
ela perguntou quais as medidas da prefeitura para resolver isso a longo prazo.
ele falou que tem que parar de dar cimento pras pessoas.
SÉRIO
Catarina diz (8:19 PM):
ãh?
como assim?
J diz (8:19 PM):
ele deve achar que as pessoas constróem em área de risco porque ganham cimento.
e só por isso.
Catarina diz (8:19 PM):
como assim, cara?
dar cimento pras pessoas?
ãh?
J diz (8:19 PM):
que A CAUSA do problema habitacional em niterói é a distribuição de cimento.
Catarina diz (8:19 PM):
ai meu deus.
IASHASOIHASPOIJSAPOIJSAPOAISJSAPOIJASPOIJASPOAIJSPAOSIJ
CARA
COM ISSO SÓ DÁ PRA RIR.
J diz (8:19 PM):
mas os candidatos a vereador de niterói distribuem cimento, vc nao sabe?
Catarina diz (8:20 PM):
meu deus.
não.
mas porra.
meu deus.
J diz (8:20 PM):
é um sacão por família lá pelo sapê...
agora, achar que tirar o cimento resolve o problema é de uma burrice siderúrgica.
Catarina diz (8:20 PM):
é loucura, cara.
ele não tava falando sério, tava?
J diz (8:20 PM):
tava.
Catarina diz (8:20 PM):
meu deus.
Catarina diz (8:21 PM):
sério?
cara, eu não quero acreditar.
J diz (8:21 PM):
aí a própria jornalista falou: "mas a longo prazo, quais as soluções? vocês vao realojar essas pessoas, reflorestar a área do lixão?"
Catarina diz (8:21 PM):
ele pelo menos podia fingir que sabe, da coisa da educação e tudo o mais, né?
meu deus.
J diz (8:21 PM):
aí ele gostou da dica dela e topou.
Catarina diz (8:21 PM):
meu deus.
meu deus.
OUAHSOAISUHSAIOUHSAOUIHASOIUHIOUSHSAIOUHASIOUHSA
estou rindo
meu deus
J diz (8:21 PM):
nao é MUITO BOM?
Catarina diz (8:21 PM):
cara
J diz (8:21 PM):
a cidade não poderia estar em melhores mãos.

***

Para quem não entender: as pessoas não vão pra encosta porque ganham cimento nem porque gostam da vista. A classe média adora criticar; é a primeira a apoiar a retirada da população do morro. Mas na hora de pagar menos vale-transporte pra empregada, acha ótimo ela estar ali do lado, na Rocinha.
E a empregada também fica muito contente de morar perto da patroa, e sabe que não seria contratada se morasse em Santa Cruz e tivesse que pegar três ônibus pra chegar no trabalho. E o mesmo se aplica pra todas as funções geralmente desempenhadas por pessoas pobres: o mercado de trabalho adora essa mão de obra barata à disposição. Eles vêm pra cidade e ninguém se pergunta se estão bem alojados até a hora em que o morro cai - ou que as Olimpíadas consideram a favela enfeiadora.
Hoje vi os biombos da Linha Vermelha. Aquilo isola algum som? Ou aquilo é vidro blindado? Porque aquilo é MUITO, mas MUITO mais feio do que a favela. Putaqueopariu. Eu quebrava tudo se morasse ali do lado.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Diálogos sobre consumo e ambiente

Um amigo postou no facebook comentando a importância do consumo consciente, que hoje é a grande opção, mais que as eleições. Respondi isso aqui e vou guardar, porque não confio no facebook.
É e não é. Sou vegetariano e acho que ajudo em algo. Compro orgânicos e produtos com selos que me dizem que eles foram produzidos de maneira sustentável. Mas eu sou apenas parte de uma parcela muito pequena da população que pode fazer essa escolha. A maioria dos brasileiros não tem condições de fazer essa escolha; vai direto pro mais barato. Se o governo não pressionar MESMO os agricultores e pecuaristas milionários do nosso país (assim como os industriais), muito pouco pode ser feito (e é por isso que acho que o discurso da Marina de "cronometrar o banho para poupar" é balela).
Até mesmo sabe por quê? Porque quem mais emite gases estufa é a agropecuária (e a indústria em segundo lugar). Quem mais consome água é a agropecuária. O consumo doméstico individual é 10% do total. E ninguém sabe disso. Sabe por quê? Porque essa alienação é uma das bases do capitalismo: o operário (industrial ou agrário) não sabe qual o produto e o destino final de seu trabalho. O consumidor não tem noção de como nem onde aquilo foi produzido. Tudo se articula de modo que não saibamos de nada e a nossa GRANDE LIBERDADE seja escolher entre a lata de coca-cola ou de guaraná. Você vai e escolhe a coca-cola plus, porque tem mais nutrientes, ou o guaraná, que estimula as cooperativas da Amazônia (inventei isso agora). Mas você continua dependente do ciclo de consumo que é ditado pela mídia. Ou você considera comprar uma fruta e fazer um suco em casa? Se você fizer isso (vale até comprar a caixinha de DelValle), você é um entre poucos. Porque a ignorância se perpetua com mais facilidade que coelhos. O consumo consciente não é a (única) resposta. Melhor não jogar fora seu voto, porque quem pode dar às pessoas condições de ter um consumo consciente é o Estado. Quem pode administrar os desabrigados pelo temporal é o Estado. Por mais que você use papel reciclado, o aquecimento global já está mudando a forma como nossa sociedade se organiza, e quem pode reverter esse processo é o Estado. No mínimo, ele é quem pode frear o ritmo desembestado do capital rumo ao lucro para que as pessoas possam ser consumidores conscientes.
No entanto, o discurso do consumo consciente é o do neoliberalismo. Substancialmente, não muda nada. Não é à toa que quase todos os projetos ambientais desenvolvidos pelas "empresas verdes" são coordenados pelos setores de marketing: é tudo para inglês ver.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O mijo, o tempo e a grana

J diz (3:40 PM):
a gente fala e alguém mija.
leo diz (3:40 PM):
é só falar...
J diz (3:40 PM):
o poder cosmogônico da palavra! tem que falar pra carlinda.
leo diz (3:40 PM):
a fernandinha falou do grana e tempo
agora o volume 2 é: mijo e tempo.
J diz (3:40 PM):
HAHAHAHAHA
leo diz (3:41 PM):
rsrsr
J diz (3:41 PM):
mas tempo é dinheiro!
e o tempo é como um mijo
como diz o edu, né?
leo diz (3:41 PM):
o dinheiro tb
sai q é uma beleza!
vc bebe, gasta grana, tempo e mija!
leo diz (3:42 PM):
é uma ordem cósmica!
J diz (3:42 PM):
Mas o tempo é como um mijo
Que caminha para o mar
Passa, como passa o passarinho
Passa o vento e o desespero
Passa como passa a agonia
Passa a noite, passa o dia
tudo é um: tempo, grana, mijo.
http://letras.terra.com.br/maria-bethania/868458/
leo diz (3:42 PM):
uahuahuahauha
J diz (3:42 PM):
O tempo é como o mijo
Onde banhei o cabelo
De minha amada
Água limpa
Que não volta
Como não volta aquela antiga madrugada
que não volta!
como o tempo.
leo diz (3:42 PM):
vc trocou o rio pelo mijo
hauahuahuaha
leo diz (3:43 PM):
um rio de mijo!
J diz (3:43 PM):
você não mija duas vezes o mesmo mijo
você que tem o mijo ou o mijo é que te tem?
leo diz (3:43 PM):
heraclito bebado falou assim
hauhauahuaha
J diz (3:43 PM):
já viu alguém resolver inverter a ordem do mijo?
leo diz (3:43 PM):
manuel mijando
J diz (3:43 PM):
não dá! você já nasce mijando e mija até morrer.
leo diz (3:44 PM):
se vc acordar mijado é o mijo q te tem
J diz (3:44 PM):
o homem já nasce jogado no mijo.
você escolhe quando mijar?
pois é!!!

domingo, 28 de março de 2010

Sonhos


Adaptado de http://xkcd.com/137/

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sério?

Por que as pessoas do meu passado estão todas mal arranjadas e eu aqui sozinho? Eu não sou tão desarranjo assim pelamordedeus.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tentação

Todo ano eu recebo e-mails de propaganda do Vandário Mokara. Dá vontade de cobrir minha varanda com essas vandas lindas. Enormes, coloridas, principalmente as azuis. Para quem não entende de orquídea, essas flores têm mais ou menos dez centímetros de envergadura.




quarta-feira, 17 de março de 2010

Nestlé e orangotangos

Have a break? from Greenpeace UK on Vimeo.



Acesse o site deo Greenpeace UK e assine a cartinha para a Nestlé.

terça-feira, 16 de março de 2010

Ibsen, royalties, petróleo, covardia?

Se o dinheiro dos royalties é dado para compensar os danos da indústria pretolífera, já não é estranho e até errado que ele tape os buracos da previdência? Produza eventos esportivos? Pior ainda: esse fundo preservação da Baía de Guanabara, rios e lagoas não é aquele que enriquece o milionário de Eike Batista, que semanas atrás transformou a Lagoa em um espetáculo de peixes podres?
Passeata por royalties? Lamento dizer a quem for: eles não vão parar no seu bolso. Sequer serão revertidos em benefícios para você.
Quer ir pra rua protestar? Pense na matriz energética brasileira, que, no ápice das discussões sobre o aquecimento global, cava cada vez mais fundo os poços petrolíferos de sua matriz fóssil poluidora.
Pense na Amazônia desmatada (queimada, poluindo) para criar gado (cujos peidos aquecem o planeta) e plantar soja, ambos voltados para uma exportação cujos lucros não melhoram sua vida.
Pense na cidade do Rio sendo maquiada para receber os gringos e em como tudo vai voltar a ser como sempre foi depois dos eventos esportivos, se é que essa maquiagem melhora alguma coisa.
Pense na política colonialista americana, que investe na invasão do Haiti. Reze pelo Haiti.
Pense nos desabrigados pelas enchentes de São Paulo. Pense no nosso governo que nos mantém vivendo com essa infraestrutura débil e enche as cuecas de dinheiro.
Agora escolha qual causa lhe parece mais importante e organize sua passeata.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Acabo de tomar banho e estou todo melado. Eca.
Acabei um dos trabalhos IUPI. Só falta um.
Estou com sono.
Tem um estúdio de tatuagem no centro do rio que me irrita. O nome é "Irrevercível". Tudo bem que a tatuagem seja, mas a placa não é. Por que não corrigir?
Peguei um livro cascudo hoje pra revisar. Ê trem bão. E tudo cada vez mais pendente.
A prof. da UERJ que vai me dar aula me ligou para avisar que só vai começar semana que vem. E pediu desculpas. Não é um exemplo de fineza? Vou ser assim quando crescer.
(Estou fútil. BBB e Manoel Carlos na veia esses dias, deixa a pessoa assim.(Além de Euclides da Cunha, claro.))
PS: Na ementa da matéria que vou fazer tem um livro da Marcia Tiburi. Rá rá rá.

terça-feira, 9 de março de 2010

O perfil daquela pessoa que você pegou em 2006... sabe?

domingo, 7 de março de 2010

Estou virando o Olegário

Acho engraçado você, mãe. Quando você vai ler, deixa a luz acesa, mas, para eu escrever, apaga a luz.
Essa frase saiu da minha boca.

sábado, 6 de março de 2010

Olhando o orkut dos colegas de colégio, constato que alguns não mudaram NADA. E penso: que bom que eu não tenho mais quinze anos. Eles ainda têm. E de repente me vem o pensamento: eu tive? Acho que nasci aos 42 (do segundo tempo). Por isso essa ansiedade toda.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Por que eu não tenho usado MSN


O Globo

Segunda passada abri o caderno de informática (coisa que nunca faço na vida) e lá estava o Gabriel, filho da Lanika, que falava sobre cuidados com o os filhos usando a internet.
Na quinta (ou quarta), apareci eu no cantinho da foto do Zé Celso do Segundo Caderno. De olho fechado, com uma cara engraçada, mas até me reconheceram!
Hoje foi o Michel, que fez o curso da Claudinha na CAL comigo, na Megazine falando sobre sebos.
O que está acontecendo? O Globo está carente de fotografáveis?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Tempted

Votre résultat

Vous semblez satisfaire aux critères de sélection du Québec. Vous pouvez maintenant faire une demande officielle d'immigration. Si vous faites une demande en tant que travailleur, consultez la section Demande de certificat de sélection et annexes - Travailleurs permanents. Si vous faites une demande en tant que travailleur autonome, consultez la section Demande de certificat de sélection et annexes - Gens d'affaires ou communiquez avec nous pour obtenir le formulaire par la poste. Des frais s'appliquent pour le traitement de votre demande.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

trecho de e-mail para este parecer um blog atualizado

Afinal, a oficina está valendo. Mesmo com uma bronca desnecessária aqui e ali e um comportamento com o qual eu nem sempre concordo, acho que aprendi ou estou aprendendo. O clima competitivo também aparece vez ou outra e não me é muito saudável.
Finalmente terminamos hoje as 290 páginas de Cacilda ! ! ! e amanhã é o grande dia em que montaremos ceninhas. Vou assim assim, sem muita ambição, mas para trabalhar como se tivesse. Não é hora de fazer feio depois das 28h de ensaios, não é? Além do quê, "estou pagando".

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Só o Manoel Carlos trata das questões

Estávamos cá em Búzios, família inteira vendo Viver a vida. Lilia Cabral chega em casa, estranha o som vindo do quarto da filha e abre a porta. A filha lá se amassando com o namorado. Ela entra no quarto e fica lá dentro esperando ser percebida. Em torno de 6:00 do vídeo.

Eu digo:
- Mas que mãe legal, né? Fica lá olhando!
Minha mãe responde:
- Viu, meu filho, como nem todas as mães são tão legais quanto a sua?

Pra quem não sabe, eu já passei por uma situação parecida. E tá a novela das oito nos ajudando a discutir esses temas fundamentais à boa vida familiar.