quinta-feira, 29 de julho de 2010

Jane Eyre espertalhona

Eu ainda não fiz nenhum comentário condenatório sobre o projeto que tem o Sr. Rochester de se casar por interesse e contatos. Fiquei surpresa quando descobri que eram essas suas intenções: eu o acreditava um homem que dificilmente se deixaria influenciar por motivos tão banais ao escolher sua esposa; mas quanto mais eu pensava na posição, educação, etc., das partes interessadas, tanto menos me via justificada em julgar ou culpar um dos dois por agirem em conformidade com ideias e princípios instilados neles, sem dúvida, desde a infância. Todas as pessoas da classe deles mantinham esses princípios: supus, então, que eles tinham razões para mantê-los das quais eu não poderia sequer suspeitar. Parecia-me que, se fosse um cavalheiro como ele, carregaria em meu coração apenas uma mulher que pudesse amar; mas a própria obviedade das vantagens desse plano para a felicidade do marido me convenceu de que devia haver argumentos contra sua adoção generalizada por mim desconhecidos: do contrário, tenho certeza de que o mundo inteiro agiria como eu gostaria de agir.

Tradução maluquista minha.

Nenhum comentário: