segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Nietzsche diz que nasceu póstumo


Então eu nasci... uterino?


(Foto montada pela Gabi)

Grande surpresa minha hoje lendo o recém-comprado Crepúsculo dos ídolos (que nunca tinha lido) e dando de cara com o seguinte trecho:

Erro da confusão de causa e consequência. - Não há erro mais perigoso que confundir a consequência e a causa: eu o denomino a verdadeira ruína da razão. Porém, esse erro está entre os mais antigos e mais novos hábitos da humanidade: ele é até santificado entre nós, leva o nome de "religião", "moral".


Não consegui não me lembrar de um trecho do texto que escrevi meses atrás, antes mesmo de mexer nesse livro:

Essa inversão se coloca na confusão moderna entre causas e fins – como na teleologia do grande relato. As causas e os fins, as razões e as finalidades se confundem na modernidade desde que Descartes concluiu que, uma vez que pensava, existia. A conclusão racional “se eu estou pensando, isso é um sinal de que existo”, porém, se tornou uma relação causal que diz “eu só existo porque penso”. Agora nos perguntemos: mas, se não existisse, poderia pensar?


Eu nasci assim, eu cresci assim, nietzsche-A-a-nooo?

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