domingo, 27 de dezembro de 2009
sábado, 26 de dezembro de 2009
Isso vai soar meio óbvio
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
O grande elétron tem o som de um sabre de luz
Eis um cara babaca. A informação que ele me traz não é nova. Sempre soube que a Terra continuaria por aí depois dos humanos. Mas, em primeiro lugar, a arrogância de querer controlar a natureza não se iniciou agora. Ela é a atitude antiga que possibilitou a Revolução Industrial, inclusive. Que o aquecimento global que vivemos atualmente está diretamente relacionado a atividades humanas, isso eu não preciso provar. Basta conferir os dados do IPCC - um grupo de cientistas que há décadas se dedica a pesquisar as mudanças climáticas.
Tentar de alguma maneira evitar ou reduzir o fenômeno é o contrário da arrogância, porque o que está em jogo é a velha questão suicida: eu acho que vale viver?
Pois bem, se você não acha, enquanto indivíduo, pode sempre recorrer a um tiro, ao gás, ao veneno. A questão é ética: se eu não acho e contribuo para o aquecimento global, estou decidindo não só por mim, mas pela humanidade. É um pensamento que tem um quê de genocídio, aliás, de plano de auto-extinção.
Se um dia eu achar que a vida não presta mesmo, me mato sem problemas. Mas não mato os outros por isso.
Além do mais, se considerarmos que as áreas mais afetadas pelo aquecimento global compreendem muito mais países pobres do que ricos, e que os países pobres têm menos condições de se defender desses efeitos do que os ricos, a coisa fica ainda mais séria.
O que me espanta é essa plateia - não me surpreenderia se fossem americanos - estar batendo palma e achando divertido. Ou ainda, não me espanta. É a mesma atitude dos que vão aos fóruns sobre o Windows 7 e falam: "Ah, a versão Starter [que eu tenho no meu netbook] não permite mudar o papel de parede? E daí? Essa versão é só para países em desenvolvimento. Eu estou nos EUA mesmo!"
Beck home
Ontem foi meu quarto banquete do ano. Cantei junto algumas músicas, fiz carinhos no Fedro (ê criatura fofa).
Houve um batizado de um bebê no meio da peça. Foi uma coisa muito linda, a melhor religião que eu conheço. Eu batizaria meus filhos no Oficina se os houvesse. Não entendi bem quem era quem, acho que tinha um pai de santo, e todos cantando um canto de Xangô, acho, e chorando.
O Pascoal Nascimento (mais conhecido como Dr. Abobrinha do Castelo Ratimbum), que fez várias peças no Oficina, inclusive o Ham-Let, estava lá. E houve homenagem ao Luís, irmão do Zé Celso: todos cantamos uma música cuja letra era projetada nos telões.
O Marcelo Drummond, que estava fazendo um Agatão de ovo virado, resolveu buscar o cachorro dele nos bastidores (acho que é Caxangá o nome) e ficou com ele no pufe quase metade da peça.
No final, enquanto todos cantavam o Oj dodole, o elenco se recostou no fundo do palco e a plateia foi junto! Todos recostadinhos um no colo do outro cantando juntos e batendo palmas por uns dez minutos!
Queimei o dedo no baseado que alguém passou pra gente. Se ficar cicatriz, será uma lembrança feliz.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Lichia
Abacachia. Licaxi. Deve ser alguma obsessão do verão com esse som do /s/ palatal.
Minha prima desenterrou um LP da Bethânia - MARIA. Bonito, bacana. Dei a ela o vol. 3 do Teatro completo do Nelson. Acho que ela vai gostar.
Comprei as Memórias do Nelson pra mim. E brinquinhos para vovó e mamãe.
As livrarias da Sé são uma pobreeeza. A Saraiva, a Paulus, a Loyola. A Loyola um pouco melhor e simpática, mas, ainda assim, SUEI pra achar o teatro do Nelson. Só fui achar depois de dois dias, ontem à noite, quanto entrei no shopping para ir ao cinema e vi por acaso uma livraria aberta. UFA!
Fui ver Turandot no cinema. Em geral eu durmo nas óperas. Fiquei jogando água no olho e fiquei. Turandot é das minhas preferidas, e a direção era do Zefireli, que eu vi no Romeu e Julieta e me apaixonei. Muito bem feito, viu?
Vi Babi e família. Muitos bichinhos novos, mas de resto nada muda.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Orkut says
Acho fácil. O difícil é lidar com meus próprios defeitos com a mesma consideração que concedo aos defeitos dos outros.
sábado, 19 de dezembro de 2009
no fundo do peito esse fruto apodrecendo a cada dentada
Vi Lanika, seu noivo e seu filho. Uma delícia. Até joguei o Super Mario do wii.
Agora tomo banho.
***
Momento importante do dia um do qual me esqueci: um cellista tocando Bach na saída da estação Brigadeiro do metrô. Assisti, bati um papinho, mandei minhas moedas. Bonito, bonito.
Vou ver se vejo a missa em canto gregoriano no São Bento amanhã. É só acordar cedo. Putacopariu.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Dia dois, mero detalhe que talvez arruine meu dia
Dia um em SamPã
Então hoje saí 10.30. Desci do metrô no MASP e tive a feliz surpresa de encontrar uma exposição do Rodin. Mais sobre as fotografias das obras dele feitas por outros do que sobre as esculturas elas mesmas, mas com algumas esculturas, inclusive O beijo.
Depois, desci a Augusta pro lado da boutiques. Olhei galerias (a Ouro Fino inclusive), mas não achei nada tão assiiiim. Algumas coisas legais, mas me controlei e não compre NA-DA. O que mais me interessou foi uma loja especializada em palhaços, com livros, roupas, acessórios, malabares e váaarios narizes em formatos e cores variados.
Saindo da Augusta, andei de volta até a Brigadeiro, com parada em livrarias. Também fui ao SESC Av. Paulista, vi uma esposição sobre as pessoas que viajam pelos programas do SESC. Velhinhos fofos dão depoimentos, mostram cartas, souvenirs. O mais bacana - e um tanto assustador - era um super diário de viagem de um velhinho que anotava tudo - tamanho, população, religião, língua, cidades visitadas -, fazia mapinha e o escambau a quatro dos países que visitava. Um fichário de muitas, muitas páginas.
Para jantar, descobri que o único italiano do Bexiga que eu tinha gostado FECHOU. Snif snif à parte, achei um barrestaurante perto barato. Acabei comendo frango à parmegiana para não comer coxinha de galinha. É a vida. Estava gostoso.
Por fim, uma chuva monstra assim que eu saio do restaurante. Chego no Oficina encharcado e fico espernado a bilheteira para comprar uma camiseta deles e ficar sequinho. A bilheteira faltou. Fiquei 40 minutos molhado no frio. O moço que faz o Apolo no Banquete assumiu a bilheteria, foi super fofo blá blá e me vendeu o ingresso e a camiseta.
Taniko me tirou o fôlego várias vezes. Linda linda.
Sentei na beirinha, o Marcelo Drummond olhou pra minha cara, a Camilla (Mota?), o Lucas Weglinski, a Cellia piscou pra mim na hora de sair do palco, enfim, vários. O Zé Celso, quando viu que eu sabia a letra da música dele ("o caracol rebolado da Kundalini"), mandou todo mundo levantar e fazer coro.
Tá, morri de medo de me puxarem pro palco e tirarem a minha roupa, mas essa peça não tem essa parte (UFA!).
Na hora de sair, fui falar com a moça que fez a Cacilda (esqueci o nome, foi mal) que adorei ela lá no Rio. Ela foi super simpática agradecendo.
Consegui pegar o metrô ainda. Cruzei com uns craqueiros naquela passarela da Liberdade que não precisava existir porque a rua é ridiculamente estreita e vazia de madrugada, mas, enfim, valeu a experiência. Eu nunca tinha visto craqueiros, pois bem.
Agora como sorvete e falo com meus migs. :D
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Estou em Sampa
quinta eu vou no oficina ver taniko
sexta eu vou nos sátyros ver a filosofia na alcova
sábado vou nos sátyros ver justine e 120 dias de sodoma
domingo vou ver O PONTO na caixa cultural.
quarta vou ver o banquete no oficina (excepcionalmente à tarde).
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Carta Amir Haddad para Jandira Feghali
Carta Aberta à Secretaria de Cultura do Município do Rio de Janeiro
Senhora Secretária
Gostaria de deixar aqui escrito uma tentativa de descrever os sentimentos que me ocorreram, e pensamentos que tive quando entrei em contato com o texto do Decreto.(?!?)
Talvez tenha de me demorar um pouco sobre este assunto, pois ele é de capital importância para o momento e para o mundo em que estamos vivendo e acredito que ninguém, muito menos eu e a Senhora Secretária, podemos ou devemos fugir dele. Espero não ser interrompido como fui no nosso breve encontro anterior,
Assim vamos lá.
Eu tinha ido para esta reunião com o artigo 5° da Constituição em minha mão , para declamá-lo diante de todos, pois para mim era esta a verdadeira razão daquele encontro. Liberdade de expressão.
Art. 5°, IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Art. 5°, IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Art. 5°, XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardo do sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;
Art. 220 – A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a. informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
Porem, ao ler o Decreto fui agradavelmente surpreendido e desarmado por ver seu artigo 1°, que citava justamente este artigo da Constituição. Respirei aliviado. Estamos no mesmo barco, pensei eu.
Mas nos artigos, incisos ou alíneas ou parágrafos seguintes, ou não sei bem o que é, o que estava escrito era uma seqüência de requisitos que eu deveria cumprir para que pudesse usufruir desta liberdade constitucional. Condições sem as quais eu não poderia exercer meu direito de cidadão livre.
Então eu estava livre, mas não estava muito. Eu era uma pessoa que estava presa e agora ia ser agraciado com a benesse da liberdade condicional. Estava ali me sendo oferecida a liberdade, sob determinadas condições que eu deveria cumprir e respeitar, sob pena de novamente voltar a prisão. O meu mal-estar cresceu quando compreendi que a discussão teria que ser mais profunda e inquietante do que eu imaginava. Não estava diante de pessoas que estavam pensando o mundo como eu. Embora a Senhora Secretária tivesse afirmado que, por ser comunista sabia já das coisa que eu estava começando a dizer, na prática esta teoria não se confirmava. Íamos ter que discutir mais do que pensávamos, e não havia tempo para isto. Havia mais coisas em jogo ali do que simplesmente nossas boas intenções, em relação ao bem-estar da cidade e de seus cidadãos. E de que maneira a boa gestão de políticas – públicas para a Cultura poderia contribuir para isto. A cidade não estava em jogo, nem o seu cidadão, e sim a necessidade de aprovar urgentemente, não sei porque motivo, aquele documento regulatório e contraditório das atividades em áreas públicas, que estava diante de mim. E eu, senhora Secretaria, sem voz e imobilizado, nada podia fazer, a não ser pedir um tempo para pensar e propor alguma reflexão e discussão, a respeito desta questão tão importante, já que, aparentemente, não estávamos ocupando posições semelhantes diante do problema.
E assim, a discussão com os interessados que deveria ter sido feita, antes até mesmo da elaboração do Decreto, e que iria ajudar nesta elaboração, teria que ser feita ali naquela hora, sob pressão política e de prazo. Companheiros da Rede de Teatro de Rua do Rio de Janeiro tinham várias vezes antes tentado contato, sem êxito, com esta Secretaria.
Nós não achávamos que uma questão tão importante podia ser discutida às pressas; e continuamos achando que não, dadas a sua importância e atualidade. É realmente uma questão de tempo, Senhora Secretária. E não podemos ser levianos e inconseqüentes a este respeito, pois o que for decidido aqui no Rio de Janeiro vai repercutir no Brasil inteiro, e nós estamos no momento de avançar em nossas conquistas de liberdade. Sempre que os governos não conseguem equacionar seus problemas sociais a liberdade é a primeira a ser sacrificada. Podemos estar “distraídos” diante disto tudo? O muro de Berlim resolveu o problema da liberdade? O dia da Consciência Negra resolveu o problema do apartheid social e racial da sociedade brasileira? É possível distrair, descansar?
Senhora Secretária, esta Secretaria acho que ainda tem um departamento de Patrimônio que foi criado na gestão do Antonio Pedro Borges, a frente da primeira Secretaria de Cultura, do Rio de Janeiro. Pois bem, Senhora, todos nós sabemos que Santa Teresa é uma APA- Área de Proteção Ambiental; e que todos nós, gestores públicos e cidadãos, devemos zelar pela sua integridade e identidade. A Senhora já viu o caos em que estão se transformando as ruas e ladeiras de Santa Teresa? A qualidade de vida do bairro é cada vez pior, o morador se ressente, enquanto floresce um comercio, que só remotamente beneficia o bairro e seu morador. Os carros, veículos de todos os tamanhos e pesos, sobem e descem suas ruas e ladeiras indiscriminadamente, em qualquer direção, sem nenhum regulatório. Lá não precisa? Uma vez só estiveram lá, que eu saiba, para obrigar o proprietário de um bar-mercearia a recolher duas mesas da calçada, onde eu e outros moradores há 30 anos costumamos nos sentar para conversar, sermos amigos, cidadão, convivermos. Coisa rara em qualquer lugar do Rio de Janeiro.
O choque de ordem fez recolher cadeiras e mesas onde a vida comunitária se estabelece, e onde pode nascer um remédio para a violência que nos deixa desolados, numa cidade tão linda como a nossa. E deixa a tragédia anunciada se aproximar cada vez mais!
O que está acontecendo ou querendo acontecer com o Teatro de Rua não é parecido com o que aconteceu com as cadeiras e mesas de Santa Teresa?
A senhora não acha, Senhora Secretária, que tudo isto tem a ver com a Cultura? Que a Cultura tem a ver com identidade e qualidade de vida? Que qualquer política “regulatória” teria que ser submetida à apreciação da Secretaria de Cultura e a Secretaria de Saúde? Para evitar atitude e procedimentos que em vez de resolver, transformam a cidade e a vida do cidadão em tristeza, depressão e mais violência? Não é esta a função da Vida Cultural na construção da nossa identidade e cidadania? Não só na teoria, mas também na prática?
Senhora Secretária, pela regra do Decreto, meu grupo de Teatro, o Tá na Rua, não poderá ir nunca à rua, pois não se encaixa em nada do que o decreto pensa. Quem o redigiu tem pouca familiaridade com a questão, embora possa ter tido empenho e boa – vontade.
Assim como eu, outros artista de rua não preparam com antecedência suas saídas, e muitas vezes saímos a rua sem saber onde iremos parar. Nem dia, nem hora, nem local. E nunca obstruímos nenhuma praça, nenhuma rua, nunca prejudicamos nenhum comerciante, nem nunca perturbamos o sono de ninguém ou o trânsito.
O básico de nosso trabalho é o respeito à população e ao seu direito de ser feliz, participando da vida cultural da cidade. Nunca iríamos fazer ou fizemos coisas que ferissem a ordem pública, a verdadeira ordem pública, não a ordem de uma gaveta vazia. Atitude que não parece ser a que subjaz nestas medidas regulatórias abstratas, em nome de uma ordem também abstrata. Sanear, higienizar não é organizar. Nós precisamos de apoio, estimulo, e incentivo, não de organização aleatória e indiscriminada.
Nunca desistimos de nossa cidadania, pois amamos a cidade e seus cidadãos, sem distinção de classe, cor, credo, idade ou religião. O nosso maior prazer é respeitar o cidadão. Nós queremos ser parceiros do poder público na construção de uma sociedade melhor. Não devemos ser tratados como presos em liberdade condicional. Nossa liberdade foi conquistada ao longo de séculos e de lutas e nossa liberdade não pode ser concedida. Ela tem de ser reconhecida. Não posso me imaginar em praça pública somente se estiver autorizado pela autoridade. Eu abandonei tudo por amor à cidade. Sou cidadão carioca emérito. Não me tirem agora a cidade. Senhora secretária, não deixe isto acontecer. O momento é histórico e importante. O que fizermos agora vai, como já disse, repercutir em todo País. Se decidirmos bem, ficaremos todos, nacionalmente um pouco mais alegres. Se perdermos a oportunidade estaremos fazendo como aqueles que querem a todo custo tirar a esperança do Brasil. Agora que estamos crescendo, produzindo auto-estima que poderá iluminar o aparecimento da nação brasileira.
Podemos fazer historia Senhora Secretária, ou sermos atropelados por ela.
Creia-me um seu admirador e antigo eleitor.
Obrigado pela atenção.
Rio de Janeiro, 18 de Novembro de 2009
Amir Haddad
P.S – A título de pós –escrito uma sugestão de procedimento para o manejo e crescimento do Teatro de Rua na cidade do Rio de Janeiro.
Sugerimos que:
Para sair às ruas, os grupos de Teatro, cadastrados ou não, deverão apenas comunicar a um Setor de Teatro de Rua, que deverá ser criado pela Secretaria, que espaços pretendem ocupar e a partir de que hora.
O Setor, então, deverá informar ao comunicante as condições do local, para orientação do grupo. E, sempre que necessário, enviar para lá uma equipe da Prefeitura, que se encarregará da limpeza da praça e de sua segurança, para que nossos artistas possam cumprir sua tarefa em paz. Se houver necessidade de energia elétrica o Setor deverá providenciar junto à Rio Luz a localização e a utilização do ponto de luz mais próximo, sem ônus para o grupo.
A Guarda Municipal que estiver na região deverá ser estimulada a proteger e assistir o espetáculo. Eles já fazem isto, porem com medo de serem castigados. Terão assim melhorado sua qualificação para a função a que se destinam.
O cadastramento dos grupos deverá ser feito junto à Rede de Teatro de Rua do Rio de Janeiro, que se encarregará de manter atualizado o cadastro do Setor de Teatro de Rua da Secretaria.
O grupo não cadastrado que comunicar seu trabalho ao Setor da Secretaria estará automaticamente cadastrado e suas características ( nome, formação, origem) deverão ser comunicadas a Rede que irá entrar em contato com eles, para vinculá-los ao movimento nacional do Teatro de Rua.
Sei que os representantes da Rede Estadual de Teatro de Rua têm pensado nisso que vou expor e que acho excelente.
Há grupos que além de andar por vários pontos da cidade, mantém o vinculo permanente com as praças e comunidades onde têm suas sedes. Assim seria interessante se este grupos se encarregassem da ocupação e programação das praças onde estão sediados, ali desenvolvendo atividades permanentes com apoio e cooperação da Guarda Municipal. Alguns de nós já fazemos isto, mas sem nenhum apoio, estimulo ou segurança.
Poderemos melhorar, e muito, a vida na cidade, na região onde habitamos.
Sonhamos como uma cidade feliz e iluminada pela esperança.
A Secretaria de Cultura pode trazer saúde para a população carioca.
Não queremos poder, mas sim colaborar para a construção da esperança.
Trabalhamos no presente para um outro futuro, possível.
Atenciosamente
Amir Haddad
sábado, 5 de dezembro de 2009
Preciso de alguém
Que converse comigo qualquer bobagem antes de dormir e me dispense de vir ao blog me queixar de qualquer bobagem.
Que faça sexo de qualidade, gratuito e público (para seguir o lema da educação).
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Emília Vásáryová
Talvez eu esteja virando ator. Até lá, é um pulo, um salto mortal. Mas quem disse que ator não dá seus saltos?
Chega com a trupe na cidade, com uma flauta linda ao fundo, e seu parceiro mágico. Mais importante: seu gato, que, ao olhar as pessoas, faz com que fiquem da cor de sua natureza ou seus sentimentos. Os apaixonados ficam vermelhos, os desleais amarelos, os hipócritas roxos, os ladroes cinzas.
Eu ficava vermelho ao vê-la, pequeninho, no sofá da minha avó.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
B diz (7:19 PM):
tudo bem aí? que fazes?
Z diz (7:21 PM):
reviso mudanças climáticas
e tento chattear com fulano.
mas ele tá no trabalho, fica difícil.
Z diz (7:22 PM):
e fumo
estou aquecendo o planeta
B diz (7:22 PM):
as vaquinhas também
Z diz (7:22 PM):
me surpreende que ninguém fale do CO2 gerado na respiração humana.
sério!
B diz (7:22 PM):
tem que matar muita gente
Z diz (7:22 PM):
hehe
é
nazismo ecológico
imagina o hitler no mercado de créditos da carbono!
B diz (7:19 PM):
tudo bem aí? que fazes?
Z diz (7:21 PM):
reviso mudanças climáticas
e tento chattear com fulano.
mas ele tá no trabalho, fica difícil.
Z diz (7:22 PM):
e fumo
estou aquecendo o planeta
B diz (7:22 PM):
as vaquinhas também
Z diz (7:22 PM):
me surpreende que ninguém fale do CO2 gerado na respiração humana.
sério!
B diz (7:22 PM):
tem que matar muita gente
Z diz (7:22 PM):
hehe
é
nazismo ecológico
imagina o hitler no mercado de créditos da carbono!
Em que família uma coisa dessas acontece?
A nora casou ainda assim.
Anos depois, quando o filho morre, o pai vem contar ao filho do filho (de quem é avô) que a nora se casou sabendo o que a esperava.
Alguém disse A MINHA família? Acertou.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A unidade nada abstrata de medida

sexta-feira, 6 de novembro de 2009
A gravação abaixo não é das melhooores. Baixe a sua versão das bachianas em sites como pqpbach.
sábado, 24 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
dad dead
Ê boi, mal sei o que sentir. Um embrulho no estômago, uma paração estranha de tantas coisas que vão ficar por fazer.
Ê, boi.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Hoje me veio isso na prática. Não sou poeta, mas, ainda assim, não saberia agora escrever um poema que congregasse o porre, o êxtase, a ansiedade pelo meu pai, a fome enorme que me deu de repente, a náusea da bebida.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Da recém-inventada série mundo bizarrodadohamster
Para entender como essa confusão era ratificada pelo nome da foto (bird of paradise), que ela achou no google procurando por "This bird has flown", procurei por bird of paradise no google, e vi que a planta também é chamada de flower bird of paradise. Só que também achei fotos de actual birds of paradise, em meio às quais estavam essa, que não é muito clara, mas também não causa tanto estranhamento:
Ao lado dela, porém, surgiu esse grande smile negão de olhos (e boca!?) azuis, que parecia algum desenho feito por mim no paintbrush ou ainda um personagem do cersibon:
Incrédulos, nós dois pesquisamos para tentar entender o que seria esse bicho, se é que ele existe. E EXISTE! É o superb bird of paradise, que aparece no documentário com narração do David Attenborough que encontrei e comprova sua existência:
Crazy Birds Island :p - More amazing video clips are a click away
O bicho dança balé sozinho!
Estou vendendo livros
Aliás, algum dos meus leitores não terá por acaso algum contato no mundo das editoras a quem me indicar? Traduzo, reviso, tudo com qualidade e precinhos módicos. Mandei currículos mês passado e novamente esse mês, mas no máximo me respondem para dizer que os quadros estão cheios.
O mais simpático é o rapaz da BoiTempo (acho que Rodrigo o nome dele) que elogia "pelo envio do seu CV e seu gentil e informativo correio", mas nunca precisam de ninguém novo.
Ê boi, ê boi! E assim se vai vivendo nesse mundo velho sem porteira.
Patricio, em Toda nudez será castigada, perdeu a virgindade com uma cabra. O Maguila também. Não é curioso como os cornudos insistem em aparecer no universo trágico? Box é ou não é teatro? Mike Tyson, que agora aparece convertido, santo e bondoso na TV, que o diga. Ou ainda o Minotauro, marido dionisíaco da Ariadne toda branca no céu de diamantes.
Aaah, Nelson. Mais te leio, mais te amo.
domingo, 18 de outubro de 2009
Repoesia
Ainda assim, foi ótimo reencontrar pérolas (dentro da minha boca) como a Plath de "Lady Lazarus". O poema é de uma força sonora impressionante. Eu fico todo todo quando leio e me arrepio toda vez. Ainda que não pegue todas as palavras com calma para entender, eu sinto toda a força agressiva.
Outros que me agradam muito, até pelo que conseguimos na combinação imagem/poema, são o "Naming of cats", do T.S.Eliot, dois poemas sem nome do e.e.cummings (http://www.fotolog.com.br/repoesia/14759504 e http://www.fotolog.com.br/repoesia/14714262) e outro da Tsvietáieva.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
o Um gatinho
O pior, para mim, foi, enquanto as duas estavam separadas pelo muro, ao invés de pedras, uma ter jogado um gatinho pro outro lado. Debateu-se, debateu-se e morreu.
Eu quase choro ouvindo a história. Amargamente triste. E também com uma raiva enorme de quem faz uma coisa dessas.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
O grande segredo da vida
o gemido vem da respiração presa. Sem ar, estrangulado (éeee, O império dos sentidos contra-ataca), perto da morte, o deleite é maior.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Hoje é dia oito
terça-feira, 6 de outubro de 2009
É primavera!
Vejam que gracinha meus brotinhos de lentilha ligeiramente superdesenvolvidos!
domingo, 4 de outubro de 2009
Está raiando um novo dia!
Enquanto o sol está azul lá fora, não o vejo, mas o ouço com Stravinsky. As cores se aproximando aos poucos, os pássaros começando a cantar, o céu rosaceando até o grande vermelho, cheio de impacto e percussão.
É primavera, minha gente! É proibido se matar na primavera! Mas se matam, ô se se matam.
Passei dias de bigode esperando fazer um pai de família ontem no teatro. Meu grupo faltou e fiz uma travesti. De bigodes e turbante.
Na saída, encontro com a queridérrima professora de um curso que estou fazendo na pós-mod..., digo, pós-graduação. Algo que me incomoda muito nela é o modo teatral ou exagerado com que faz tudo. Cumprimenta, dá aula, anda, tudo: sempre muito simpática, gestual, voz cheia de tonalidades. Até rompe a quarta parede, interage com a plateia (representada pelos alunos) pegando comida deles, que se espantam como se a atriz diva os interpelasse no meio da peça.
A aula é um pouco zoneada, no sentido de todo mundo falar o que vem à cabeça para exeplificar o modernismo, os pós-modernismos ou o que quer que esteja sendo discutido no momento. Todo mundo tem exemplos pra tudo. E a aula fica um tanto sem rumo, muito celebratória do que, creio, nem é nada a se celebrar. Prefiro a primavera! A professora elogia a turma, dizendo que somos muito chiques, porque trazemos muita coisa diferente, repertório pra ela. Eu não trago, só contesto. Às vezes também ela diz que nos falta repertório para entender certas coisas. Eu só consigo pensar em contra-exemplos para cada teoria que trabalhamos. Não sei se dá pra acreditar nesses -ismos, nessas -ades todas. Mas a pós-modernidade me permite ser descrente dela. Ê pós-modernidade! Querendo ou não, estou dentro!
No caixa do banco, encontro com ela, ali em Laranjeiras. Eu na fila do caixa eletrônico, ela pegando dinheiro, de costas, dando leves viradinhas para trás para sorrir enquanto o visor mandava aguardar.
- Karla?
- ...
- Karla Balachim?
- Juuuuuun! Tudo bom?
- Tudo bom. E aí? Fazendo o tour de sábado pelo bairro?
- É, minha mãe mora aqui perto.
- Ah.
- Você mora por aqui também?
- Não, tô saindo da CAL.
- Ah, você faz teatro lá?
- Faço. (Pausa)Mas não tenho repertório!
- (Risadinha leve e sem graça, mas simpática. Essa palavra, né? A gente fala tanto nela, né?
- E você, faz teatro onde?
Não perguntei. Mas pensei. Ela sem dúvida treinou muito antes de entrar pela primeira vez numa sala. Quisera eu dar uma de Oficina e tirar a roupa dela no meio da aula, na frente de todos. Seria uma cena linda: os alunos a jogam na mesa quadrada em torno da qual nos sentamos de hábito. Todos se jogam sobre a mesa, como leões famintos, e arrancam as roupas da professora. Se ela entrasse no jogo, eu até passaria a gostar mais dela. Mas acho difícil. Ali ela ficaria ptolomaica rapidinho, ou, ainda, medieval mesmo, puritana, e fugiria dos alunos bacantes enlouquecidos. Não sobraria teatro nenhum, além do nosso. Nós poderíamos continuar, sozinhos, ao som do "Sacrifício" de Stravinsky. Ou então segui-la, nus, pelos corredores da Faculdade de Letras, e então se juntariam a nós todos os alunos, entusiasmados com o despertar da primavera.
- Karla, queremos comer-te! É só um tropicalismozinho!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
A partir de hoje tenho bigodes
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Dulcynelândia!

Descobri um movimento de arte, de retomar O Teatro Dulcina Regina Rainha ali na Cinelândia.
Semelhante ao Bixigão do Oficina do Zé Celso, em São Paulo, é mais um movimento de retomar os espaços públicos, tirar a arte do shopping e devolver ao público em geral.
Apóio (esse acento a reforma comeu? Apoio?)
A proposta Dulcynelândica
Os chutes
O manifesto!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Finzinho da noite
Minha mãe, muito orgulhosa, me faz voltar ao quarto para me dizer as seguintes palavras:
Meu filho, você vai ser sacaneado na vida, as pessoas vão te usar e vão te decepcionar, mas você não mude por isso. Nunca deixe de ser você, porque você é uma pessoa muito legal e muito boa, viu? Nunca deixe de ser você.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Deus é injusto
Eu achava que era só uma questão pessoal comiiigo, mais fodido que o resto da humanidade. Mas hoje descobri que não. O fato de o violoncelo ter um DÓ (corda mais grave, solta, sem dedo nenhum) lindo assim é algo que deveria fazer os outros instrumentos entrarem em greve, revoltados.
Em especial, os dós dos instantes a seguir. Fica mais bonito quanto mais perto do fim. O meu preferido é o 1.37, acho.
0.40 1.26 1.37 1.41 4.39
Só para avisar, eu tenho tocado isso. Em breve um vídeo tosco aqui no blog.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Tempos de desconfiança
Fui no personare ver se ele tinha me avisado (o sentimento cético invadindo tudo). E ele me dá duas previsões meio incompatíveis.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
E-mail recém-recebido
Só para sua informação. Sabe o artigo sobre Funesto Pafuncini que você traduziu para Armando?
Pois é, fomos ao congresso de pimponeta em Matagal e, não sei se soube, somente seis comunicações no mundo todo são aceitas. Estas seis vão para um concurso de pesquisa. Armando venceu em primeiro lugar!
Seu artigo será publicado na revista internacional The Pimponet. É o primeiro sul-iramecano a vencer esse concurso e está repercutindo no meio acadêmico-sumical. Abaixo, links sobre o feito.
Obrigada pela ajuda,
Marinete
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Há alguns meses venho pensando em um tema. Ele volta sempre, penso em escrever algo, mas não escrevo. O sumiço do gemeio hoje me fez receber emeios antigos pelo outlook (ainda estão chegando há horas, desde 2005). Achei, lendo alguns at random, isso aí. É pretty much o que eu gostaria de escrever, mas bem colocado. Copio sem citar a autora; I hope you don't mind.
i've never been able to find a place in the lesbian community for me. i know i shouldn't look for it, but i feel as though i had to have a lesbian identity. not like wonderwoman, tho. and i know people don't look for straight identities... so... i was just wandering... i don't even know what.
O medo de amar é o medo de ser livre
Livre para o que der e vier
Livre para sempre estar
Onde o justo estiver
O medo de amar é o medo de ser
De a todo momento escolher
Com acerto e decisão
A melhor direção
O sol levantou mais cedo e quis
Em nossa casa fechada entrar
Pra ficar
O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós
O que é nosso dever
Recusar o poder
O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz
sábado, 29 de agosto de 2009
A função social do teatro
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Vídeo para pessoas com estômago e coração
Para acessar http://www.peta.org/feat/ChineseFurFarms/index.asp e assinar a petição.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Umas dúvidas pintadas no MSN de repente (pra Gabi opinar)
hehe
eu sei
mas eu sou assim.
cheio das boiolices morais.
mas eu ia à guerra pra vingar o pátroclo.
aliás, como o nietzsche veria isso, hein?
esse espírito vingativo entre os gregos louros que ele idealizava tanto?
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Maria diz (19:56):
hey
vi um filme seu ontem
Clint Eastwood diz (19:56):
HEY
Maria diz (19:56):
muito bom por sinal
Clint Eastwood diz (19:56):
um filme meu?
aaah
hahahahaha
Clint Eastwood diz (19:57):
http://oindividuo.com/2009/07/31/feminismo-errando-o-alvo/ vem daqui o meu nick.
eu quero ser o ideal masculino de heroísmo e dignidade.
e, segundo pedro sette câmara, eu POSSO ser o clint eastwood.
então comprei essa peruca.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Direto do entre
"Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio" (1).
Referência:
(1) LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H.. 3. ed. Rio de Janeiro: Sabiá, 1972, p. 117.
Foi mal, Gabi, foi mal, mas você não entendeu. Não é possível!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Cio da terra
No meio da crise existencial, me deu inveja da minha prima ouvindo ela e botei pra tocar diferentes versões do youtube.
Essa é ao vivo, com o som ruim, mas acho que a gente surpreende uma beleza diferente nela:
Esse vocalista deve ter tido algum problema para abrir a boca esse dia. Paralisia mandibular, creio. Ou será que isso é interpretação e originalidade?
Versão de estúdio do Chico com o Milton. Muito boa, mas o vídeo foi feito por alguma tia da terceira série que queria muito ilustrar a música. O resultado é engraçado, quase uma aula sobre a vida na fazenda (com detalhes históricos, como o escravo girando o pilão).
sábado, 15 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
no msn falando bobage
x diz:
to aqui pedindo as dicas
vc não quer me ensinar.
y diz:
não é isso, né
essas dicas eu só posso ensinar pras popozudas.
é perca peso na cama do y.
x diz:
ah, é assim?
hahahahahahahaahahahahah
ok
vou anunciar tb.
curves para homens
y diz:
hahahaha
isso!
x diz:
no meu quarto.
com dancinha no intervalo.
y diz:
... voce faz isso, for real?
digo, a dancinha?
hahahahahaha
x diz:
não
mas na curves tem.
não conhece o esquema?
y diz:
caramba.
x diz:
a fel me explicou uma vez, pq ela fazia.
y diz:
que lugar legal.
sempre me intriguei sobre aquele lugar.
x diz:
é tipo x minutos de exercício.
e x de dancinha.
isso em uma roda com vários aparelhos.
y diz:
e dava certo?
x diz:
aí elas revezam.
ela achava divertido.
y diz:
cool.
não tem um lugar assim para homens.
x diz:
tem!
no meu quarto!
HAHAHUAHUAHAUHUAHAUHAUAH
y diz:
ahahahah
poxa vida.
estou dizendo que esse curso de extensão não-discutido vai te lançar no estrelato putarístico na letras.
x diz:
haha
~~
y diz:
tenho fé.
x diz:
ai
sábado, 8 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
sabia que clicar dá onda?
I'm bringing Plato back (yeah) diz:
ache um site com várias páginas com o mesmo layout
I'm bringing Plato back (yeah) diz:
tipo que tenha um "next"
I'm bringing Plato back (yeah) diz:
espere abrir, finja ler, e clique em next.
I'm bringing Plato back (yeah) diz:
várias vezes.
I'm bringing Plato back (yeah) diz:
quando você menos esperar, meia hora se terá passado
I'm bringing Plato back (yeah) diz:
e você estará ainda mais incomodado que quando começou
I'm bringing Plato back (yeah) diz:
mas nesses trinta minutos, você não precisou pensar no que fará da sua vida.
I'm bringing Plato back (yeah) diz:
em compensação, terá remoído os problemas atuais por meia hora
terça-feira, 4 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Day one
As férias acabando e pesam as coisas não feitas, as trepadas não dadas, as coragens não tidas (mas teridas?). Meu Deus, tanta negação cabe em uma vida só?
Parece que "não" é o que mais cabe.
Quero uma vida nova, quero viver do thrill da paixão, o tempo todo, o melhor kick de todos, e fazê-lo tão presente que seja minha única droga.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
I'm back
Não trouxe o sexy, mas trouxe o Zé Celxo para recomendar a todos-todos. Posto estes, mas há mais vídeos no youtube, além da peça original.
Penso em voltar a SP sempre que houver coisa nova do Oficina.
domingo, 19 de julho de 2009
Saia Just
Eu não vejo mais Saia Justa com a frequência a que estava acostumado. Não me interessa mais tanto assim. Ontem, um tanto por falta de opção, caí no GNT. E acho bacana quando elas comentam o visual de não sei quem, a vida de fulano, ou coisas ainda menos banais do que isso, mas sem compromisso com a seriedade.
O diabo é que, não sei se por queda na audiência, o programa tem um tom cada vez mais pretensioso. Resultado: a quantidade de bobagens aumenta. Ontem todas minhas expectativas foram superadas. Uma jornalista convidada, que aliás é também pesquisadora da UFMG (aquela que cada vez mais se adapta às diretrizes do governo para o ensino superior), disparou uma pancada de generalizações sobre a imagem da mulher na história da humanidade: "de Grande Mãe, Eva, Maria, Afrodite, Pin-Up, Manequim até chegar à quarta geração de imagens denominada de 'mulher real e possível'". Nem comento a bobajada específica em detalhes, e espero que a superficialidade das generalizações epocais se deva à brevidade do formato, a entrevistinha curta. Mas certamente o mais interessante é A QUARTA MULHER, espécie de "possibilidade inédita de emancipação da imagem feminina"!
Hoje em dia, liberta dos paradigmas, há uma imagem sem imagem rodando por aí, que não prescreve nem dita tendências de comportamento feminino. Estranho, no mínimo.
Mas depois vem a empolgação das saiasjustas em comentar, cada uma com sua antropologia (!), suas leituras das últimas pesquisas (!) e, como não poderia deixar de faltar, terminologia saussureana (!).
Eu esperava que ao menos a M Tiburi se metesse e contestasse tanto absudo junto, afinal ela se diz leitora de Foucault. Mas não. Limitou sua crítica à existência de outras imagens através dos séculos.
O sonho pós-moderno afeta mesmo a todos, parece, e a própria filósofa se mostrou entusiasmada com os dias de hoje, em que se pode ser pansexual de manhã, assexuado à tarde, transexual à noite e heterossexual de madrugada.
Ai ai. É cada uma...
Sugiro a campanha "SAIAS, VOLTEM À BANALIDADE!".
domingo, 12 de julho de 2009
Blog confessional again
A vocês, caros leitores, posso CONFESSAR o meu pecado de gravar meu desempenho tocando o Bach. As suites que os cellistas gravam no auge de suas carreiras, após anos e anos de luta, eu quero tocar agora, com três semanas de cello. Podem rir, eu deixo.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Isso não está virando um blog sobre música
Bach - Partita em Mi maior para violino, primeiro movimento
Por Itzhak Perlman
Por Bela Fleck
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Cello Concerto 1, mov. 1
Do Shostakovich, tocado pelo Rostropovich. Em especial, minha parte preferida, que vai de 4.45 a 5.04.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
"Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la"
sexta-feira, 19 de junho de 2009
AskJun.com
Não, não precisava. Mas a gente também faz tanta coisa que não precisa. A gente perde tanto tempo com picuinhas, jogos de poder, competições e acaba não chegando ao que interessa, ao que precisa fazer.
Precisa ter sempre alguém por cima e alguém por baixo nas relações? Em geral tem, eu sei (às vezes com alternâncias de tempos em tempos), mas precisa ter? Não dá para simplesmente ser junto, sincero, simples? Eu quero.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Narrativa s'imbroglica

Sabe aqueles professores que você admira muito, acha fodas? Eu tenho um assim. Claro que com algumas discordâncias, mas ainda assim muita admiração.
Aí dá que um dia as discordâncias (que são pequenas, mas fundamentais) resultam em absurdos como uma teoria que se inicia com as distorções da interpretação de éros na Grécia antiga e culmina no homossexualismo que grassa até hoje pelo mundo ocidental europeu (com um tom no mínimo condenatório).
Depois de tentar argumentar, eu saí de sala. De hábito, eu soco as paredes do corredor para calejar os ossos. Hoje saiu mais forte, quase sem querer. O resultado vocês conferem na foto aí acima.
domingo, 14 de junho de 2009
Notas aparentemente incoerentes sobre um mesmo tema
Sinatra canta "I get a kick out of you", do Cole Porter
Meu cérebro é total flex e faz com que cerveja seja a droga mais pesada que eu já tomei.
Tori Amos canta "Can't get you out of my head", de Kylie Minogue
Quando você junta três amigos legais e sem frescuras (ou com poucas) em uma noite, não dá para dar muito errado.
Há pessoas que considero amigas com certo destrambelhamento. Às vezes duvido se posso, e me pergunto como faser.
Sou loucão e queria ter um cachorro que não comesse o jornal recém-entregue no jardim.
Quando fui ver Milk no cinema, o aspecto geral da platéia me alegrou mais do que o filme.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Teorizando
ela fala em segunda pessoa, mas ela é ela própria a segunda pessoa porque ela SABE que, cinco anos depois (ou mais ou menos, if you live that long), acorda-se all loveless.
sábado, 6 de junho de 2009
DUVIDO
(Claro que eu nem vou comparar as duas em termos musicais.)
quarta-feira, 3 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
"Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado."
(Tirado de "A flor e a náusea", do Drummond)
O personare me mandou uma previsão meio ruim que dura até dia 17. Aí lembrei que meu inferno astral vai começar. Aí lembrei que daqui a pouco é meu aniversário vintetrês anos MEU DEUS! De repente mil pendências ontológicas me vêm à mente AAAAAAAAH! Como bater essa angústia do tempo? SAI DAQUIIIIIIIII!
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Ligeiro merchandising e boletim informativo da saúde
São anotações, apontamentos. No ponto de partida e ao longo de tais notas está, principalmente, a leitura de dois pensadores e seus comentários sobre os gregos, em geral, e Aristóteles, em particular, a respeito de aísthesis e nous, sensação e percepção. Estes pensadores são Heidegger, alguns acenos em Ser e Tempo, e Ortega y Gasset, no $18 de seu La idea de principio en Leibniz, intitulado El sensualismo en el modo de pensar aristotélico - belíssimo, agudo ensaio, este!
A partir daí, provocado e inspirado por Nietzsche, tentou-se esclarecer corpo - "a grande razão. A tentativa é de expor o problema sem se fazerem frequentes e cansativos remetimentos aos textos dos autores referidos, mas, antes, procurando mostrar o que foi absorvido, assimilado - incorporado.
Em fazendo isso, constatou-se, aconteceu um amontoado de notas desencontradas, de formulações confusas, um emaranhado próprio do reino do obscuro de do confuso. Resultado: entrevê-se Descartes sorrindo triunfante, meio irônico, bastante escarninho e com desprezo, com desdém cochichando: "eu não disse!" Mas aí está e assim fica - um pequeno salame filosófico, uma pequena salsicha especulativa. Obscura e confusa. Que seja!
Esse é um trechinho inicial hilário de "Notas sobre o corpo", de Gilvan Fogel, que sai esse mês no belo volume Arte: corpo, mundo e terra, pela 7Letras. Comecei a ler ontem de madrugada e me peguei rindo por alguns minutos de um texto filosófico. Acho que nem o Nietzsche nunca me fez isso.
Por falar em corpo e psicossomatices, a ansiedade das últimas semanas com leituras, escrituras, revisuras, chaturas e interessuras, enfim, me venceu e estou gripado. Justo agora que estou em vias de resolver a causa mor da ansiedade: um texto sobre literatura e educação para uma revista da pós lá da faculdade. Ai ai...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Microsoft e moralismo
Talvez esteja tudo errado. Mas eu não vou à terapeuta para que ela me diga que não está assim tão errado ou que é possível reelaborar. Nem para um padre que me absolva com vinte padr'-nossos e cinvo ave-marias. Não tem saída nessas horas além de ouvir radiohead e beethoven repetidamente. Uma catarse que compreenda necessariamente levar o trágico às últimas conseqüências.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Alberto Marsicano, em suas crônicas, p. 29
- O vento do deserto!”
domingo, 3 de maio de 2009
Depois que se cresce, só se corre atrás de ônibus? Eu não me lembro de nunca (a não ser sexualmente) me sentir numa sintonia apaixonada tão forte.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Write exactly what’s on your mind...
...and don't change it: (roubei do binho (Desenfreados ali nos links))
01. Your ‘ex’ and you: felt hot quite often in awkward places.
02. I am listening to: radiohead - house of cards (quite often).
03. Maybe I should: answer this more sincerely and get back to my books.
04. I love: I like lots of things. I'm never too sure about what or who I love.
05. My best friends: are too busy or too far (copiei).
06. I don’t understand: why it ended up so complicated to make the two final verses of nature boy come true.
07. I lost my respect for: no one. maybe I should do that more often.
08. I last ate: avocado milk shake. and coffee.
09. The meaning of my display name on msn is: it depends on the way it's written in japanese kanji characters. I must find it out (and when I do, my whole life will make sense (and I will die, of course)).
10. Someday: I'll be happy.
11. I will always be: confused.
12. Love seems: to be on vacations.
13. I never ever want to lose: the ability to start again.
14. My myspace is: blank.
15. I get annoyed when: I feel life is passing by me and I'm not enjoying it to its full.
16. Parties: I don't know.
17. Kisses: must be a daily thing (copiei). mas poderia dizer I miss them as well.
18. Today I: oh man!
19. I wish: i had the guts to....
domingo, 26 de abril de 2009
Mais terreno
quinta-feira, 9 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Post útil
1 - Rock'n'Roll (Tom Stoppard), Caixa Cultural, Av. Chile, 30r.
2 - Hamlet (Shakespeare), Oi Casa Grande, Leblon, 80/90r.
3 - Maria Stuart (Schiller), CCBB, Av. Rio Branco, 10r.
4 - O Estrangeiro - procuro no google e acho que saiu de cartaz. Oops.
Há outras peças que me interessam também, mas hay que se contenir.
sábado, 4 de abril de 2009
hey jun
Aí ia dormir de mau humor. Acho que vou mesmo, mas um pouco menos mau, porque vi esse vídeo e vou make it berrer.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Sobre versos "pantâmetros"
No meio da discussão, leitores resolveram se pronunciar, e o Globo, com aquele ar politicamente correto, publicou uma carta que defendia a montagem e outra que condenava. Essa terminava se endereçando a AFF, comparando-o a BH: "Você sabe a diferença entre versos pantâmetros e jâmbicos? Ela sabe."
Eu, sinceramente, em meu respeito pela competência da BH, duvido que ela saiba a diferença. Porque, afinal, o que existe são versos pentâmetros. E pés jâmbicos. As categorias que ele citou nem ela nem ninguém poderia diferenciar. Tudo bem, deixa ele. Hoje em dia erudição não precisa nem mais de acuidade terminológica; basta terminologia pomposa para "compensar indigência de pensamento", como diz Ronaldes de Melo e Souza, para ganhar admiração e respeito.
domingo, 15 de março de 2009
Na vibe dos sonhos
domingo, 8 de março de 2009
Felicidade e MSN
Quanto ao MSN, a alegria é: ler e-mails às 7 da manhã é ótimo porque não tem ninguém online e, com isso, meu tempo no computador se reduz um bocado.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
As fotos da viagem
Nem todas ficaram ótimas, mas não tive paciência de escolher uma por uma. As paisagens são boas. Como sou mau fotógrafo, não dá pra perceber o tamanho das coisas a não ser que tenha uma pessoa na frente. Então a cachoeira enorme parece um riozinho e as montanhas parecem montinhos de capim. Mas enfim, tá lá.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
cicatrizes
Hoje volto ao lugar onde a terra com elas me marcou que nem boi.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
virunduns dos últimos dias
quando criança no meio da garotada com a sacola do lado eu mandava pra valer
comia todas menininhas da cidade, de tanto brincar de médico aos doze era professor
(gal costa, no acústico mtv)
***
Pois bem, agora vou eu falar, e tu, prestes atenção ouvindo a [palavra
acerca das únicas vias de questionamento que são a pensar:
uma, para o que é e, como tal, não é para não ser,
é o caminho de Persuasão -- pois segue pela Verdade --,
outra, para o que não é e, como tal, é preciso não ser,
esta via afirmo-te que é uma trilha inteiramente insondável;
pois nem ao menos se conheceria o não ente, pois não é
realizável , nem tampouco se o diria:
(sidarta gautama)
sábado, 24 de janeiro de 2009
o rock morreu
O rock morreu. Não há transgressão. Houve algum dia? Não para mim. Os rockers rollam, contidos, contentes, ladeira abaixo, como uma pedras que não mais se perguntam por si e simplesmente seguem a lei da gravidade.
Precisei sentar, pensar, pagar e sair. E depois enviar um SMS me explicando à companhia: "Só percebi que estar aí não faz sentido para mim agora." Ela responde: "Também não faz para mim. Mas você sabe o que faz?" "Não, mas me sinto na obrigação de procurar saber."
Levou um mês, mas essa noite fiz algumas resoluções de ano novo. Não me prometo segui-las à risca, mas prometo me lembrar delas. A principal é procurar o que faz sentido para mim agora. Agora. Agora. Agora é a entidade que vou evocar. Tenho pelo menos um mês de férias para me dedicar ao (ano) novo.



