O Ronaldes costuma dizer, para combater as teorias subjetivistas da arte, que o poeta, quando tem dor de cabeça, fica lá sofrendo e dor de cabeça. O poeta com dor de cabeça não sai para escrever "estou com dor de cabeça."
Hoje me veio isso na prática. Não sou poeta, mas, ainda assim, não saberia agora escrever um poema que congregasse o porre, o êxtase, a ansiedade pelo meu pai, a fome enorme que me deu de repente, a náusea da bebida.
Hoje me veio isso na prática. Não sou poeta, mas, ainda assim, não saberia agora escrever um poema que congregasse o porre, o êxtase, a ansiedade pelo meu pai, a fome enorme que me deu de repente, a náusea da bebida.
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