sábado, 31 de dezembro de 2011

Que bosta, viu? Que bosta de réveillon de merda. Literalmente.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

As mães podem nos preparar para tudo na vida

Mas não nos avisam que o cuidado e o carinho que nos dão só teremos nelas delas.
Então uma amiga liga casualmente e se oferece para ir pra sua casa. E você não consegue segurar o choro.
It's so nice to have your people around you to help and support you when you're sick! Except you don't.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Notas natalescas


Não, não foi o melhor Natal da minha vida. Foi legal, sim, mas com alguns incômodos e algumas coisas que me deram o que pensar.
A vontade de estar com o T, ou de tê-lo ali ao meu lado foi forte. É como se ele já fosse minha família de alguma maneira, mesmo que ele não conviva com o resto dela.
Minha mãe conseguiu brigar com meu irmão. Por motivos óbvios e até previsíveis: ele priorizando os amigos e se atrasando para a ceia, e ela, que, como eu, é "píssica" com compromissos, puta de se atrasar e de ele não ter cumprido com o combinado. É uma aprendizado, talvez para esta vida ainda. Para os dois, e para mim também, dado que sempre concordo com a minha mãe e sou muito espelho dela: a não ser que haja algum imprevisto urgente, compromisso é compromisso acima de tudo.
Pouquíssimos presentes, menos ainda interessantes. Melhor de todos foi o RocknRoll e outras peças, do Stoppard. E uma biografia da V Woolf que minha avó ganhou mas eu roubei.
No amigo oculto, novas regras: não se descreve, mas se responde a perguntas. O tio querido que me tirou:
- Se fosse um número, que número seria seu amigo oculto?
- 171.
- Se fosse uma raça de cachorro?
- Um poodle.
Não fico exatamente chateado com a descrição nem esperava nada muito diferente dele, mas ainda assim é meio triste que seja essa a imagem que alguém que convive comigo desde que nasci faz de mim. 171 é ridículo, porque golpista ética é um troço importantíssimo pra mim, mas é piada. Já o poodle, é claro que tem a ver com sexualidade, e é triste que, de todos as minhas características, o que mais importe para ele seja isso. É aquele pensamento idiota e tão comum quando idiota que rege também a normatividade do hábito de "sair do armário", vestir a camisa e outras coisas que partem do pressuposto de que a sexualidade é o traço fundamental que nos define. Enfim, achei ruim.
Ao menos está chovendo forte.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Encontrando o lugar

Lembro do final de 2009, eu andando na praia com a Dani. Eu comentava com ela como aquele ano começou comigo fazendo retiro espiritual e terminou com Zé Celso, Teatro, cigarros e pai morto e eu muito mais despirocado do que planejava estar. E ela disse que gostava mais de mim despirocado. Depois percebi que também gostava.
2010 seguiu com teatro, e eu achava que ia ser ator. Então houve concurso e eu virei professor de algo que nem planejava ser, e o teatro acabou ficando de lado, e eu planejei -- e fui -- pra Europa. E eu não comecei o ano planejando nada senão ser ator. Até que, no finalzinho do segundo tempo de dezembro, apareceu o amor que eu não queria ter e que o Lio tinha recomendado não achar. E eu não tinha pedido nada disso.
Esse ano o amor seguiu. Eu achava que nunca teria seguido um amor tanto tempo, nem acreditava na minha própria persistência, mas ela houve. Então continuo o post anterior: ele não resolve tudo. Aliás, não resolve quase nada e ainda por cima traz outras questões. E eu não me canso de aprender que é uma confusão, um desafio, uma bagunça, mas é muito melhor com ele.
Agora parece que volto à Cultura e 2012, pelos meus planos, e vai ter estudos, leituras e calmaria. Isso provavelmente significa que a vida vai me sacanear e me contrariar e fazer uma bagunça geral, eu sei. Mas deixa o amor, tá, vida? Deixa mais uns anos.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Acho que entendi

Essa crise que me tem assolado. Porque estou com um problema: de repente me vi de frente à falta de solução do mundo. E percebi que em alguma medida o meu modo de lidar com a falta de solução do mundo não deixava de ser uma solução. Porque a vida sem solução não permite uma resposta lógica ou crítica, uma medida conceitual que estabeleça as regras. Então eu vinha pensando a partir de uma ética (em todas as esferas) que se baseava na falta de solução, mas principalmente de uma espécie de fraternidade manuelina franciscana advinda da falta de solução.
Vendo hoje a Gabi recomendando aos uspianos e policiais que amem mais, percebi: eu posso viver (acho) de uma ética do amor e da fraternidade. Talvez a Gabi também possa por ser canceriana. Mas percebi que só a fraternidade não dá conta, que uma ética baseada no páthos não dá conta de tudo. Medeia (que eu e Gabi adoramos, por sinal) também estava cheia de páthos.
Manuel diz: alguém tomado pelo humano não mata.
Mas é claro que mata, Manuel. Medeia estava tomada por O QUÊ? O desumano? Então admite, Manuel: você tem UM pre-conceito que seja: o humano é fraterno.
Mas o humano não é fraterno por natureza. Pode ser, mas pode não ser. E eu precisei me levar até o limite do amor para, alguns meses atrás, ousar chegar à frase: o amor não basta, o amor não dá conta de tudo, não resolve tudo. E curiosamente foi justo a Gabi que conversava comigo quando disse isso.
Então é isso: o amor não resolve o namoro, não resolve a ética, não resolve a política, não resolve a educação. Estou pairando, descrente do amor, na falta de solução.

domingo, 30 de outubro de 2011

What kind of drugs do you have to take to avoid shouting really loud at your boyfriend?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ando tão

Quando as TPMs coincidem dentro de um apartamento, sagitário fica que nem responde ao bom dia, e câncer se ressente a cada silêncio. Sua mãe adoece, seu namorado fica distante, você liga para dizer que o ama, mas ele saiu. A mãe dele, com quem você não tem intimidade nenhuma, diz que vai rezar pela sua mãe. E você desliga rápido para se debulhar em lágrimas, comovido.

outubro de 2006, só um trecho

we all become wolves
in the end
we are all bastards
after all
so tell what's the difference
how we choose
whom to we show
our scars and wounds
whom on we throw
our frustration
whether a pussy
or a dick
whether a deep hole
or a stick
we are all wolves
yes, indeed

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Notas da madrugada

I remember having this dream in which I had a pig as a pet. And I also had a friend, and it felt like the first time in my life I had a friend: someone nice, sincere, simple and understanding of the fact that I was going to hockey games uphill and make money by sleeping with old men from Eastern Europe. He even suggested me that, and he felt sort of like a brother or father. We went back home from the bakery in this pleasantest manner, running, which I'd started 1 block and a half away from home. He was actually better at it but I did not mind: he was more experienced in everything. As we got home, my pig saw Gabi's dog through the gate and tried to get in as she opened it. I knew it was safe because both pets were friends already, but Gabi was scared and tried to force the gate against my pig's neck, and I knew she would probably end up dead. We shouted, my friend and I, for her to stop, saying it was safe, but she would not listen. I was running to stop her when I woke
up sweaty and nervous.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Como o Antonio costuma dizer, a grande questão da maioria dos professores é como ser professor e não ser vencido pelo aluno. A minha é outra: como ser professor e não ser babaca?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Lembrete para o futureme

Você entra em um projeto para colaborar mesmo que não te pareça prioritário nem importante. Trabalha. Depois o projeto começa a dar mais e mais certo e pessoas que o acham prioritário e improtante resolvem colaborar também, e você se torna reduntante.
Da próxima vez, não entrar.

Everything I said yesterday about sharing a flat but deleted afterwards

It still applies.

sábado, 8 de outubro de 2011

Coisinhas anotadas no celular entre Niterói e Laranjeiras

Engraçado o hábito dos motoristas de van em Niterói, que usam placas de destino "Niterói" quando seu ponto de partida também é Niterói. Olho para essas vans e penso que conseguem oferecer um serviço engraçado: me levar aonde já estou. Ao mesmo tempo, não especificam aonde vão me levar.
Hoje estou com o sentimento das vans "Niterói": sei onde estou e para onde vou, mas também não sei de nada disso e queria ir para outro lugar, um lugar que não sei qual é. A certeza quanto ao amanhã e o depois não me traz segurança nem tranquilidade, e meus pés coçam contra essa certeza, doidos para viajar para não sei aonde.
***
Desde a adolescência me questiono sobre os modos de ver o mundo. Lá pelos 14 anos, lembro que me perguntava se outras pessoas tinham como que óculos que as faziam ver tudo diferente de mim. Ao mesmo tempo, sabia que essa suspeita era inconfirmável e irrefutável empíricamente, dado que havia um consenso entre as pessoas e eu quanto a chamar certa coisa de cadeira e certa coisa de amor, mesmo que o que víssemos quando diante dessas coisas fosse completamente diferente em termos imagéticos/sensíveis.De repente a cadeira, que eu via como aquela tábua com os quatro pés apontados para baixo e o encosto acoplado, era vista pelo meu amigo como uma geleca enorme com quatro ferrolhos por cima e um pouco de geleca flutuante apontando para baixo - ou o que eu chamava de "para baixo". E se o outro visse o mundo completamente "ao contrário", e o que eu chamávamos de "para baixo" fosse visto pelo outro do modo como eu via o "para cima"? Nos entenderíamos, pois apontaríamos o "para baixo" e concordaríamos, enquanto eu olhava para baixo e ele "para cima", que falávamos da mesma coisa.Da mesma maneira, a cor que eu vejo e chamo de amarelo pode ser vista
pelo meu amigo com o tom que eu chamo de azul, mas teremos aprendido a chamar a margarida de amarelo e o mar de azul, independentemente daquilo que fosse a visão que temos cada um daquela cor. Afinal, eu nunca teria nem nunca terei acesso ao que meu amigo vê.
As coisas parecem se complicar um pouco quando estamos lidando com o invisível: os sentimentos, por exemplo. Ainda que saibamos que não sentimos exatamente o mesmo a partir de palavras como "ódio" ou "amor", não é tão fácil concordar com o outro. Talvez isso se deva mais ao fato de o sentimento frequentemente envolver uma visão que o outro tem de mim e que não corresponde à minha visão de mim mesmo. E eu quero --naturalmente? -- corrigir o que o outro vê em mim, como se eu fosse a autoridade máxima no assunto "eu mesmo". Quem disse que sou?
Não vou entrar bem aqui no terreno dos conceitos, pois aí as visões já se carregam de pressupostos, e perdemos também o limite entre o quanto de nossa visão é inerentemente nossa -- e portanto incompartilhável e incriticável -- e quanto dela é conceitual, cultural, herdada -- e portanto compartilhável e criticável.
No fundo, me parece que essas dimensões se confundem, e as visões coisais são influenciadas por sentimentos que também são em parte culturais, morais, formados pelo hábito e pelo consenso. Qual o limite entre isso que sou irremediavelmente e aquilo que me habituei a ser? Entre um modo de ver o mundo que é só meu e as visões que aprendi a ter? O quanto as genealogias são capazes de esclarecer nesse sentido?
Porque pode ser que eu tenha herdado visões que em alguma medida poderiam ser minhas, mas também outras que não me cabem, que não têm a ver com o que sou -- seja lá o que eu for. Talvez a única maneira de descobrir seja através da negação: experimentar ver e ser de outros modos e com isso me desabituar dos arraigados hábitos. Mas até onde também não estaria simplesmente revendo tudo a partir dos meus próprios pressupostos -- sejam eles pessoais/intelectuais imutáveis, sejam afetivos, sejam conceituais?
Até onde é possível abrir mão do que sou? Qual o limite do meu ser? Em algum momento poderei olhar adiante e saber se estou tomando o caminho genuinamente meu ou apenas o habitual que me mandaram (me mandei) trilhar? Pior ainda: em algum momento poderei olhar para trás e discernir onde fui mais genuino e onde não? Ou apenas amarei o caminho que fiz, pois se tornou também ele parte de mim?


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cenário futurista-apocalíptico, muitos objetos espalhados e amontoados. A poeira domina o ambiente, cobre as superfícies e é visível também no ar turvo. As pessoas respiram mal enquanto transitam e, com alguma dificuldade, arrumam o que comer. Na trilha sonora, uma serra elétrica é ligada e desligada em volume máximo quando menos se espera. Água escorre por pequenas frestas, lenta e insistente, formando poças e fios d'água.
A ausência de meios impede que as pessoas lavem suas roupas, que acumulam a sujeira de dias e dias. Os banheiros existentes nas casas são constantemente invadidos por indigentes que procuram um lugar para se banhar, e artigos raros, como sabonetes, são, quando não furtados, usados por muitos, favorecendo a propagação de doenças.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

E se a tristeza fosse um problema de nutrição? Às vezes me pergunto se são humores gasosos essas tristezas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Era um evento de médio porte. Eu entrava em uma sala em que estavam B****iz R*****de e Pu***u. Na verdade, ele entrava depois, na hora em que eu sentava num sofá,e começava a falar de mim pra ela. E só tecia elogios escabrosos, estilo "galerinha do futuro", promissor etc. E eu só olhava pra baixo, pensando que não queria que essa mulher soubesse nada da minha vida.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Por duas noites seguidas, sonho com um casamento. Ontem, era meu avô que, sentado à mesa comigo mais um monte de gente, sugeria que eu me casasse. Eu, espantado. A mãe do Tadeu, também presente, ria da minha situação. Eu dizia que talvez ainda não fosse a hora, pois nos conhecíamos há pouco tempo para isso.
Hoje, quando me dei conta, o Manuel tinha tomado o papel do meu avô no sonho e já estava procurando um lugar para meu casamento. Na faculdade ele não tinha conseguido auditório. Segundo ele, por conta de história implicância com a área de poética, disseram que estavam todos ocupados quando na verdade não tinha evento nenhum.
Iríamos então para um prédio novo que só existe no meu sonho, que ficava um pouco depois da FL, numa área pantanosa. Parecia que a construção ainda não estava muito completa.
Depois, acabou que seria em um lugar fora do Fundão. Era um pátio de igreja ou um salão de festas, agora não me lembro bem. Então eu ligava pro Tadeu e o avisava do horário. E perguntava se ele topava, porque eu mesmo estava achando tudo muito apressado. Mas ele topava e dizia que tudo bem, mas ia se atrasar um pouco. Então eu avisava o Manuel do atraso, ligava pras pessoas e encontrava o Lio em um saguão de aeroporto ou praça de alimentação. Ele parecia meio espantado com a simplicidade da minha roupa de noivo, que não era nada mais que minha roupa normal de ir trabalhar.
E a angústia ia crescendo no meu peito, e eu acordando várias vezes e voltando pro mesmo sonho. Lembro agora de balões amarelos espalhados, um rádio usado em uma sacola plástica na mão do Lio (acho que era o presente dele).
Começo a achar que, pela presença do Manuel, esse casamento é na verdade o modo como minha mente resolveu representar minha dissertação. Sério.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Diana Krall

Quis ouvir "Besame mucho" enquanto limpava o armário desmontado para a mudança. Achei lá no quarto o CD dela. Estava fechado com um pedaço de durex. Isso significa que eu não tinha aberto a caixinha desde que me mudei para cá, em 2006. Curiosamente, volto a ele no dia da outra mudança.
Está ainda caindo a ficha só agora, vendo o quarto ficando vazio. Será que meu joelho é psicossomático e vai parar de doer quando eu chegar em Laranjeiras?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Eu que não tinha insônia, eu que não chorava. E no entanto eu só queria dizer VEM, mas sei que não. Os mesmos tristes velhos fatos, não.
E então entendo por que evito tanto amar.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Alô, Deus?

Não adianta escolher no youtube uma seleção de Alberto Iglesias, compositor de trilhas do Almodovar. As músicas vão bem até a hora do sol nascer, quando os galos começam a cantar e o youtube pula sozinho exatamente para a música que Ele me dedicou lá em janeiro. A música, é claro, é brasileira e não é do Alberto Iglesias e não tinha nada que fazer nessa playlist.

terça-feira, 26 de julho de 2011

a aventura errante

Que seja só uma questão de tempo até o dia em que eu acorde e não seja você na minha cabeça. Que eu não olhe os emails o tempo todo me perguntando se você está bem. Que eu não releia as coisas que você me disse, todas tão lindas quanto as que você nunca tinha dito. Que eu não acorde no meio da noite querendo você do meu lado.
Porque hoje eu não consegui. Pela primeira vez em anos, tive aquele comum sonho com água correndo e molhei minha cama.

domingo, 24 de julho de 2011

de foder o cu da perua

"Eu te amo como a uma parte de mim. Você é um pedaço do meu corpo que se decepou ontem. Eu ainda não sei andar. Irei reaprender, mas hoje estou aleijado e preciso escrever."

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Às vezes a gente percebe no meio do sonho que é só sonho. Hoje aconteceu isso. Eu olhei em volta, vi aquela fila enorme atrás do único caixa (de quatro existentes) que estava funcionando. Aquelas pessoas velhas, uma mulher de top e microssaia saída dos anos 70, dois rapazes gêmeos sentados cada um em uma poltrona, mudos e com o olhar fixo na parede à frente deles. Um burburinho e uma conversa animada entre todos na fila. O caixa gordo e ligeiramente antipático, achando que eu não sabia falar inglês e me mostrando uma tabela de preços que eu não conseguia ler de jeito nenhum.
Aí eu parei e pensei: mas meu inconsciente é safadinho, né?

domingo, 10 de julho de 2011

Que os olhudos não me ouçam

Mas acho que no fundo é tudo é medo de perder essa vida linda que eu tenho.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Aí você pega o rebocador laurindo pita e enfia no seu cu. E gira
bastante lá dentro que é pras cracas rasgarem tudo e ainda se
desfazerem e gerarem muita infecção.
Careca filha da puta sem vergonha, ah se eu te vejo na rua!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

terça-feira, 21 de junho de 2011

Aquela esperança de tudo se ajeitar

Claro e simples

Se ficar duas horas me esperando é muito, volta pra casa pra almoçar. Afinal, eu só troquei a natação pelo ioga, após o qual tomo banho na rua, tudo isso para conseguir almoçar com você na terça. Eu só vou me sentir the greatest idiot alive, mas você não deve ter nem um desses mil textos enormes seus para ler nessas duas horinhas, né?
Sonhei que ninguém ia ao meu aniversário. Eu dormia num banquinho e acordava no dia seguinte para postar ressentimento pela internet.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Aqueles momentos

A gente para e se pergunta: mas e se? E se eu tivesse largado o estágio? Teria sido tudo diferente?
OK, "e se" é um questionamento idiota, mas, ainda assim...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ao Ephram

Então, eu lembro que você percebeu tudo, mas você conseguiu tomar A atitude? Você conseguiu se livrar de si mesmo? Porque eu sei que não é algo objetivo que ela fizesse, mas muito mais a sua escolha de estar com ela. Você conseguiu deixar de ser você e passou a não priorizar alguém mais que tudo na sua vida? Você estava errado? Se estivesse, você conseguiu simplesmente se forçar a ser diferente?
É só isso que eu queria saber. Ou você simplesmente se sentou ao piano e tocou e tocou e tocou na esperança de que sua mente se ocupasse?
Eu consegui, sem querer, gastar exatamente a quantia que eu tinha em conta. Os centavos, inclusive, de modo que estou com 0,0 de saldo. É o tipo de coisa que a gente precisa registrar, né?

Wilde dava a bundinha

Cheguei em uma turma nova para dar aula de Dorian Gray. Eles não paravam de fazer bagunça, eu tive que jogar objetos na cabeça deles (tipo estojos). Uma aluna estava com o laptop ligado com o som alto, eu tomei o laptop dela sem dar maiores explicações.
Nessa brincadeira, eu já tinha perdido quase uma aula inteira. Eles continuavam fazendo barulho, eu comecei a batucar na mesa e improvisar um funk do Oscar Wilde, que inclui o verso que dá nome a esse post, e eles riram e prestaram atenção. O Tadeu inclusive estava sentado no fundo da sala se estragando de gargalhar, e eu tive a consciência do sucesso dos meus métodos educativos. Só que aí acabou a aula.
Na aula seguinte, eu comecei abrindo meu caderno com o plano de aula, consegui fazer todo mundo ficar quieto e de repente, quando eu me toquei, tinha três professores do meu departamento sentados na primeira fileira com caderninhos para me avaliar. Muito surpreso, os cumprimentei e, para descontrair, contei a eles sobre o funk improvisado na aula anterior. Ainda assim, a atmosfera era de tensão na turma, tanto que uma aluna estava se escondendo deles debaixo da minha mesa de professor. Gentilmente me desculpei e abandonei a sala, pois não me senti em condição de dar aula com aquela vigia. Depois planejei mandar e-mail a uma professora amiga relatando o ocorrido e questionando a ética daquela prática, mas acordei antes.

sábado, 28 de maio de 2011

I seriously don't get this shit

And if you want to start getting mad at me for no reason whatsoever every time we meet, please let me know and I'll make sure that does not happen again.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Teach me how to care, we said, but what I really mean now is to learn how to stop caring, to stop looking for, to stop expecting anything. How to deal with having my expectations so often let down by the one from whom I expect the most?
Pesa, pesa, pesa. Mas não é uma sentença.

0 Kelvin

Vovó supriu minha cama no sofá de três cobertores, um sobre o outro. Será que ela, justo ela, não sabe que o frio que incomoda mesmo é de outra ordem?

terça-feira, 24 de maio de 2011

Noturno

Minha mochila preserva a mesma desordem de ontem e nem a letra sai direito. I can't even write this properly. Há dias em que a estética do abandono, da solidão e do desespero falam mais alto. A retórica da dor, temo, é forte demais em mim às vezes e me parece mesmo que seja a infelicidade meu único caminho. Não é palhaçada, como não são palhaçada os cigarros que fumo e minha desordem mental e total desatenção a tudo mais que me rodeia nesses dias. Por onde sair desse poço sem fundo que draga a todos e me deixa a sensação do peso vazio no peito. Mas quem mais a sente sou eu. Como você mesmo disse, ninguém sabe a dor que foi o caminho até aqui. Quem compartilhou momentos dele comigo tem alguma ideia do silêncio que me devora, mas no fundo a dor é minha e me parece cada vez menos possível que alguém -- nem mesmo eu -- possa dar conta dela. Desse poço vazio sai muita coisa, mas ele também me cobra um preenchimento que não sei como fornecer. Os amigos me ajudam. Nesse momento ouço a voz da Ju falando alto e me lembro do começo da faculdade e da alegria e da certeza de que tudo ia ficar bem. Nós já fomos íntimos e você nem sabe e talvez nem venha a saber o quanto, tão pouco afinal você sabe de mim. Nem sei se convém saber, nem sei qual o papel que você quer ter na minha vida. Mas talvez também seja eu a atribuir demais papéis e isso me dificulte lidar com os seres humanos de carne e osso. Como dói esse desencaixe, que no fundo é o desencaixe entre mim e mim mesmo no qual me encontro só e só e só e que não é culpa nem responsabilidade de ninguém. Por que acreditar que quem me cativa é responsável? Ninguém é nem pode ser. Nem eu consigo ser!? Ai, Mel, quando você me mostra essas frases e digo "nhé" e por instantes tento fingir que elas não são sobre mim. Que eu não sou um ser de peso, de água espalhada e incontida sobre o chão cheio de frestas e se infiltro por elas sem nem perceber, incontrolável. Ninguém tem culpa. A dor é minha. A escrita, eu sei, a me salvar desde os dezesseis, talvez quatro anos, quando aprendi a refugiar meu deslocamento das festas familiares nos rótulos de produtos para piscina. Esse caos nunca me abandonou e não adianta fugir para São Paulo, São Pedro, nem deus, que não existe, pode dar conta desse desespero que não rende nem uma ficção que se preze. Ainda que se prezasse, que diferença faria? Espalhá-la sobre as pessoas, sair do meu peito e semear a emoção que chora? Qual afinal pode ser o amor a me salvar da retórica da desilusão? Não há, não há. Há apenas a ilusão da fuga, momentos breves de alegria, mas o todo é trágico e desesperançado. Eu só não quero machucar ninguém nessa brincadeira já tão antiga que eu teimo em não aprender a brincar.
E se minha vida mudou definitivamente naquelas tardes de Rai, ela mudou tanto e tanto que eu nem sei mais como lidar com ela. Nem sempre se está preparado a lidar com o amor que se recebe e o jogo de cintura chega a ser malabarismo e a gente nunca consegue se acomodar, mas também a comodidade cansa, enjoa, e nem sei também se a quero. O samba talvez me agrade mais que a inércia: a dança de não saber de mim nem quem nem onde nem quando e eu queria um descanso de mim, um refúgio nos braços de quem se os braços se fecham e afastam antes que eu possa adentrá-los. Deixam tudo incompleto, partido, lacunar. O poço sem fundo vazio, seco, estéril e não há distração ou diversão que verta meu olhar para qualquer ponto que não o de fuga. A murderous desire for love que sei que você também tem mas não aceita e não deixa ninguém ver muito menos pode admitir que eu seja para ele a solução ou que seja um paliativo. Mas quando é também que a gente para de viver de paliativo? Quando vem o remédio para a dor?
Dau fala da aventura da escrita e ela me parece nada mais que a aventura da vida. No meu caso, se confundem cronologicamente, biograficamente, biológica e organicamente. Não há outra vida que não seja aquela acompanhada pelas palavras que jorram como sangue. Você fala de plantar flores nos vasos sanguíneos, e eu vejo uma poética da rolha. No entanto, a terra, embora estanque, se encharca. Poética é também movimento, a dor do movimento, de saber a não inércia de si próprio. As flores com o tempo boiam na água, como as da Ofélia que você é e não aceita ser e ordena e firma e finca em suas convicções. Medo. Temo e recomendo sempre que se temam as convicções. De hábito ignoram e mutilam alguma alteridade, não raro a própria daqueles que as professam. Deus te livre, leitor, de uma convicção. Quero uma vida de textos móveis, mas o pior é que meus grandes, longos e sinceros se repetem, deslocados, solitários, tristes. Como me livrar do meu grand récit?
Honey, without you I'm nowhere. Sem você só há exílio, então me diga por favor que quer ser a minha pátria também.
Começa no estômago e desce até o baixo ventre. Ninguém, remédio algum me livra dela: a dor é minha, a dor é minha e desse papel reciclado que talvez ninguém nem eu venha a ler. As palavras apenas flutuam, batem e se debatem como os passarinhos de papel do Largo da Carioca que voam às cegas, incompreendidos, desolados, até atingir alguém -- quem? -- no meio do estômago.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

E a pizza até então apetitosa de repente perdeu todo o apelo enquanto
os talheres se deixaram colocar sobre o prato, que foi rápido afastado
para a mesa vizinha. O estômago, quando fica sabendo de certas coisas,
custa a esquecê-las e, o que é pior, faz questão de mandar à mente
certos inconvenientes lembretes de tempos em tempos. Não o culpo,
porém: não deve ser fácil digerir tanta realidade, ainda mais quando
ela vem gordurosa e nauseante.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

Profusion

Andando na rua, a árvore de repente passou e surgiu um poste de luz
amarela. Achei que fossem fogos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A enfermeira do hospital e eu

Ao me ver abraçado às pernas da minha mãe:
"Tem namorada ele?"
"Não."
"Ah, se tivesse, a namorada é que ia gostar. Homem carinhoso assim, né?"

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Calça nova: vestida. Sobrancelha: feita. Oleosidade do rosto: devidamente controlada. Irmão: convocado para tomar conta da mãe.
Agora me diz: pra quê?

sábado, 30 de abril de 2011

Sometimes I feel like shouting so so loud but I give up the moment I see it won't make any difference.
"acho que vou jantar no peixe urbano hoje."
"mãe, peixe urbano não é um restaurante."
"ah, não?"

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Blank

Em todos os períodos negros do passado, por maior que fosse a
tristeza, eu não me lembro de ter me sentido assim. De acordar, me
perguntar o que o dia tem a me oferecer e concluir: "nada".
Curiosamente, nem sei se posso chamar isso de sentimento. Talvez seja
mais a falta dele e a vontade de ficar hidden under a blanket até que
a vidda volte a parecer interessante novamente.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Quanto mais opções me aparecem, mais seguro me sinto da escolha já feita.
Telefone toca. Minha mãe, vendo vídeos no youtube, me pergunta: "Filho, como é que pausa isso?"
"É só clicar no meio do vídeo, mãe."
"Hein?", diz ela, vasculhando o teclado com os olhos enquanto o telefone toca.
"Clica no meio do vídeo."
Ela estica o dedão e encosta no meio do monitor do laptop.
"Mãe, com o mouse, não com o dedo!"

domingo, 24 de abril de 2011

Ninguém tem ideia

do quanto me alegra saber que minha avó passou o dia sendo carinhosa, atenciosa e abraçando as pessoas da família e que todos passaram o dia felizes juntos. Sem a minha presença, mas é o que menos importa.

sábado, 23 de abril de 2011

Best granny ever


Me sentindo muito do estranho, saí da casa dela do nada às 22 e resolvi que queria dormir em casa. Ela, preocupada:
Oi,
desculpe de ficar te pressionando ;depois do stress que vc tem vivido.
Um abraçào e um beijão te amamos muito. Não vale corrigir os erros
, isto é poesia e vale tudo como e.e. cummings.......
Ya

domingo, 17 de abril de 2011

Mom in hospital

It's her lungs. All again.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

como pode

Depois de quase quatro meses, ainda chorar sozinho, surpreso com tanto amor que sinto por alguém.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Vovó

adora andar comigo até o meu ponto de ônibus quando durmo lá. No caminho, uma menina aleatória ficou olhando pra mim.
- Iiiih, a menina ficou te olhando, hein? Nooossa.
- Hm.
- Você gosta desse tipo de mulé? [sic]
- ...
- Hein? Qual tipo de mulé você gosta?
- Eu gosto é da vovó.
I might be the only person on the face of the earth that knows you're the greatest woman on earth. I might be the only one who appreciates how amazing you are in every single thing that you do, and how you are with Spencer, "Spence," and in every single thought that you have, and how you say what you mean, and how you almost always mean something that's all about being straight and good. I think most people miss that about you, and I watch them, wondering how they can watch you bring their food, and clear their tables and never get that they just met the greatest woman alive.

A real idade

Pegar o ônibus do trabalho para disfarçar, mas descer no shopping para fazer hora até a hora de voltar. How old am I now anyway?

domingo, 3 de abril de 2011

Não subestimar o valor de uma boa conversa

E daí que eu resolvi fazer o caminho mais longo para ter alguns minutinhos a mais com Tadeu e depois outros com Branco. Nessas horas, por mais que o senso prático chame, uma voz na minha cabeça diz que a vida é curta demais para ser mesquinho com minhas horas de sono.
Claro que compensou. Os minutinhos a mais entre a Barra e o Pechincha fizeram toda a diferença no dia. Depois, até o Grajaú, a gente acabou se desencontrando.
Após uma volta pela Av. Brasil (pois é, parece que ela é caminho entre o Pechincha e a Pça XV), chego em Niterói. No táxi, a motorista me conta a história de sua vida e como foi perder o marido jovem no interior do Mato Grosso do Sul e se virar como caminhoneira para criar oito filhos. Eu até amo o ser humano depois dessas horinhas de papo. E até esqueço do trocador do 269 falando que é um absurdo homem gostar de homem com tanta mulher no mundo.

sábado, 2 de abril de 2011

Dreamkeeper

É o que esse blog está se tornando.
Hoje eu ia a uma pastelaria chinesa encomendar armas. Duas espadas e um... uma arma daquelas que é uma corrente com uma bola de metal na ponta, que nem a menininha colegial de Kill Bill tem.
O pasteleiro me explicava que não é assim que funciona. Que é preciso saber usar para comprar, e treinar muito, e aí o mestre te permite ter uma daquelas.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

De repente me veio uma lembrança louca da noite em que meu pai foi internado. Estava dando os parabéns à Dally no facebook quando dei de cara com a foto da irmã dela.
Naquela noite, em outubro (era outubro?) de 2009, eu saí da faculdade e fui para um bar ali pelo Rosa de Ouro com Branco, Marcelle e, se não me engano, Fernandinha. Bebemos bastante. A Fernandinha tinha algum compromisso que a fez voltar cedo. Acho que era alguma prova e ela tinha que estudar, ou algum relacionamento que ela tinha que discutir.
Bebemos, peguei meu 996 e, no meio do caminho, entra a Erika no ônibus com seu cabelo vermelho. Ou eu é que entrei depois dela porque ela estava voltando de um trabalho no Jardim Botânico?
Não temos muita intimidade, quase nunca nos encontramos, mas eu tinha bebido, talvez ela também, e fomos o caminho inteiro conversando sobre carreira, vida, arte, dinheiro, dificuldades. Poucos detalhes de que me lembro: ela dizendo que admirava a irmã por ter saído de casa; a dificuldade de viver de arte; os diferentes trabalhos de artista e os que pagavam bem sendo menos interessantes; o teatro. Basicamente, acho que era isso. O que ficou claro e forte de verdade na memória foi uma força muito grande ao descer do ônibus e me despedir dela. Aquela sensação de ser jovem e ter todos os caminhos abertos pela frente, e ter gana para correr atrás de tudo.
Curiosamente, receber a notícia da morte do meu pai assim que acordei no dia seguinte reforçou essa sensação. Acho que o substrato era muito alheio ao teor da novidade para que ela tivesse tanto impacto. Talvez por isso até hoje eu não tivesse sofrido direito essa perda, não fosse pela manhã de domingo, em que tudo se misturou.

domingo, 27 de março de 2011

Vida engraçadinha

Após duas horas solitárias de muito medo, incerteza e choro, receber as palavras mais lindas. Sigo com fé.

terça-feira, 22 de março de 2011

Gente de signo de terra é tudo assim, é?

Assim que acordei, contei:
- Pois é. Sonhei que você paria uma aranha. Na verdade, era mais uma aranha-esqueleto, branca. Mas você a deixava escondida no armário dentro de um pote de sorvete. Como você não cuidava dela, eu e meu primo íamos lá e ela estava sempre meio estressada, com fome...
Voltei a dormir. Horas depois, no início da tarde, enquanto eu trabalhava no computador, ela varria o chão e me deu a resposta. Ao falar do filho cujo nome nunca é mencionado, usava um tom como o de quem comenta a forma das nuvens no céu, a umidade do ar ou o sabor da empada.
- Eu tenho uma interpretação para o seu sonho. A aranha é o seu tio que se matou. Você e seu primo se sentem obrigados a continuar o que ele não terminou, a cuidar do que sobrou dele. Ele é o esqueleto no armário, porque é assim mesmo: vocês nunca ouvem falar dele e ontem você sem querer topou com o nome dele no meio do sistema online da universidade. E você se sente mais assim ainda porque tem o mesmo nome que ele.
É claro que reagi como se ela estivesse me dando informações banais e respondi no mesmo tom que ela: - É. Pode ser.
Horas depois, enquanto ela fritava o bife do jantar, a pergunta:
- E então, o que você achou da minha interpretação pro seu sonho? - Ao mesmo em que realizava suas tarefas banais, trocava os temperos e, em vez de orégano, jogava erva-doce na salada.
- É... um pouco far-fetched, não? - respondi, fingindo uma quase-indiferença.
- É, mas sonhos são far-fetched. - E seguiu falando de sonhos como se fossem coisas técnicas e distantes sobre as quais ela, uma especialista objetiva, pudesse discorrer por horas e horas, se esquecendo completamente de toda a carga emocional que o assunto lhe trazia.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Dificulidades

Meses atrás postei em algum lugar que simplesmente não conseguia
aceitar ser bloqueado no facebook. Não entendo alguém foda que nem eu
não ser querido.
Agora há pouco olhava os amigos que alguns conhecidos têm e sentia
alguma pena das pessoas que passam pela vida sem me conhecer. Perderão
muito, coitadas.
Mais cedo, à tarde, tentava em vão me lembrar de alguma situação em
que eu tenha conseguido ser indiferente aos outros, aos sentimentos
dos outros ou, o que é ainda mais difícil de ignorar, os sentimentos
dos outros por mim, sejam eles quais forem.

Isso tudo é pra dizer que

a) namorar me faz pensar mais em mim do que o habitual; ou
b)eu invento jeitos muito locos locos locos de lidar con rejeições --
fingir indiferença sendo apenas um deles.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A foto já seria divertida sozinha

Faz um tempo que eu não ouvia falar de learning opportunity. Desde os tempos de Cultura, acho. Aí me vem essa mulher, que aparentemente é professora da PUC, dar uma de Poliana.
O que eu não esperava era mostrar isso pro meu amigo Ursinho e ouvir

Ursinho carinhoso diz (2:44 PM):
aaaaaaaah
hahahahahah
é, rapaz, tem que ver isso aí.
agora a gente sabe por que as pessoas da puc leem a república de romero.
elas leem no escuro!


sábado, 12 de março de 2011

Muito privilegiado

Eu tenho grandes amigos. De verdade. Queridos, presentes, sinceros, accepting e com quem eu me sinto à vontade. Tanta gente aí lutando por achar seu lugar em meio a gente errada...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sonhei com a última estrofe de Beim schlafengehen. Não que tocasse no sonho, mas eu olhava para o céu, desejava me misturar às estrelas e o fazia, lembrando da canção.
Agora à tarde ouvi a canção me lembrando do sonho e me emocionei.

E a minha alma, livre de vigilância,

Quer pairar com asas livres,
Para no círculo mágico da noite
Viver mil vezes profundamente.



terça-feira, 1 de março de 2011

Sonhei que levava One Dove pra tocar na aula de inglês. E ficava chorando, mas ninguém via porque todos dormiam. Era aula de inglês, mas também era uma festa na casa de alguém. Acho que na casa do Dau dos meus sonhos.
Nos meus sonhos, o Dau mora em um prédio meio quadrado e a porta está sempre aberta. Em algumas noites, eu aproveito que ele não está e entro lá pra dar uma relaxada.
Fevereiro inteiro o Personare me mandou avisos de que seria um mês tenso emocionalmente, em que eu devia evitar criar problemas à toa. E tudo ia acabar até dia 28. Hoje abro meu e-mail e está lá o famoso e temível trânsito do cabelo em ovo ("Jun, pare de procurar cabelo em ovo"). Diz aí, Personare, quando é que as coisas vão acalmar?

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Domingo, 27

30 dias sem cigarros
Eu, Manuel, Zé Celso e seu respectivo esposo (que não é o Drummond, mas o Julinho Dalloz) sentados numa mesa de bar. Foi meu sonho hoje. Enquanto eu esperava um diálogo socrático, Zé Celso se exibia e Manuel ouvia quietinho e humilde.
Em outro momento, enquanto nadávamos no clube, um tubarão comia a perna de alguém, mas alguém dava uma porrada nele e ele ia embora. Depois ele reaparecia e eu tinha que carregar a Juliana, porque ela se recusava a nadar rápido.
Ansiedade é hora de arrumar o quarto. Arrancar grampos distrai a cabeça que é uma maravilha.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A primeira coisa que podemos notar num indivíduo com aspectos Vênus-Saturno é uma dificuldade em viver o amor saudavelmente, uma vez que a pessoa acostumou-se a recolher-se por detrás de poderosas defesas. E é bastante comum encontrarmos, na história de vida deste indivíduo, um primeiro fracasso ou rejeição amorosa que traumatiza mais do que o esperado, marcando a psique de uma forma que matiza todas as suas relações futuras.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quando sua mãe acha que você é travesti

Chego eu do salão todo feliz com meu novo corte (o que é raro). Ela olha pra minha cara e fala: "Gostei não. Tá muito homenzinho."
:S

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Que nem cesta de chocolate

Ganhei no café da manhã.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PS

Já tinha passado da minha hora de dormir, eu vim aqui dar aquela última olhada no Facebook e no email. Essa última olhada é em geral motivada pela sensação de que algo importante pode ter acontecido e é preciso que nos informemos, e nunca aprendemos: por mais que encontremos apenas mais do mesmo, achamos que o extraordinário fará uma aparição em nossas vidas.
No fundo, porém, acho que nem mesmo achamos mais e sucumbimos ao grande e poderoso deus do hábito. Tanto é que, quando o extraordinário de fato comparece, nos faz desmoronar.
Na última olhada de hoje, uma amiga com a qual sequer tenho tanta proximidade se lamentava sobre a morte da mãe. Eu vi a mãe uma vez, sentada atrás de mim enquanto assistíamos à amiga que apresentava uma cantata. Era uma mulher de seus quarenta e tantos anos, muito jovial, falante, viva, empolgada. Foi esse nosso único contato.
No entanto, ao saber de sua morte, me descontrolei e liguei desesperado para a amiga que tenho em comum com sua filha para saber notícias ou pelo menos lhe informar de minha notícia incompleta. Estou chorando por uma mãe que mal vi, com cuja filha conversei talvez três vezes até hoje, mas cuja morte me abalou.
Talvez pelo susto que minha mãe me deu alguns meses atrás, eu possa ter alguma ideia do que seja a experiência. Alguma, apenas, felizmente, pois não ouso me considerar capaz de entender ou sentir o que essa menina deve estar sofrendo agora. Ainda assim, como me dói esse desamparo tão grande que deve ser não ter mais um colo, uma confiança - a primeira confiança que temos, não? No fundo talvez seja nosso grande desamparo. Nossas mães nos impedem de vê-lo, nos protegem contra ele, mas no fundo sabemos que não há consolo, objetivo, segurança nenhuma em nosso caminho.
É tudo isso para explicar e sequer deu conta de medir o que estou sentindo. É muito, muito forte. Queria muito te dar um abraço e mentir não na frase, mas na certeza que lhe imprimiria: vai passar.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dépaysement

À tarde hoje recebi visita de meus tios. Enviei por eles dois presentinhos, um para cada um de meus primos. Agora, pelas 23h, um dos primos me liga para agradecer, me acordando de um sonho vienense.
- Oi! - enquanto me pergunto por que diabos ele está me fazendo pagar roaming internacional.
- Oi. Tudo bem?
- Tudo bem. E com você? - "Será que ele vai querer bater papinho comigo? Não tem noção de que essa ligação é cara?"
- Tudo bem. E aí, fez boa viagem de volta?
- Eu ainda não voltei, Gianni. - E nesse momento ele deve ter ficado muito confuso.
- Ué, você está onde?
- Em Viena ainda, ué!
- Como assim?
Nesse momento eu me levantei da cama, olhei pela janela, vi minha favela vizinha e percebi que já estava em casa. Morri de rir, é claro.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sustos

Uma vez de volta em casa, e amando minha casa, meu quarto, minha cidade, meu calorzinho, me pego lidando com ecos da viagem. Algo que aconteceu apenas uma ou duas vezes no último mês, enquanto viajava, ocorreu duas vezes só essa noite: acordar de repente, olhar em volta e não reconhecer o lugar onde estou, e ficar espantado a princípio por não saber e depois ainda mais espantado por não reconhecer meu próprio quarto.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Eu, por mim,

chupava essa manga. Com volúpia. Mas é que ela fica escorregando da minha mão!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Acho que jamais teria paciência para um canceriano, mas esses outros signos, puta que o pariu, gentinha DIFÍCIL, viu?

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tired

of playing safe.