Ao final, se não houver outro remédio, peçamos a ajuda e o conselho das velhas a fim que a difamem [à mulher amada] e a desonrem... Procure-se assim uma velha de aspecto asquerosíssimo, com grandes dentes e barba, com um vestido feio e vil, e que traga abaixo do ventre um pano sujo de menstruação; chegada à presença da amada, que comece a desalinhar-lhe a camisa dizendo que é sovina e bêbada, que mija na cama, que é epilética e desavergonhada, que no seu corpo há exrescências enormes, cheias de fedor, e outras porcarias com que as velhas estão familiarizadas. Se com isso não tiver ficado persuadido, então a velha tire fora improvisamente o pano menstrual sob o seu rosto, gritando: assim é a tua amiga, assim. E se nem mesmo com isso ele for induzido a esquecê-la, então não é um homem, mas um diabo encarnado...
Bernardo Gordonio, Lilium medicinale
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