A atriz:
- Mas é tão grande a solidão! Quero ouvir palavras de acalanto e tu me falas do perigo de tentar fugir desta solidão, de estender a mão a quem encontre. Dizes-me que muitas vezes é preciso atacar ao invés de acariciar. Nesse momento vejo a tua garra, oculta no teu traje de magistrado imortal. Não ataques também a mim, não sou tua inimiga. Recordo-me que tu me havias dito antes de tudo que precisavas de “companheiros de viagem, e vivos e não de companheiros mortos e cadáveres” [7] que carregavas contigo. Quero ser tua companheira, também. Mas tu não queres minha companhia, isso não mudará teu caminho, porque já estás nele, enquanto que eu procuro o meu pelas vielas tortuosas do meu pensamento, da minha vida e da minha morte em vida.
- Mas é tão grande a solidão! Quero ouvir palavras de acalanto e tu me falas do perigo de tentar fugir desta solidão, de estender a mão a quem encontre. Dizes-me que muitas vezes é preciso atacar ao invés de acariciar. Nesse momento vejo a tua garra, oculta no teu traje de magistrado imortal. Não ataques também a mim, não sou tua inimiga. Recordo-me que tu me havias dito antes de tudo que precisavas de “companheiros de viagem, e vivos e não de companheiros mortos e cadáveres” [7] que carregavas contigo. Quero ser tua companheira, também. Mas tu não queres minha companhia, isso não mudará teu caminho, porque já estás nele, enquanto que eu procuro o meu pelas vielas tortuosas do meu pensamento, da minha vida e da minha morte em vida.
(Trecho do belíssimoNietzsche e o “Caminho do Criador”: um breve interlúdio entre a atriz e o filósofo
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