terça-feira, 5 de outubro de 2010

Aleatoriedades fundamentais

Hoje me deu vontade enquanto pensava com meu vícios em voltar à terapia. Não porque queira que alguém ordene meus sentimentos e minhas loucuras recentes; eu estou bem com elas. ainda que sejam tão estranhas. É uma pena que, quando eu tenha uma resposta à minha psicóloga, não tenha mais interesse em gastar meu dinheiro para visitá-la. É só uma frase: não se pode reduzir as relações humanas a um mercantilismo de afetos. Não se pode deixar de ter esperança em que as relações sejam mais que um troca-troca, um toma-lá-dá-cá. Hoje eu não deixaria você me convencer de que elas o são. Espero que um dia você perceba isso, e sua paciente também: perder essa esperança é sistematizar e perder a esperança na própria vida.
***
pelo ar escuro
desce a brasa em espiral
para pousar branca

2 comentários:

R. disse...

"não se pode reduzir as relações humanas a um mercantilismo de afetos"

:)

jovem broto disse...

e quem é R.?