quinta-feira, 24 de junho de 2010

Já postei isso aqui?


É que é tão bonito!
(Estou amando esse layout bloggerphant.)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ver as coisas

Penso que deve haver dois posicionamentos básicos nas relações entre os seres humanos.
Um deles pode ser representado pelo filósofo. Ao perceber as coisas, ele busca aqueles que ainda não as perceberam para divulgar seu conhecimento ou salvar os ignorantes da ilusão. Parece-me prepotente, impositivo, intervencionista.

O outro é o profeta, cujo dizer está sempre envolvido pelo não-dito. Isso pode se dar pela própria decisão do profeta, como no caso de Tirésias, que por um longo tempo hesita em contar a Édipo sobre sua genética complicada. Ou ainda pode se relacionar ao mistério mesmo das palavras proféticas, sempre ambíguas ao apenas apontar (como no frag. heraclítico 93). Valorizar o silêncio me parece sempre mais sábio.

A dificuldade vem quando vemos claramente as estruturas e os perigos subjacentes à presente situação de alguém querido - e isso nos planos mais díspares, como no político, no legal, no profissional, no emocional... - e morremos de vontade de ligar pra ele e falar: "Olha, tá errado, você não está percebendo isso, isso e isso."

Nessas horas, o que me salva é me perguntar: eu vejo claramente? Isso lá é possível?
E me respondo: a verdade é um desvelar autovelante (agora sem hífen). O aberto da clareira está sempre circundado pela all-pervading escuridão da floresta, de onde tudo pode surgir.

E assim me calo.

From then on...I've been stuck.

And now you walk in.

to see you walk in...'cause I never see you...look at you!

Anyway, it doesn't matter. It was you he stayed with...

And I had the summer.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Nietzsche diz que nasceu póstumo


Então eu nasci... uterino?


(Foto montada pela Gabi)

Grande surpresa minha hoje lendo o recém-comprado Crepúsculo dos ídolos (que nunca tinha lido) e dando de cara com o seguinte trecho:

Erro da confusão de causa e consequência. - Não há erro mais perigoso que confundir a consequência e a causa: eu o denomino a verdadeira ruína da razão. Porém, esse erro está entre os mais antigos e mais novos hábitos da humanidade: ele é até santificado entre nós, leva o nome de "religião", "moral".


Não consegui não me lembrar de um trecho do texto que escrevi meses atrás, antes mesmo de mexer nesse livro:

Essa inversão se coloca na confusão moderna entre causas e fins – como na teleologia do grande relato. As causas e os fins, as razões e as finalidades se confundem na modernidade desde que Descartes concluiu que, uma vez que pensava, existia. A conclusão racional “se eu estou pensando, isso é um sinal de que existo”, porém, se tornou uma relação causal que diz “eu só existo porque penso”. Agora nos perguntemos: mas, se não existisse, poderia pensar?


Eu nasci assim, eu cresci assim, nietzsche-A-a-nooo?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

minha mae está numa sapequice! chupou meio picolé e guardou o resto na porta do congelador. claro que derreteu e melou a geladeira inteira.
eu vou contar pra ela, ela ainda faz cara de desentendida e fica triste de ter perdido o picolé.

Bloomsday





Daddy, I have had to kill you.
You died before I had time--
Marble-heavy, a bag full of God,
Ghastly statue with one gray toe
Big as a Frisco seal


E enquanto se comemora Joyce, eu posto Plath, porque as datas per se não significam nada. What's in a day?

domingo, 13 de junho de 2010

Direto do postsecret


sábado, 12 de junho de 2010

Faculdade engorda


Alguém da nutrição podia fazer uma pesquisa sobre isso. Ver a média de engorda dos universitários.

quarta-feira, 9 de junho de 2010


Eu chorei com isso. Mas te perdoo se você achar bobo. Nem todos têm as mesmas condições que eu, como diz o Nick Carraway.

sábado, 5 de junho de 2010

Mês de aniversário me deixa nostálgico

Ontem fiquei relendo meu blog (esse aqui mesmo). Hoje entrei no yahoo por outro motivo e achei e-mails antigos e históricos de MSN guardados. Tá, eu sou nostálgico:

x says:
como se vc fosse só alguem q me desse mole

me says:
e o que eu sou além disso?

x says:
1. Um amigo meu.
2. Alguém inteligente q faz o mesmo curso q eu
3. Uma companhia q me faz bem em vários sentidos (e NAO é pq vc "me deu mole")
4. sei lá mais o q, po.. eu gosto de vc e pronto, eu hein.

me says:
ah.
que simpático você.

***

me says:
eu continuo te chando highly pegable.

***

Sério, eu falava "highly pegable". No mínimo é especial.

Resolvi cantar a Teogonia. Uma pagina inteira improvisada em grego. Deu um calor no corpo! Parei, olhei dentro da gaveta de cabeceira, e tinha um olho grego empoeirado olhando pra mim.

Twittada do ano



meus vizinhos ouvem I want your loving and I want your revenge. deu vontade de rever o epis. de glee. about 1 hour ago via web

e agora single ladies. será que é uma festa glee? about 1 hour ago via web

hm... mta música eletrônica. é a sucursal (+) favela da ULC. 34 minutes ago via web

pqp tá tocando madonna+justin. alguém me acompanha nessa dança? 31 minutes ago via web

funk dos vizinhos parece "kibutz kibutz kibutz". a favela está virando sucursal do CIB? 3 minutes ago via web

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Missão de ano-novo

A Dani me disse outro dia, enquanto eu prestava atenção em uma moça que tentava pegar o ônibus, preocupado com a possibilidade de ela perder o ônibus. Pois bem, ela disse, não levando apenas isso em consideração, mas provavelmente uma série de outras atitudes que tive, como me conhece há tanto tempo e já me viu tantas vezes fazendo merda por isso. Mas então, o que ela disse, para o meu bem, é claro, e com sinceridade de amiga que quer me ver bem e mais tranquilo, já que isso acaba me estressando. Ela sugeriu que fosse minha resolução de ano-novo, já que eu tinha dito a ela um tempo atrás que não tinha muitas resoluções importantes de ano-novo, que minha vida estava bem. Parar de me preocupar com a vida dos outros.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Por que que a gente é assim?

Você deve ter me visto primeiro, acho que ainda sou seu tipo. Deve ter sido também você o primeiro a olhar para baixo e sair por estibordo à francesa.
Talvez não tenha sido nada disso e você nem me tenha visto e apenas tomado seu rumo, simplesmente, e eu esteja cá elocubrando tudo isso sem motivo algum. Duvido, principalmente pensando o quão - sexualmente - atento você é (e eu sei que se pode ser nessa vida, não me isento disso). De qualquer modo - e disso até os paranóicos sabem -, certos tipos de culpa não cabem a ninguém. Se é que há algum tipo de culpa que caiba a alguém. Acho melhor que ninguém se dê nenhum dos tipos, podemos viver melhor assim.
Terá sido a culpa a nos segurar? Na verdade, só me pergunto afinal: por que que a gente é assim? Por que não nos olhamos e nos cumprimentamos? O que nos impede? Será possível saber?
Gostei de te ver. Os novos óculos te fizeram bem.