Em família de titãs que comem os próprio filhos, há que ser um pouco Ziosniso e cultivar a malandragem.
sábado, 24 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
dad dead
Mas que vida, não? Um dia de porre, outro de morte. E o que se poderia esperar? Dá para esperar qualquer outra coisa de alguém se não que se morra?
Ê boi, mal sei o que sentir. Um embrulho no estômago, uma paração estranha de tantas coisas que vão ficar por fazer.
Ê, boi.
Ê boi, mal sei o que sentir. Um embrulho no estômago, uma paração estranha de tantas coisas que vão ficar por fazer.
Ê, boi.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
O Ronaldes costuma dizer, para combater as teorias subjetivistas da arte, que o poeta, quando tem dor de cabeça, fica lá sofrendo e dor de cabeça. O poeta com dor de cabeça não sai para escrever "estou com dor de cabeça."
Hoje me veio isso na prática. Não sou poeta, mas, ainda assim, não saberia agora escrever um poema que congregasse o porre, o êxtase, a ansiedade pelo meu pai, a fome enorme que me deu de repente, a náusea da bebida.
Hoje me veio isso na prática. Não sou poeta, mas, ainda assim, não saberia agora escrever um poema que congregasse o porre, o êxtase, a ansiedade pelo meu pai, a fome enorme que me deu de repente, a náusea da bebida.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Da recém-inventada série mundo bizarrodadohamster
Tudo começou quando minha prima apareceu com uma foto estilizada em seu MSN, que achava ser um pássaro, mas eu percebi ser uma flor.
Para entender como essa confusão era ratificada pelo nome da foto (bird of paradise), que ela achou no google procurando por "This bird has flown", procurei por bird of paradise no google, e vi que a planta também é chamada de flower bird of paradise. Só que também achei fotos de actual birds of paradise, em meio às quais estavam essa, que não é muito clara, mas também não causa tanto estranhamento:

Ao lado dela, porém, surgiu esse grande smile negão de olhos (e boca!?) azuis, que parecia algum desenho feito por mim no paintbrush ou ainda um personagem do cersibon:

Incrédulos, nós dois pesquisamos para tentar entender o que seria esse bicho, se é que ele existe. E EXISTE! É o superb bird of paradise, que aparece no documentário com narração do David Attenborough que encontrei e comprova sua existência:
Crazy Birds Island :p - More amazing video clips are a click away
O bicho dança balé sozinho!
Para entender como essa confusão era ratificada pelo nome da foto (bird of paradise), que ela achou no google procurando por "This bird has flown", procurei por bird of paradise no google, e vi que a planta também é chamada de flower bird of paradise. Só que também achei fotos de actual birds of paradise, em meio às quais estavam essa, que não é muito clara, mas também não causa tanto estranhamento:
Ao lado dela, porém, surgiu esse grande smile negão de olhos (e boca!?) azuis, que parecia algum desenho feito por mim no paintbrush ou ainda um personagem do cersibon:
Incrédulos, nós dois pesquisamos para tentar entender o que seria esse bicho, se é que ele existe. E EXISTE! É o superb bird of paradise, que aparece no documentário com narração do David Attenborough que encontrei e comprova sua existência:
Crazy Birds Island :p - More amazing video clips are a click away
O bicho dança balé sozinho!
Estou vendendo livros
Listei a carga pesada no estante virtual, tudo que não queria mais aqui da minha estante. Preciso de dinheiro.
Aliás, algum dos meus leitores não terá por acaso algum contato no mundo das editoras a quem me indicar? Traduzo, reviso, tudo com qualidade e precinhos módicos. Mandei currículos mês passado e novamente esse mês, mas no máximo me respondem para dizer que os quadros estão cheios.
O mais simpático é o rapaz da BoiTempo (acho que Rodrigo o nome dele) que elogia "pelo envio do seu CV e seu gentil e informativo correio", mas nunca precisam de ninguém novo.
Ê boi, ê boi! E assim se vai vivendo nesse mundo velho sem porteira.
Patricio, em Toda nudez será castigada, perdeu a virgindade com uma cabra. O Maguila também. Não é curioso como os cornudos insistem em aparecer no universo trágico? Box é ou não é teatro? Mike Tyson, que agora aparece convertido, santo e bondoso na TV, que o diga. Ou ainda o Minotauro, marido dionisíaco da Ariadne toda branca no céu de diamantes.
Aaah, Nelson. Mais te leio, mais te amo.
Aliás, algum dos meus leitores não terá por acaso algum contato no mundo das editoras a quem me indicar? Traduzo, reviso, tudo com qualidade e precinhos módicos. Mandei currículos mês passado e novamente esse mês, mas no máximo me respondem para dizer que os quadros estão cheios.
O mais simpático é o rapaz da BoiTempo (acho que Rodrigo o nome dele) que elogia "pelo envio do seu CV e seu gentil e informativo correio", mas nunca precisam de ninguém novo.
Ê boi, ê boi! E assim se vai vivendo nesse mundo velho sem porteira.
Patricio, em Toda nudez será castigada, perdeu a virgindade com uma cabra. O Maguila também. Não é curioso como os cornudos insistem em aparecer no universo trágico? Box é ou não é teatro? Mike Tyson, que agora aparece convertido, santo e bondoso na TV, que o diga. Ou ainda o Minotauro, marido dionisíaco da Ariadne toda branca no céu de diamantes.
Aaah, Nelson. Mais te leio, mais te amo.
domingo, 18 de outubro de 2009
Repoesia
Enquando faço hora para minha família se aprontar e ir almoçar comigo, redescubro o fotolog /repoesia . Projeto meu e de Fernandinha que consistia em postar um poema por dia junto com uma foto. Eu queria inserir também o áudio recitando o poema. O geocities apagou tudo (sempre ele).
Ainda assim, foi ótimo reencontrar pérolas (dentro da minha boca) como a Plath de "Lady Lazarus". O poema é de uma força sonora impressionante. Eu fico todo todo quando leio e me arrepio toda vez. Ainda que não pegue todas as palavras com calma para entender, eu sinto toda a força agressiva.
Outros que me agradam muito, até pelo que conseguimos na combinação imagem/poema, são o "Naming of cats", do T.S.Eliot, dois poemas sem nome do e.e.cummings (http://www.fotolog.com.br/repoesia/14759504 e http://www.fotolog.com.br/repoesia/14714262) e outro da Tsvietáieva.
Ainda assim, foi ótimo reencontrar pérolas (dentro da minha boca) como a Plath de "Lady Lazarus". O poema é de uma força sonora impressionante. Eu fico todo todo quando leio e me arrepio toda vez. Ainda que não pegue todas as palavras com calma para entender, eu sinto toda a força agressiva.
Outros que me agradam muito, até pelo que conseguimos na combinação imagem/poema, são o "Naming of cats", do T.S.Eliot, dois poemas sem nome do e.e.cummings (http://www.fotolog.com.br/repoesia/14759504 e http://www.fotolog.com.br/repoesia/14714262) e outro da Tsvietáieva.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
o Um gatinho
Minha mãe me contou que duas ocupantes da casa invadida - cortiço? - em frente ao meu prédio brigaram hoje. Primeiro, gritos e ameaças. Uma dentro da casa, outra fora do muro. Pedras arremessadas. Depois, uma entra na casa e sons de violência por meia hora.
O pior, para mim, foi, enquanto as duas estavam separadas pelo muro, ao invés de pedras, uma ter jogado um gatinho pro outro lado. Debateu-se, debateu-se e morreu.
Eu quase choro ouvindo a história. Amargamente triste. E também com uma raiva enorme de quem faz uma coisa dessas.
O pior, para mim, foi, enquanto as duas estavam separadas pelo muro, ao invés de pedras, uma ter jogado um gatinho pro outro lado. Debateu-se, debateu-se e morreu.
Eu quase choro ouvindo a história. Amargamente triste. E também com uma raiva enorme de quem faz uma coisa dessas.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
O grande segredo da vida
Vou contar mesmo, que se foda:
o gemido vem da respiração presa. Sem ar, estrangulado (éeee, O império dos sentidos contra-ataca), perto da morte, o deleite é maior.
o gemido vem da respiração presa. Sem ar, estrangulado (éeee, O império dos sentidos contra-ataca), perto da morte, o deleite é maior.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Hoje é dia oito
E já gastei todo o dinheiro do mês. Nem precisa dizer onde isso vai dar, né? Ainda tenho que pagar dentista e médico esse mês. Chuxubeleza.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
É primavera!
É tempo de ser vegetariano!
Vejam que gracinha meus brotinhos de lentilha ligeiramente superdesenvolvidos!
Vejam que gracinha meus brotinhos de lentilha ligeiramente superdesenvolvidos!
domingo, 4 de outubro de 2009
Está raiando um novo dia!
E talvez meu gozo tenha a ver com as quantidades talvez excessivas de horas dormidas.
Enquanto o sol está azul lá fora, não o vejo, mas o ouço com Stravinsky. As cores se aproximando aos poucos, os pássaros começando a cantar, o céu rosaceando até o grande vermelho, cheio de impacto e percussão.
É primavera, minha gente! É proibido se matar na primavera! Mas se matam, ô se se matam.
Passei dias de bigode esperando fazer um pai de família ontem no teatro. Meu grupo faltou e fiz uma travesti. De bigodes e turbante.
Na saída, encontro com a queridérrima professora de um curso que estou fazendo na pós-mod..., digo, pós-graduação. Algo que me incomoda muito nela é o modo teatral ou exagerado com que faz tudo. Cumprimenta, dá aula, anda, tudo: sempre muito simpática, gestual, voz cheia de tonalidades. Até rompe a quarta parede, interage com a plateia (representada pelos alunos) pegando comida deles, que se espantam como se a atriz diva os interpelasse no meio da peça.
A aula é um pouco zoneada, no sentido de todo mundo falar o que vem à cabeça para exeplificar o modernismo, os pós-modernismos ou o que quer que esteja sendo discutido no momento. Todo mundo tem exemplos pra tudo. E a aula fica um tanto sem rumo, muito celebratória do que, creio, nem é nada a se celebrar. Prefiro a primavera! A professora elogia a turma, dizendo que somos muito chiques, porque trazemos muita coisa diferente, repertório pra ela. Eu não trago, só contesto. Às vezes também ela diz que nos falta repertório para entender certas coisas. Eu só consigo pensar em contra-exemplos para cada teoria que trabalhamos. Não sei se dá pra acreditar nesses -ismos, nessas -ades todas. Mas a pós-modernidade me permite ser descrente dela. Ê pós-modernidade! Querendo ou não, estou dentro!
No caixa do banco, encontro com ela, ali em Laranjeiras. Eu na fila do caixa eletrônico, ela pegando dinheiro, de costas, dando leves viradinhas para trás para sorrir enquanto o visor mandava aguardar.
- Karla?
- ...
- Karla Balachim?
- Juuuuuun! Tudo bom?
- Tudo bom. E aí? Fazendo o tour de sábado pelo bairro?
- É, minha mãe mora aqui perto.
- Ah.
- Você mora por aqui também?
- Não, tô saindo da CAL.
- Ah, você faz teatro lá?
- Faço. (Pausa)Mas não tenho repertório!
- (Risadinha leve e sem graça, mas simpática. Essa palavra, né? A gente fala tanto nela, né?
- E você, faz teatro onde?
Não perguntei. Mas pensei. Ela sem dúvida treinou muito antes de entrar pela primeira vez numa sala. Quisera eu dar uma de Oficina e tirar a roupa dela no meio da aula, na frente de todos. Seria uma cena linda: os alunos a jogam na mesa quadrada em torno da qual nos sentamos de hábito. Todos se jogam sobre a mesa, como leões famintos, e arrancam as roupas da professora. Se ela entrasse no jogo, eu até passaria a gostar mais dela. Mas acho difícil. Ali ela ficaria ptolomaica rapidinho, ou, ainda, medieval mesmo, puritana, e fugiria dos alunos bacantes enlouquecidos. Não sobraria teatro nenhum, além do nosso. Nós poderíamos continuar, sozinhos, ao som do "Sacrifício" de Stravinsky. Ou então segui-la, nus, pelos corredores da Faculdade de Letras, e então se juntariam a nós todos os alunos, entusiasmados com o despertar da primavera.
- Karla, queremos comer-te! É só um tropicalismozinho!
Enquanto o sol está azul lá fora, não o vejo, mas o ouço com Stravinsky. As cores se aproximando aos poucos, os pássaros começando a cantar, o céu rosaceando até o grande vermelho, cheio de impacto e percussão.
É primavera, minha gente! É proibido se matar na primavera! Mas se matam, ô se se matam.
Passei dias de bigode esperando fazer um pai de família ontem no teatro. Meu grupo faltou e fiz uma travesti. De bigodes e turbante.
Na saída, encontro com a queridérrima professora de um curso que estou fazendo na pós-mod..., digo, pós-graduação. Algo que me incomoda muito nela é o modo teatral ou exagerado com que faz tudo. Cumprimenta, dá aula, anda, tudo: sempre muito simpática, gestual, voz cheia de tonalidades. Até rompe a quarta parede, interage com a plateia (representada pelos alunos) pegando comida deles, que se espantam como se a atriz diva os interpelasse no meio da peça.
A aula é um pouco zoneada, no sentido de todo mundo falar o que vem à cabeça para exeplificar o modernismo, os pós-modernismos ou o que quer que esteja sendo discutido no momento. Todo mundo tem exemplos pra tudo. E a aula fica um tanto sem rumo, muito celebratória do que, creio, nem é nada a se celebrar. Prefiro a primavera! A professora elogia a turma, dizendo que somos muito chiques, porque trazemos muita coisa diferente, repertório pra ela. Eu não trago, só contesto. Às vezes também ela diz que nos falta repertório para entender certas coisas. Eu só consigo pensar em contra-exemplos para cada teoria que trabalhamos. Não sei se dá pra acreditar nesses -ismos, nessas -ades todas. Mas a pós-modernidade me permite ser descrente dela. Ê pós-modernidade! Querendo ou não, estou dentro!
No caixa do banco, encontro com ela, ali em Laranjeiras. Eu na fila do caixa eletrônico, ela pegando dinheiro, de costas, dando leves viradinhas para trás para sorrir enquanto o visor mandava aguardar.
- Karla?
- ...
- Karla Balachim?
- Juuuuuun! Tudo bom?
- Tudo bom. E aí? Fazendo o tour de sábado pelo bairro?
- É, minha mãe mora aqui perto.
- Ah.
- Você mora por aqui também?
- Não, tô saindo da CAL.
- Ah, você faz teatro lá?
- Faço. (Pausa)Mas não tenho repertório!
- (Risadinha leve e sem graça, mas simpática. Essa palavra, né? A gente fala tanto nela, né?
- E você, faz teatro onde?
Não perguntei. Mas pensei. Ela sem dúvida treinou muito antes de entrar pela primeira vez numa sala. Quisera eu dar uma de Oficina e tirar a roupa dela no meio da aula, na frente de todos. Seria uma cena linda: os alunos a jogam na mesa quadrada em torno da qual nos sentamos de hábito. Todos se jogam sobre a mesa, como leões famintos, e arrancam as roupas da professora. Se ela entrasse no jogo, eu até passaria a gostar mais dela. Mas acho difícil. Ali ela ficaria ptolomaica rapidinho, ou, ainda, medieval mesmo, puritana, e fugiria dos alunos bacantes enlouquecidos. Não sobraria teatro nenhum, além do nosso. Nós poderíamos continuar, sozinhos, ao som do "Sacrifício" de Stravinsky. Ou então segui-la, nus, pelos corredores da Faculdade de Letras, e então se juntariam a nós todos os alunos, entusiasmados com o despertar da primavera.
- Karla, queremos comer-te! É só um tropicalismozinho!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
A partir de hoje tenho bigodes
Mas minha mãe nem percebeu. Agora fico me perguntando se sempre tive bigodes e eu é que não tinha percebido.
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