Reproduzo aqui o comentário ao post de Adriana Lisboa sobre teses-romance nas universidades.
Literatura é uma forma de conhecimento como qualquer outra - e ainda assim completamente diferente (gostaria de dizer superior, mas não digo, até porque não creio ser essa a questão) de qualquer outra.
O que os trabalhos-literatura (que têm outro exemplar na peça escrita pela doutoratriz Andréia Copeliovitch, na UFRJ) têm para incomodar tanto é o grande grito que dão: "O rei está nu!". Não é segredo (ou é e estou fazendo uma grave denúncia?) a quantidade de trabalhos interpretativos tradicionais ruins a péssimos aprovados pelas bancas, seja isso devido à condescendência ou à incompetência dos que avaliam.
O que a literatura na universidade traz é a questão: como se avaliaram trabalhos acadêmicos até então? Manter-se-ão os critérios de aprovação (não são nem mais critérios de avaliação) daqui para a frente? Ou serão nossos adjuntos e titulares incapazes de avaliar a escrita literária, como fica patente nos casos de prêmios dados a livros ruins por aí (não os seus, é claro)?
Há muito rei constrangido. Mas continuemos a gritar.
Literatura é uma forma de conhecimento como qualquer outra - e ainda assim completamente diferente (gostaria de dizer superior, mas não digo, até porque não creio ser essa a questão) de qualquer outra.
O que os trabalhos-literatura (que têm outro exemplar na peça escrita pela doutoratriz Andréia Copeliovitch, na UFRJ) têm para incomodar tanto é o grande grito que dão: "O rei está nu!". Não é segredo (ou é e estou fazendo uma grave denúncia?) a quantidade de trabalhos interpretativos tradicionais ruins a péssimos aprovados pelas bancas, seja isso devido à condescendência ou à incompetência dos que avaliam.
O que a literatura na universidade traz é a questão: como se avaliaram trabalhos acadêmicos até então? Manter-se-ão os critérios de aprovação (não são nem mais critérios de avaliação) daqui para a frente? Ou serão nossos adjuntos e titulares incapazes de avaliar a escrita literária, como fica patente nos casos de prêmios dados a livros ruins por aí (não os seus, é claro)?
Há muito rei constrangido. Mas continuemos a gritar.
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