we'll have to make new love(?)
sábado, 29 de novembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Erika
Alguém buscou aqui: Ressaibo e Erika. Ressaibo é romance, da Erika. Acho que o sobrenome dela é Mattos da Veiga. O romance é ótimo, você que buscou aqui pode ler que eu apóio!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Sobre academia (não a de malhação) e literatura
Reproduzo aqui o comentário ao post de Adriana Lisboa sobre teses-romance nas universidades.
Literatura é uma forma de conhecimento como qualquer outra - e ainda assim completamente diferente (gostaria de dizer superior, mas não digo, até porque não creio ser essa a questão) de qualquer outra.
O que os trabalhos-literatura (que têm outro exemplar na peça escrita pela doutoratriz Andréia Copeliovitch, na UFRJ) têm para incomodar tanto é o grande grito que dão: "O rei está nu!". Não é segredo (ou é e estou fazendo uma grave denúncia?) a quantidade de trabalhos interpretativos tradicionais ruins a péssimos aprovados pelas bancas, seja isso devido à condescendência ou à incompetência dos que avaliam.
O que a literatura na universidade traz é a questão: como se avaliaram trabalhos acadêmicos até então? Manter-se-ão os critérios de aprovação (não são nem mais critérios de avaliação) daqui para a frente? Ou serão nossos adjuntos e titulares incapazes de avaliar a escrita literária, como fica patente nos casos de prêmios dados a livros ruins por aí (não os seus, é claro)?
Há muito rei constrangido. Mas continuemos a gritar.
Literatura é uma forma de conhecimento como qualquer outra - e ainda assim completamente diferente (gostaria de dizer superior, mas não digo, até porque não creio ser essa a questão) de qualquer outra.
O que os trabalhos-literatura (que têm outro exemplar na peça escrita pela doutoratriz Andréia Copeliovitch, na UFRJ) têm para incomodar tanto é o grande grito que dão: "O rei está nu!". Não é segredo (ou é e estou fazendo uma grave denúncia?) a quantidade de trabalhos interpretativos tradicionais ruins a péssimos aprovados pelas bancas, seja isso devido à condescendência ou à incompetência dos que avaliam.
O que a literatura na universidade traz é a questão: como se avaliaram trabalhos acadêmicos até então? Manter-se-ão os critérios de aprovação (não são nem mais critérios de avaliação) daqui para a frente? Ou serão nossos adjuntos e titulares incapazes de avaliar a escrita literária, como fica patente nos casos de prêmios dados a livros ruins por aí (não os seus, é claro)?
Há muito rei constrangido. Mas continuemos a gritar.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Você percebe que a vida não está muito normal quando...
... Eça é a sua leitura "das horas vagas", ou seja, a coisa que você mais tem prazer em ler.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Mamma mia!
Pois é. Fui ver a Meryl Streep fazer a Clarissa Vaughan de novo. E chorei (não só nessa cena). Não é qualquer um que embrulha uma écharpe assim.
sábado, 8 de novembro de 2008
Ressaibo
Danço à moda de Jun e a certo ponto da noite F se aproxima e faz a piada em meu ouvido:
- E aí? Conseguiu tirar aquela sujeira balançando a cabeça assim ou o ouvido ainda está entupido?
Não estava. Mas parei para pensar por que costumo dançar assim, a cabeça balançando e uma das mãos ao ouvido, assim como S dança com a mão na barriga, como se um bolero solitário.
Billy Elliot surge em minha memória: sua professora lhe conta a história de Lago dos cisnes, em qua uma mulher, transformada em cisne por uma feiticeira, à noite tem a chance de se livrar da penugem e voltar a ser mulher por alguns instantes. Da mesma forma Billy se sente liberto. Descreve que, quando dança, se sente como a própria eletricidade, energia pura, e tudo mais desaparece.
Talvez haja algo em meu ouvido, umas falas repetidas e incômodas - que talvez S sinta em si como uma má digestão, ou uma ausência de par - das quais me livro momentaneamente lá pelo terceiro copo ou a quinta música. Então tomo coragem e esperneio a cabeça para ver se sai de uma vez essa cera que vai contra que eu ouça o que me dizem e distorce tudo e me impede de viver as coisas imediatamente.
Não almejo eliminar a mediação, aquele "entre" permitindo a própria conversa. Falo de me livrar desse acúmulo todo que se interpõe, ceroso, a cada experiência, dela me distancia e me mantém preso às marcas feitas à cera pelas sensações passadas - às quais tudo agora parece dever se adequar.
O presente nunca chega. Imagino que fosse essa a situação de Platão: tinha à frente de si o jovem, formoso, curioso Teeteto. Podiam conviver, talvez até trepassem, mas ainda assim as impressões anteriores do velho amante não lhe permitiam vivenciar tudo aquilo, perdido na nostalgia que estava. A cada dia juntos se espantava com ver um em outro e, ainda assim, a confusão não gerava uma substituição: Teeteto nunca poderia ser o bom e velho Sócrates. Sem nem um nem outro, só lhe restou filosofar, distanciado da vida.
Creio que a mim ainda resta dançar. Pouco a pouco, creio, a cera se derrete no calor do corpo e me aproximo um pouco mais desse presente o tempo todo correndo de mim. Quem sabe um dia não pipoca do ouvido uma pelota vermelha e eu chego lá?
- E aí? Conseguiu tirar aquela sujeira balançando a cabeça assim ou o ouvido ainda está entupido?
Não estava. Mas parei para pensar por que costumo dançar assim, a cabeça balançando e uma das mãos ao ouvido, assim como S dança com a mão na barriga, como se um bolero solitário.
Billy Elliot surge em minha memória: sua professora lhe conta a história de Lago dos cisnes, em qua uma mulher, transformada em cisne por uma feiticeira, à noite tem a chance de se livrar da penugem e voltar a ser mulher por alguns instantes. Da mesma forma Billy se sente liberto. Descreve que, quando dança, se sente como a própria eletricidade, energia pura, e tudo mais desaparece.
Talvez haja algo em meu ouvido, umas falas repetidas e incômodas - que talvez S sinta em si como uma má digestão, ou uma ausência de par - das quais me livro momentaneamente lá pelo terceiro copo ou a quinta música. Então tomo coragem e esperneio a cabeça para ver se sai de uma vez essa cera que vai contra que eu ouça o que me dizem e distorce tudo e me impede de viver as coisas imediatamente.
Não almejo eliminar a mediação, aquele "entre" permitindo a própria conversa. Falo de me livrar desse acúmulo todo que se interpõe, ceroso, a cada experiência, dela me distancia e me mantém preso às marcas feitas à cera pelas sensações passadas - às quais tudo agora parece dever se adequar.
O presente nunca chega. Imagino que fosse essa a situação de Platão: tinha à frente de si o jovem, formoso, curioso Teeteto. Podiam conviver, talvez até trepassem, mas ainda assim as impressões anteriores do velho amante não lhe permitiam vivenciar tudo aquilo, perdido na nostalgia que estava. A cada dia juntos se espantava com ver um em outro e, ainda assim, a confusão não gerava uma substituição: Teeteto nunca poderia ser o bom e velho Sócrates. Sem nem um nem outro, só lhe restou filosofar, distanciado da vida.
Creio que a mim ainda resta dançar. Pouco a pouco, creio, a cera se derrete no calor do corpo e me aproximo um pouco mais desse presente o tempo todo correndo de mim. Quem sabe um dia não pipoca do ouvido uma pelota vermelha e eu chego lá?
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Pausa para merchandising
Eu não falo nem divulgo muito, mas tenho um outro blog mais metido a sério em que posto, das coisas que escrevo na ou para a faculdade, as que acho melhores.
Hoje foi para lá "Os três lobos da estepe a aprendizagem do mistério", sobre o romance de Herman Hesse.
Hoje foi para lá "Os três lobos da estepe a aprendizagem do mistério", sobre o romance de Herman Hesse.
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