quinta-feira, 5 de abril de 2012

Diálogo que só bêbado


Na banca de jornal.
- Vicente!
- Fala, cara!
- Você não lembra de mim.
- Pô, nem lembro.
- Nova Zelândia, 2002.
- Caraaaca, podiscrê! Felipe, né?
- Não. Jun.
- Claro, Jun! Você estava com a sua mãe, né?
- Não. A minha avó. [O Felipe estava com a mãe.]
- Pô, cara! (Vira para o jornaleiro.) Tem dez anos que a gente não se vê! (De volta para mim.) E aí, o que você anda fazendo, cara?
- Ah, trabalhando, tomando vinho.
- E você tá morando aqui?
- Pois é, aqui do lado do Varandas.
- Ah, eu moro naquele prédio ali depois da igreja.
- Pois é, tenho que ir.
Fiquei pensando em como a vida é grande e cheia de possibilidades quando a gente não teima em achar que é uma coisa só. Mas é uma tarefa dura, né?

Nenhum comentário: