30 dias sem cigarros
Eu, Manuel, Zé Celso e seu respectivo esposo (que não é o Drummond, mas o Julinho Dalloz) sentados numa mesa de bar. Foi meu sonho hoje. Enquanto eu esperava um diálogo socrático, Zé Celso se exibia e Manuel ouvia quietinho e humilde.
Em outro momento, enquanto nadávamos no clube, um tubarão comia a perna de alguém, mas alguém dava uma porrada nele e ele ia embora. Depois ele reaparecia e eu tinha que carregar a Juliana, porque ela se recusava a nadar rápido.
Ansiedade é hora de arrumar o quarto. Arrancar grampos distrai a cabeça que é uma maravilha.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
A primeira coisa que podemos notar num indivíduo com aspectos Vênus-Saturno é uma dificuldade em viver o amor saudavelmente, uma vez que a pessoa acostumou-se a recolher-se por detrás de poderosas defesas. E é bastante comum encontrarmos, na história de vida deste indivíduo, um primeiro fracasso ou rejeição amorosa que traumatiza mais do que o esperado, marcando a psique de uma forma que matiza todas as suas relações futuras.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Quando sua mãe acha que você é travesti
Chego eu do salão todo feliz com meu novo corte (o que é raro). Ela olha pra minha cara e fala: "Gostei não. Tá muito homenzinho."
:S
:S
sábado, 12 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
PS
Já tinha passado da minha hora de dormir, eu vim aqui dar aquela última olhada no Facebook e no email. Essa última olhada é em geral motivada pela sensação de que algo importante pode ter acontecido e é preciso que nos informemos, e nunca aprendemos: por mais que encontremos apenas mais do mesmo, achamos que o extraordinário fará uma aparição em nossas vidas.
No fundo, porém, acho que nem mesmo achamos mais e sucumbimos ao grande e poderoso deus do hábito. Tanto é que, quando o extraordinário de fato comparece, nos faz desmoronar.
Na última olhada de hoje, uma amiga com a qual sequer tenho tanta proximidade se lamentava sobre a morte da mãe. Eu vi a mãe uma vez, sentada atrás de mim enquanto assistíamos à amiga que apresentava uma cantata. Era uma mulher de seus quarenta e tantos anos, muito jovial, falante, viva, empolgada. Foi esse nosso único contato.
No entanto, ao saber de sua morte, me descontrolei e liguei desesperado para a amiga que tenho em comum com sua filha para saber notícias ou pelo menos lhe informar de minha notícia incompleta. Estou chorando por uma mãe que mal vi, com cuja filha conversei talvez três vezes até hoje, mas cuja morte me abalou.
Talvez pelo susto que minha mãe me deu alguns meses atrás, eu possa ter alguma ideia do que seja a experiência. Alguma, apenas, felizmente, pois não ouso me considerar capaz de entender ou sentir o que essa menina deve estar sofrendo agora. Ainda assim, como me dói esse desamparo tão grande que deve ser não ter mais um colo, uma confiança - a primeira confiança que temos, não? No fundo talvez seja nosso grande desamparo. Nossas mães nos impedem de vê-lo, nos protegem contra ele, mas no fundo sabemos que não há consolo, objetivo, segurança nenhuma em nosso caminho.
É tudo isso para explicar e sequer deu conta de medir o que estou sentindo. É muito, muito forte. Queria muito te dar um abraço e mentir não na frase, mas na certeza que lhe imprimiria: vai passar.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Dépaysement
À tarde hoje recebi visita de meus tios. Enviei por eles dois presentinhos, um para cada um de meus primos. Agora, pelas 23h, um dos primos me liga para agradecer, me acordando de um sonho vienense.
- Oi! - enquanto me pergunto por que diabos ele está me fazendo pagar roaming internacional.
- Oi. Tudo bem?
- Tudo bem. E com você? - "Será que ele vai querer bater papinho comigo? Não tem noção de que essa ligação é cara?"
- Tudo bem. E aí, fez boa viagem de volta?
- Eu ainda não voltei, Gianni. - E nesse momento ele deve ter ficado muito confuso.
- Ué, você está onde?
- Em Viena ainda, ué!
- Como assim?
Nesse momento eu me levantei da cama, olhei pela janela, vi minha favela vizinha e percebi que já estava em casa. Morri de rir, é claro.
- Oi! - enquanto me pergunto por que diabos ele está me fazendo pagar roaming internacional.
- Oi. Tudo bem?
- Tudo bem. E com você? - "Será que ele vai querer bater papinho comigo? Não tem noção de que essa ligação é cara?"
- Tudo bem. E aí, fez boa viagem de volta?
- Eu ainda não voltei, Gianni. - E nesse momento ele deve ter ficado muito confuso.
- Ué, você está onde?
- Em Viena ainda, ué!
- Como assim?
Nesse momento eu me levantei da cama, olhei pela janela, vi minha favela vizinha e percebi que já estava em casa. Morri de rir, é claro.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Sustos
Uma vez de volta em casa, e amando minha casa, meu quarto, minha cidade, meu calorzinho, me pego lidando com ecos da viagem. Algo que aconteceu apenas uma ou duas vezes no último mês, enquanto viajava, ocorreu duas vezes só essa noite: acordar de repente, olhar em volta e não reconhecer o lugar onde estou, e ficar espantado a princípio por não saber e depois ainda mais espantado por não reconhecer meu próprio quarto.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
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