Mais uma vez, quarta-feira. Que dia maldito de acabar comigo. Tudo começa ontem com um garçom me perseguindo na despedida da Locke, ignorado meus pedidos e fazendo cara feia. Depois um motorista escroto no 47, que me atrasou. (A rádio MEC agora resolveu tocar o Liebestod de Tristão e Isolda. Para me alegrar? Ou será deboche?)
É como se eu tivesse um membro a menos, irreparavelmente, e só eu não percebesse. Mas todo mundo sabe e me trata como crippled. Será que devo acatar isso? Talvez seja melhor que ser miserable (cf. "Crippled e miserable", Woody Allen).
A Claudinha me disse que eu vou adorar ter 42, que é uma fase ótima. Eu espero MESMO que seja. Mas vai ter que melhorar muito pra compensar esses 15 que me perseguem há oito anos.
O foda é que nem sei se posso me queixar. Talvez eu precise definir melhor o que quero e assumir isso. O foda é eu mesmo oscilar loucamente.
Passou por mim agora no Centro de Niterói um ônibus "Via Universo". Deu vontade de pegar, me esconder em um planeta distante por uns dias. Ao menos mais fresco do que aqui deve estar.
Para fechar com chave de ouro, no 47 da volta caiu uma barata kamikaze na minha perna. E o elevador de serviço estava fechado (quem já veio aqui em casa sabe que tem que dar uma volta para pegar o social depois que se vai até o de serviço).
Sei lá. Tá tudo tão errado, mas eu não quero voltar pra análise nem virar crente. Alguém tem alguma boa cartomante ou coisa que o valha pra me indicar?
UH.
3 comentários:
Depois do teatro, o próximo passo é a macumba.
Ou o Black Metal.
ma-cum-ba! ma-cum-ba!
deixou flores pra sereia dia 2?
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