Ontem, na Pista 3. De repente olhar em volta e me perguntar: não é estranho que esse cara bonito aqui do lado não esteja simplesmente cantando feliz e celebrando sua vida e seu corpo, mas produzido com essas roupas que devem ter sido caras para sentar num canto do bar olhando ao redor? Não é estranho que ninguém se toque ou afete em um ambiente de 70 metros quadrados cheio de umas 60 pessoas que conversam banalidades para que passe sua noite de sexta? Não é estranho que toda a fé das pessoas se deposite nessa noite de sexta depois de uma semana seca? Não é estranho que logo elas levem a secura para essa câmara escura onde muitas fingem gostar do que ouvem em músicas e conversas na esperança tímida e recatada de que alguém se afete com sua (semi)perfeição corporal-indumentária (e não é estranho que o corpo se torne indumentária?) ostentada em troca de, na melhor das hipóteses, um pouco de sexo burocrático? Não é estranho que o sexo se torne burocrático?
O rock morreu. Não há transgressão. Houve algum dia? Não para mim. Os rockers rollam, contidos, contentes, ladeira abaixo, como uma pedras que não mais se perguntam por si e simplesmente seguem a lei da gravidade.
Precisei sentar, pensar, pagar e sair. E depois enviar um SMS me explicando à companhia: "Só percebi que estar aí não faz sentido para mim agora." Ela responde: "Também não faz para mim. Mas você sabe o que faz?" "Não, mas me sinto na obrigação de procurar saber."
Levou um mês, mas essa noite fiz algumas resoluções de ano novo. Não me prometo segui-las à risca, mas prometo me lembrar delas. A principal é procurar o que faz sentido para mim agora. Agora. Agora. Agora é a entidade que vou evocar. Tenho pelo menos um mês de férias para me dedicar ao (ano) novo.
O rock morreu. Não há transgressão. Houve algum dia? Não para mim. Os rockers rollam, contidos, contentes, ladeira abaixo, como uma pedras que não mais se perguntam por si e simplesmente seguem a lei da gravidade.
Precisei sentar, pensar, pagar e sair. E depois enviar um SMS me explicando à companhia: "Só percebi que estar aí não faz sentido para mim agora." Ela responde: "Também não faz para mim. Mas você sabe o que faz?" "Não, mas me sinto na obrigação de procurar saber."
Levou um mês, mas essa noite fiz algumas resoluções de ano novo. Não me prometo segui-las à risca, mas prometo me lembrar delas. A principal é procurar o que faz sentido para mim agora. Agora. Agora. Agora é a entidade que vou evocar. Tenho pelo menos um mês de férias para me dedicar ao (ano) novo.
4 comentários:
"Deus sabe o que faz!"
Mas porque procurar o fazer sentido? sério... nesse caso específico, teu, dessa noite, ok
mas em outros... cansa tanto ficar procurando um sentido inexistente pra algo que só é e prontoacabou.
Boa sorte jun.
é estranho... pra caralho...
particularmente isto "(e não é estranho que o corpo se torne indumentária?)"
eu tenho vergonha alheia por esses seres-de-boate.
sério. de vez em quando eu vou, pelas companhias. quando todas se arranjam, vou embora. mas desisti de tentar me encaixar nesse povão aí que não se sensibiliza.
:/
te dou todo o apoio pra achar o que faz sentido pra você AGORA. e me convide pra celebrar o novo com você!
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