Cama Doces, carnes e rancor. E parentes.
Na verdade na verdade, talvez o único elemento novo seja a cama.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Enfim resolvi qual será o programa do réveillon
sábado, 27 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
All I want for Christmas
Chegar da praia com o corpo quente, tomar uma ducha gelada. Ficar em casa de toalha molhada ouvindo música e comendo rabanada. Dá pra melhorar?
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
De tudo fica um pouco
E me sinto meio louco que agora só tenha em mim de domingo o resíduo de carvão no fundo da unha. Deve ter sido son(h)o ontem de noite.
domingo, 21 de dezembro de 2008
...sobad(it-sdrivingmemad)
Nas noites abafadas dormia mal, às vezes levantava-se, ia para a frente da casa, ficava olhando as coxilhas e o céu, tendo nos olhos um sono pesado e na cabeça, no peito, no corpo todo uma ânsia que a mantinha desperta e agitada. Não raro, altas horas da noite, acordava com uma sede desesperada, metia a caneca na talha, bebia em longos goles uma água que a mornidão tornava grossa; e ia bebendo caneca sobre caneca, para no fim ficar com o estômago pesado sem ter saciado a sede nem aliviado a ardência da garganta. Muitas vezes o sono só lhe vinha de madrugada alta, e, vendo pela cor do horizonte que o dia não tardava a raiar, concluía que não adiantava ir para a cama, pois, dentro de pouco, teria de acender o fogo para aquentar a água do chimarrão. O remédio, então, era molhar os olhos, lavar a cara, caminhar ao redor do rancho para espantar a sonolência.
Uma tarde, à hora da sesta, Ana Terra tornou a sentir aquela agonia de outras tardes e noites. Era uma sensação que não saberia descrever a ninguém. Seria fome? ... Havia acabado de almoçar, estava de estômago cheio; logo não podia ser fome. Tinha a sensação de que lhe faltava alguma coisa no corpo, como se lhe houvessem cortado um pedaço do ser. Era ao mesmo tempo uma falta de ar, uma impaciência misturada com a impressão de que alguma coisa - que ela não sabia bem claramente o que era - ia acontecer, alguma coisa tinha de acontecer. Revolveru-se na cama, meteu a cara no travesseiro, procurou dormir... Inútil. Ficou de novo deitada de costas, ouvindo o espesso ressonar dos homens dentro da cabana. Viu uma mosca-varejeira entrar por uma fresta da janela e ficar voando, zumbindo, batendo nas paredes, caindo e tornando a levantar-se para outra vez voejar e zumbir... Ana seguia com o olhar os movimentos da varejeira e acabou ficando tonta. Cigarras rechinavam lá fora. E mesmo sem ouvir o barulho do vento Ana sabia que estava ventando, pois seus nervos adivinhavam... Era o vento quente do norte a levantar uma poeira seca. Ana sentia o suor escorrer-lhe pelo corpo todo. O vestido se lhe colava às costas. Puxou toda a saia para cima do peito e ficou de coxas nuas e afastadas uma da outra, desejando água, um banho à sombra das árvores.
Uma tarde, à hora da sesta, Ana Terra tornou a sentir aquela agonia de outras tardes e noites. Era uma sensação que não saberia descrever a ninguém. Seria fome? ... Havia acabado de almoçar, estava de estômago cheio; logo não podia ser fome. Tinha a sensação de que lhe faltava alguma coisa no corpo, como se lhe houvessem cortado um pedaço do ser. Era ao mesmo tempo uma falta de ar, uma impaciência misturada com a impressão de que alguma coisa - que ela não sabia bem claramente o que era - ia acontecer, alguma coisa tinha de acontecer. Revolveru-se na cama, meteu a cara no travesseiro, procurou dormir... Inútil. Ficou de novo deitada de costas, ouvindo o espesso ressonar dos homens dentro da cabana. Viu uma mosca-varejeira entrar por uma fresta da janela e ficar voando, zumbindo, batendo nas paredes, caindo e tornando a levantar-se para outra vez voejar e zumbir... Ana seguia com o olhar os movimentos da varejeira e acabou ficando tonta. Cigarras rechinavam lá fora. E mesmo sem ouvir o barulho do vento Ana sabia que estava ventando, pois seus nervos adivinhavam... Era o vento quente do norte a levantar uma poeira seca. Ana sentia o suor escorrer-lhe pelo corpo todo. O vestido se lhe colava às costas. Puxou toda a saia para cima do peito e ficou de coxas nuas e afastadas uma da outra, desejando água, um banho à sombra das árvores.
Erico Verissimo, O continente I.
updantp-m 2.0
Tento e tento seguir a leitura dos Seminários de Zollikon. A fala dele dá voltas, assim como meu pensamento. Os círculos não se concentram, no entanto, e parece que alguma partícula quântica dessas voltas saiu do meu cérebro e foi tão longe que esbarrou nos patins devidamente encaixados no vão do criado mudo mais de uma vez. Eles escorregaram e interpretei isso como um sinal de que devia vir aqui e dizer.
Mas se fosse para dizer, já teria dito. Estou aqui mesmo é para falar dessas restrições que me seguram aqui e ali. Talvez seja o Jack London que acabei de ler, com suas idéias de volta ao primitivo profundo, talvez seja alguma revolta por não ter dado aos instintos a liberdade que queria (devia?) ter dado. Talvez o impedimento se concentre nesse "dever", que sempre acompanha o "querer" em qual seja meu questionamento.
*Adendo minutos depois: acho que meu patins sentiu something coming. Mas na verdade na verdade não é nada que me diga respeito. Digamos que é só um querer apropriar-se.
**Mais alguns minutos: O mais estranho é me sentir meio fraco por isso. Esse deixar-se tomar por essas idéias que não me saem da cabeça. Por outro lado, talvez seja isso o que de mais digno me pode acontecer em meio a minha mania de estar no controle das situações.
Deve ser isso que quer dizer "ter um fraco por..."
Mas se fosse para dizer, já teria dito. Estou aqui mesmo é para falar dessas restrições que me seguram aqui e ali. Talvez seja o Jack London que acabei de ler, com suas idéias de volta ao primitivo profundo, talvez seja alguma revolta por não ter dado aos instintos a liberdade que queria (devia?) ter dado. Talvez o impedimento se concentre nesse "dever", que sempre acompanha o "querer" em qual seja meu questionamento.
*Adendo minutos depois: acho que meu patins sentiu something coming. Mas na verdade na verdade não é nada que me diga respeito. Digamos que é só um querer apropriar-se.
**Mais alguns minutos: O mais estranho é me sentir meio fraco por isso. Esse deixar-se tomar por essas idéias que não me saem da cabeça. Por outro lado, talvez seja isso o que de mais digno me pode acontecer em meio a minha mania de estar no controle das situações.
Deve ser isso que quer dizer "ter um fraco por..."
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Piadinha acadêmica
Eram três pesquisadores: um marxista, um heideggeriano e um frankfurtiano, tentando desdenhar da linha alheia por meio da fofoca:
Frankfurtiano: Marx comeu e engravidou a empregada!
Marxista: Heidegger era nazista!
Heideggeriano: Piores eram Adorno, Horkheimer, Benjamin, Marcuse... tudo judeu!
Frankfurtiano: Marx comeu e engravidou a empregada!
Marxista: Heidegger era nazista!
Heideggeriano: Piores eram Adorno, Horkheimer, Benjamin, Marcuse... tudo judeu!
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Texto interessantíssimo (como o prefácio)
Mas o que é o interessante, não é mesmo, minha gente?
A tragédia do comentário - Aconteceu de eu finalmente me aborrecer tanto com as pessoas tratando de Heidegger e nazismo ao ponto de escrever um texto a respeito do tititi filosófico. Com deboche, é claro.
A tragédia do comentário - Aconteceu de eu finalmente me aborrecer tanto com as pessoas tratando de Heidegger e nazismo ao ponto de escrever um texto a respeito do tititi filosófico. Com deboche, é claro.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Galhofa
Descobri que justo aquele cara que visivelmente não usa cueca para treinar (não que eu me incomode) se chama Bráulio. Deus, tu tá engraçadinho, hein?
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