domingo, 30 de outubro de 2011

What kind of drugs do you have to take to avoid shouting really loud at your boyfriend?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ando tão

Quando as TPMs coincidem dentro de um apartamento, sagitário fica que nem responde ao bom dia, e câncer se ressente a cada silêncio. Sua mãe adoece, seu namorado fica distante, você liga para dizer que o ama, mas ele saiu. A mãe dele, com quem você não tem intimidade nenhuma, diz que vai rezar pela sua mãe. E você desliga rápido para se debulhar em lágrimas, comovido.

outubro de 2006, só um trecho

we all become wolves
in the end
we are all bastards
after all
so tell what's the difference
how we choose
whom to we show
our scars and wounds
whom on we throw
our frustration
whether a pussy
or a dick
whether a deep hole
or a stick
we are all wolves
yes, indeed

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Notas da madrugada

I remember having this dream in which I had a pig as a pet. And I also had a friend, and it felt like the first time in my life I had a friend: someone nice, sincere, simple and understanding of the fact that I was going to hockey games uphill and make money by sleeping with old men from Eastern Europe. He even suggested me that, and he felt sort of like a brother or father. We went back home from the bakery in this pleasantest manner, running, which I'd started 1 block and a half away from home. He was actually better at it but I did not mind: he was more experienced in everything. As we got home, my pig saw Gabi's dog through the gate and tried to get in as she opened it. I knew it was safe because both pets were friends already, but Gabi was scared and tried to force the gate against my pig's neck, and I knew she would probably end up dead. We shouted, my friend and I, for her to stop, saying it was safe, but she would not listen. I was running to stop her when I woke
up sweaty and nervous.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Como o Antonio costuma dizer, a grande questão da maioria dos professores é como ser professor e não ser vencido pelo aluno. A minha é outra: como ser professor e não ser babaca?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Lembrete para o futureme

Você entra em um projeto para colaborar mesmo que não te pareça prioritário nem importante. Trabalha. Depois o projeto começa a dar mais e mais certo e pessoas que o acham prioritário e improtante resolvem colaborar também, e você se torna reduntante.
Da próxima vez, não entrar.

Everything I said yesterday about sharing a flat but deleted afterwards

It still applies.

sábado, 8 de outubro de 2011

Coisinhas anotadas no celular entre Niterói e Laranjeiras

Engraçado o hábito dos motoristas de van em Niterói, que usam placas de destino "Niterói" quando seu ponto de partida também é Niterói. Olho para essas vans e penso que conseguem oferecer um serviço engraçado: me levar aonde já estou. Ao mesmo tempo, não especificam aonde vão me levar.
Hoje estou com o sentimento das vans "Niterói": sei onde estou e para onde vou, mas também não sei de nada disso e queria ir para outro lugar, um lugar que não sei qual é. A certeza quanto ao amanhã e o depois não me traz segurança nem tranquilidade, e meus pés coçam contra essa certeza, doidos para viajar para não sei aonde.
***
Desde a adolescência me questiono sobre os modos de ver o mundo. Lá pelos 14 anos, lembro que me perguntava se outras pessoas tinham como que óculos que as faziam ver tudo diferente de mim. Ao mesmo tempo, sabia que essa suspeita era inconfirmável e irrefutável empíricamente, dado que havia um consenso entre as pessoas e eu quanto a chamar certa coisa de cadeira e certa coisa de amor, mesmo que o que víssemos quando diante dessas coisas fosse completamente diferente em termos imagéticos/sensíveis.De repente a cadeira, que eu via como aquela tábua com os quatro pés apontados para baixo e o encosto acoplado, era vista pelo meu amigo como uma geleca enorme com quatro ferrolhos por cima e um pouco de geleca flutuante apontando para baixo - ou o que eu chamava de "para baixo". E se o outro visse o mundo completamente "ao contrário", e o que eu chamávamos de "para baixo" fosse visto pelo outro do modo como eu via o "para cima"? Nos entenderíamos, pois apontaríamos o "para baixo" e concordaríamos, enquanto eu olhava para baixo e ele "para cima", que falávamos da mesma coisa.Da mesma maneira, a cor que eu vejo e chamo de amarelo pode ser vista
pelo meu amigo com o tom que eu chamo de azul, mas teremos aprendido a chamar a margarida de amarelo e o mar de azul, independentemente daquilo que fosse a visão que temos cada um daquela cor. Afinal, eu nunca teria nem nunca terei acesso ao que meu amigo vê.
As coisas parecem se complicar um pouco quando estamos lidando com o invisível: os sentimentos, por exemplo. Ainda que saibamos que não sentimos exatamente o mesmo a partir de palavras como "ódio" ou "amor", não é tão fácil concordar com o outro. Talvez isso se deva mais ao fato de o sentimento frequentemente envolver uma visão que o outro tem de mim e que não corresponde à minha visão de mim mesmo. E eu quero --naturalmente? -- corrigir o que o outro vê em mim, como se eu fosse a autoridade máxima no assunto "eu mesmo". Quem disse que sou?
Não vou entrar bem aqui no terreno dos conceitos, pois aí as visões já se carregam de pressupostos, e perdemos também o limite entre o quanto de nossa visão é inerentemente nossa -- e portanto incompartilhável e incriticável -- e quanto dela é conceitual, cultural, herdada -- e portanto compartilhável e criticável.
No fundo, me parece que essas dimensões se confundem, e as visões coisais são influenciadas por sentimentos que também são em parte culturais, morais, formados pelo hábito e pelo consenso. Qual o limite entre isso que sou irremediavelmente e aquilo que me habituei a ser? Entre um modo de ver o mundo que é só meu e as visões que aprendi a ter? O quanto as genealogias são capazes de esclarecer nesse sentido?
Porque pode ser que eu tenha herdado visões que em alguma medida poderiam ser minhas, mas também outras que não me cabem, que não têm a ver com o que sou -- seja lá o que eu for. Talvez a única maneira de descobrir seja através da negação: experimentar ver e ser de outros modos e com isso me desabituar dos arraigados hábitos. Mas até onde também não estaria simplesmente revendo tudo a partir dos meus próprios pressupostos -- sejam eles pessoais/intelectuais imutáveis, sejam afetivos, sejam conceituais?
Até onde é possível abrir mão do que sou? Qual o limite do meu ser? Em algum momento poderei olhar adiante e saber se estou tomando o caminho genuinamente meu ou apenas o habitual que me mandaram (me mandei) trilhar? Pior ainda: em algum momento poderei olhar para trás e discernir onde fui mais genuino e onde não? Ou apenas amarei o caminho que fiz, pois se tornou também ele parte de mim?


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cenário futurista-apocalíptico, muitos objetos espalhados e amontoados. A poeira domina o ambiente, cobre as superfícies e é visível também no ar turvo. As pessoas respiram mal enquanto transitam e, com alguma dificuldade, arrumam o que comer. Na trilha sonora, uma serra elétrica é ligada e desligada em volume máximo quando menos se espera. Água escorre por pequenas frestas, lenta e insistente, formando poças e fios d'água.
A ausência de meios impede que as pessoas lavem suas roupas, que acumulam a sujeira de dias e dias. Os banheiros existentes nas casas são constantemente invadidos por indigentes que procuram um lugar para se banhar, e artigos raros, como sabonetes, são, quando não furtados, usados por muitos, favorecendo a propagação de doenças.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

E se a tristeza fosse um problema de nutrição? Às vezes me pergunto se são humores gasosos essas tristezas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Era um evento de médio porte. Eu entrava em uma sala em que estavam B****iz R*****de e Pu***u. Na verdade, ele entrava depois, na hora em que eu sentava num sofá,e começava a falar de mim pra ela. E só tecia elogios escabrosos, estilo "galerinha do futuro", promissor etc. E eu só olhava pra baixo, pensando que não queria que essa mulher soubesse nada da minha vida.