Avertência
São anotações, apontamentos. No ponto de partida e ao longo de tais notas está, principalmente, a leitura de dois pensadores e seus comentários sobre os gregos, em geral, e Aristóteles, em particular, a respeito de aísthesis e nous, sensação e percepção. Estes pensadores são Heidegger, alguns acenos em Ser e Tempo, e Ortega y Gasset, no $18 de seu La idea de principio en Leibniz, intitulado El sensualismo en el modo de pensar aristotélico - belíssimo, agudo ensaio, este!
A partir daí, provocado e inspirado por Nietzsche, tentou-se esclarecer corpo - "a grande razão. A tentativa é de expor o problema sem se fazerem frequentes e cansativos remetimentos aos textos dos autores referidos, mas, antes, procurando mostrar o que foi absorvido, assimilado - incorporado.
Em fazendo isso, constatou-se, aconteceu um amontoado de notas desencontradas, de formulações confusas, um emaranhado próprio do reino do obscuro de do confuso. Resultado: entrevê-se Descartes sorrindo triunfante, meio irônico, bastante escarninho e com desprezo, com desdém cochichando: "eu não disse!" Mas aí está e assim fica - um pequeno salame filosófico, uma pequena salsicha especulativa. Obscura e confusa. Que seja!
Esse é um trechinho inicial hilário de "Notas sobre o corpo", de Gilvan Fogel, que sai esse mês no belo volume Arte: corpo, mundo e terra, pela 7Letras. Comecei a ler ontem de madrugada e me peguei rindo por alguns minutos de um texto filosófico. Acho que nem o Nietzsche nunca me fez isso.
Por falar em corpo e psicossomatices, a ansiedade das últimas semanas com leituras, escrituras, revisuras, chaturas e interessuras, enfim, me venceu e estou gripado. Justo agora que estou em vias de resolver a causa mor da ansiedade: um texto sobre literatura e educação para uma revista da pós lá da faculdade. Ai ai...
São anotações, apontamentos. No ponto de partida e ao longo de tais notas está, principalmente, a leitura de dois pensadores e seus comentários sobre os gregos, em geral, e Aristóteles, em particular, a respeito de aísthesis e nous, sensação e percepção. Estes pensadores são Heidegger, alguns acenos em Ser e Tempo, e Ortega y Gasset, no $18 de seu La idea de principio en Leibniz, intitulado El sensualismo en el modo de pensar aristotélico - belíssimo, agudo ensaio, este!
A partir daí, provocado e inspirado por Nietzsche, tentou-se esclarecer corpo - "a grande razão. A tentativa é de expor o problema sem se fazerem frequentes e cansativos remetimentos aos textos dos autores referidos, mas, antes, procurando mostrar o que foi absorvido, assimilado - incorporado.
Em fazendo isso, constatou-se, aconteceu um amontoado de notas desencontradas, de formulações confusas, um emaranhado próprio do reino do obscuro de do confuso. Resultado: entrevê-se Descartes sorrindo triunfante, meio irônico, bastante escarninho e com desprezo, com desdém cochichando: "eu não disse!" Mas aí está e assim fica - um pequeno salame filosófico, uma pequena salsicha especulativa. Obscura e confusa. Que seja!
Esse é um trechinho inicial hilário de "Notas sobre o corpo", de Gilvan Fogel, que sai esse mês no belo volume Arte: corpo, mundo e terra, pela 7Letras. Comecei a ler ontem de madrugada e me peguei rindo por alguns minutos de um texto filosófico. Acho que nem o Nietzsche nunca me fez isso.
Por falar em corpo e psicossomatices, a ansiedade das últimas semanas com leituras, escrituras, revisuras, chaturas e interessuras, enfim, me venceu e estou gripado. Justo agora que estou em vias de resolver a causa mor da ansiedade: um texto sobre literatura e educação para uma revista da pós lá da faculdade. Ai ai...