A montagem do Aderbal Freire-Filho para Hamlet está dando o que falar. Pena que não seja pela força poética, mas sim em debates sobre a qualidade. Alguns a incensam, outros dizem equivocada em diversos pontos. Ele resolveu publicar, no Globo, resposta que não li à crítica que li de Barbara Heliodora.
No meio da discussão, leitores resolveram se pronunciar, e o Globo, com aquele ar politicamente correto, publicou uma carta que defendia a montagem e outra que condenava. Essa terminava se endereçando a AFF, comparando-o a BH: "Você sabe a diferença entre versos pantâmetros e jâmbicos? Ela sabe."
Eu, sinceramente, em meu respeito pela competência da BH, duvido que ela saiba a diferença. Porque, afinal, o que existe são versos pentâmetros. E pés jâmbicos. As categorias que ele citou nem ela nem ninguém poderia diferenciar. Tudo bem, deixa ele. Hoje em dia erudição não precisa nem mais de acuidade terminológica; basta terminologia pomposa para "compensar indigência de pensamento", como diz Ronaldes de Melo e Souza, para ganhar admiração e respeito.
No meio da discussão, leitores resolveram se pronunciar, e o Globo, com aquele ar politicamente correto, publicou uma carta que defendia a montagem e outra que condenava. Essa terminava se endereçando a AFF, comparando-o a BH: "Você sabe a diferença entre versos pantâmetros e jâmbicos? Ela sabe."
Eu, sinceramente, em meu respeito pela competência da BH, duvido que ela saiba a diferença. Porque, afinal, o que existe são versos pentâmetros. E pés jâmbicos. As categorias que ele citou nem ela nem ninguém poderia diferenciar. Tudo bem, deixa ele. Hoje em dia erudição não precisa nem mais de acuidade terminológica; basta terminologia pomposa para "compensar indigência de pensamento", como diz Ronaldes de Melo e Souza, para ganhar admiração e respeito.