sábado, 29 de março de 2008

Tempo, poesia, liberdade

Não é todo dia que se acha uma preciosidade dessas sem querer no google.
Por isso, eu acho que um dos temas da poesia de Márcio-André, que é o make it new, pode estar sendo tributário da tradição metafísica ocidental, que define a coisa, como matéria e forma. Então, se forma uma falsa antinomia: ou predomina o conteúdo, ou predomina a forma? Ou predomina a forma para haver conteúdo? Nem uma coisa, nem outra. Porque o essencial, na minha perspectiva, é deixar a coisa falar. Deixar a coisa falar. Como? Deixar-se assediar pelo silêncio da coisa. Deixar-se assediar pela memória, a mãe de todas as musas. Deixar-se assediar pela linguagem, a mãe de todas as línguas. Por isso, é importante ver o percurso que cada um está fazendo. Porque, afinal de contas, ninguém nasce feito. A liberdade não existe! A liberdade não existe! A liberdade é uma conquista. Só há libertação. E isso eu concordo inteiramente com a professora Cinda. Nós fizemos este percurso das Invasões Bárbaras, não é Cinda? Quer dizer, nós temos que conquistar esta liberdade, ela nunca nos é dada de antemão. Nós também não vamos pensar que no final ela nos vai chegar. Ela nos chega a cada segundo, a cada momento, a cada poema que vocês fazem.
CLIQUE AQUI PARA CONFERIR O TEXTO NA ÍNTEGRA.
COMO ASSIM cada um no seu quadrado? não entendi e intenção do autor.

sexta-feira, 28 de março de 2008



Everybody: we all live in a yellow submarine, yellow submarine, yellow submarine...
once you start having friends, I don't know if life gets easier or a lot harder, but you just can't walk back from that point.
A minha alegria depende se um número (talvez excessivo) de fatores que dificilmente alcança minhas expectativas. And that makes life pretty miserable, to be honest.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Eu detesto essa mania que o personare tem de acertar.
Momento de estar com os amigos. No período que vai de 25/03 (ontem) às 15h a 28/03 às 9h, o Sol se encontrará na Casa 3 e a Lua na Casa 11, e os dois astros estarão em harmonia. Seu sentimento de bem-estar emocional estará associado aos seus amigos queridos, aos grupos em que você aprecia estar. Este é um momento particularmente propício para se unir a outras pessoas com objetivos em comum, ou simplesmente para vocês terem momentos de prazer e diversão em conjunto. É bem possível que alguma pessoa amiga venha a lhe ajudar com seus problemas neste momento, ou mesmo você irá ajudar algum amigo muito querido neste momento. Este período favorece as trocas, as ajudas mútuas. É incrível como os problemas sérios dos outros podem ser resolvidos por nós com grande facilidade, e vice-versa! Neste ciclo, você compreenderá que nunca estamos sós quando temos amigos que nos querem bem. É possível também que pessoas queridas que há muito tempo você não vê surjam novamente, com alguma mensagem pra lhe passar: tenha atenção!

domingo, 23 de março de 2008

Rugrats

Lembra daquele desenho Os Anjinhos? Vários bebês simpáticos aprontando confusões de montão de manhã no SBT? Lembra daquela Angelica malvadona que sacaneava eles sempre? Tá, agora eu vou contar: o nome em inglês é Rugrats = rug rats. Os ratões do tapete.

eu nunca me esqueci desse diálogo em Everwood. hoje fui mostrar pra Marina e achei digno de guardar.
Ephram: Yea, that is how it happened. That's how it always happens. Your first choice doesn't come through so you come find me -- your back up plan.
Amy: Ephram, I never think of you in that way.
Ephram: Maybe not intentionally,.. I mean, don't you realize that makes it even worse. It's like you don't even realize how much that hurts somebody. How much that hurts me.
Amy: Look, I'm sorry if--
Ephram: No. No, I'm sorry. Alright, look, Amy I know your life is really rough right now. And I want to be there for you. I do. But not like this. I can't keep being you're second choice. Not when you're my first.

sexta-feira, 21 de março de 2008


Todos nós sabemos que o adágio, o provérbio consagrado de toda a escolástica medieval, tanto cristã quanto muçulmana quanto judaica, era nemo dat quod non habet, i.é., ninguém dá o que não tem. É claro: se eu não tenho um anel nesse bolso, não posso dar um anel para ninguém. Isso nos remete a quê? Como pode então Platão dizer que só se pode dar o que não se tem, mas não o que se tem? O entendimento de ninguém poder dar o que não tem só vale para as coisas prontas e acabadas, para os conteúdos já constituídos, para os objetos e as realidades que já estão disponíveis prontos. Nesse tipo de relacionamento [com os objetos e as realidades], vale o princípio do adágio escolástico de que ninguém pode dar o que não tem. Um anel, por exemplo, é uma coisa pronta e acabada, então, para poder dar um anel a alguém, é preciso tê-lo. No entanto, nas relações entre os níveis dinâmicos de realização dos seres e das coisas, muda de figura o princípio e o adágio de que ninguém pode dar o que não tem. Aí é que não se pode dar senão o que não se tem. E em que sentido isso se dá? Dá-se nas relações vivas, que se realizam continuamente no ininterrupto vir a ser e vir a conquistar-se a si mesmo, em que ninguém pode dar o que tem, mas só o que não tem, já que quem desse o que tem não daria, mas tiraria do outro a condição de ser outro e, com isso, toda a possibilidade de receber. Para alguém receber XXX(de mim?) alguma coisa no nível do relacionamento de convivência, no nível de encontros e desencontros entre a criatividade e a transformação das pessoas, é condição de possibilidade que todo receber supõe a preservação da diferença de um em relação a outro. É por isso que quem desse o que tem não daria, mas tiraria do outro a condição de ser outro e toda e qualquer possibilidade de receber, que todos nós já devemos ter conosco e trazer junto com nosso próprio ser.
A maneira com que cada um recebe é exclusiva e própria de cada um e, por isso, para poder aceitar qualquer coisa, temos já de dispor dessa modalidade e dinâmica própria e exclusiva de receber, que é o desdobramento de uma única palavra. Essa palavra é sempre pronunciada na singularidade e não se altera com cada uma de suas repetições e suas formulações, mas se alimenta de suas próprias entranhas para poder possibilitar a acolhida de um encontro que respeita a alteridade do outro e que não pode, por mais que queira, alterar a diversidade e a condição de ser o outro de todos os outros. É isso que constitui o grande desafio e a grande provocação que nos deixou Platão com essa formulação de que ninguém pode dar o que tem, mas só o que não tem. A chamada doutrina (ou teoria) das idéias, portanto, não é de Platão, mas provém e se formulou ao longo da história da filosofia ocidental a partir de uma incompreensão radical de todo ser humano, de todos nós.
Essa incompreensão, sempre e para sempre, nos dificulta ver a realidade em todo real e em qualquer irreal, e obstrui sempre e para sempre tanto a presença quanto a ausência de um ideal e sua idealidade em todas as coisas. É isso que Platão pressiona e acentua com a necessidade insubstituível da idéia, da doação da idéia. Assim, por exemplo, quando alguém se pergunta onde está e existe a universidade ideal – e todos nós fazemos essa pergunta toda vez que queremos questionar e criticar a universidade real – não nos damos conta de que, ao perguntar e para poder perguntar assim, já supomos o ideal e a idealidade de toda universidade. Por isso, a resposta à pergunta é: toda universidade é ideal toda vez que é criticada. Na crítica da universidade real opera e está presente a universidade ideal. Se não estivesse presente e se não houvesse essa ligação com o ideal de universidade, ninguém poderia criticar, registrar nem experimentar que a universidade real deixa a desejar e não cumpre nem exerce totalmente a sua idealidade, o seu ideal de universidade.


Prof. Emmanuel Carneiro Leão, em uma conferência na UERJ ano passado.

quarta-feira, 19 de março de 2008


quarta-feira, 12 de março de 2008

saldo da semana


- algumas aulas dadas ruins, outras melhores.
- um primo de aluna morto em tiroteio.
- uma bronca escrota de orientador.
- uma briga com a secretária da dentista e uma desistência da dentista.
- uma série de matérias escrotas.
- alguns papos ouvidos que me fazem questionar o quanto os amigos are really there.
- muitos momentos de inadequação.
- muitos momentos de pensar que eu sou sempre o amigo chato que conversa sobre os problemas.
- uma sensação horrenda e inexplicável ao ouvir que uma professora tem câncer e faz quimioterapia.
- muitas lágrimas voluntária ou involuntariamente contidas.
- uma vontade enorme de sumir dessa vida.

cara, tá foda. E eu odeio d** b*****.

domingo, 9 de março de 2008


Então alguém resolveu escrever sobre aquela figura arquetípica que todos nós conhecemos de todas as nossas aulas na faculdade: o cara que sabe tudo e tem sempre algum comentário a fazer.
HANOVER, NH—According to students enrolled in professor Michael Rosenthal's Philosophy 101 course at Dartmouth College, that guy, Darrin Floen, the one who sits at the back of the class and acts like he's Aristotle, seriously needs to shut the fuck up.
His fellow students describe Floen's frequent comments as eager, interested, and incredibly annoying.
Clique aqui para ler o resto da notícia. Eu confesso que costumo detestar algumas pessoas que se comportam assim, mas ao mesmo tempo creio que sou uma delas em algumas aulas e sou igualmente detestado por isso.

quinta-feira, 6 de março de 2008

tudo o que você me disser será usado contra mim. mais cedo ou mais tarde, pode deixar que eu não esqueço.

quarta-feira, 5 de março de 2008

can't deal


segunda-feira, 3 de março de 2008

some of the people I wanted the most to see today are trying quite hard to convince me that I don't like them. and I just have to admit they are doing a hell of a good job.

domingo, 2 de março de 2008



Essa noite sonhei com todas as pessoas que abandonei/me abandonaram. A importância não era o sujeito da ação, mas o que, no abandono, se perdeu. Todas elas apareceram e ou pediram desculpas ou agiram normalmente ou nos reconciliamos. Acordei aliviado, como se não tivesse mais problema nem rancor de nenhuma delas.

sábado, 1 de março de 2008

oh really?

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