e é claro que as pessoas dizem que vão ligar e não ligam. minha mãe me disse a vida inteira que sentimento não se declara; se demonstra.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
e mais um (um dos meus preferidos)
Tal como agora nos educam, adquirimos primeiro uma segunda natureza: e a temos quando o mundo nos considera maduros, maiores de idade, utilizáveis. Alguns poucos são cobras o bastante para um dia desfazer-se dessa pele: quando, sob seu invólucro, sua primeira natureza tornou-se madura. Na maioria, o gérmen dela ressecou.Nietzsche, once more.
Depois de MESES procurando por esse trecho no diabo, do livro, hoje achei sem querer procurando por outro.
Às vezes notamos que um de nossos amigos pertence mais a outro do que a nós, que sua delicadeza atormenta-se com tal decisão e seu egoísmo não se acha à altura dela: então devemos facilitar-lhe a coisa de afastá-lo de nós com uma ofensa. -- Isso é igualmente necessário quando adotamos uma forma de pensar que lhe seria ruinosa: nosso amor a ele deve nos impelir, mediante uma injustiça que assumimos, a criar nele uma boa consciência ao renuncia a nós.
WAY TOO GOOD and WAY TOO BAD, man! Nietzsche, Friedrich. Aurora.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Sobre a revista Veja
Mas para mim é a imprensa brasileira como um quase todo. E não leio jornal e ponto.
A marketinização da notícia, a falta de estrutura e de talento para a reportagem tornaram muitos jornalistas meros receptadores de dossiês preparados por lobistas.
O no-break do meu computador (que nem é um no-break de verdade porque desliga sempre que falta luz e só serve para apitar, mas isso merece um post à parte) fica no chão, embaixo da mesa, encostado na parede oposta a mim. Aí eu sempre brigo um pouco com ele para esticar os pés aqui, porque ele fica no caminho. Tem uns dias que descobri que colocar ele no meio dos pés é a melhor opção.
Agora há pouco, encostei o lado dos pés nele e descobri que é quentinho e gostoso. Já tenho fonte de calor para o inverno.
Kyle Little, um jovem britânico de 19 anos, foi levado à corte sob acusação de latir para dois cachorros.
Em dezembro passado, ele foi considerado culpado da acusação de atacar a ordem pública e condenado a pagar multa de 50 libras. As informações são do jornal The Sun.
O adolescente, que já havia recebido uma advertência da polícia de Newcastle por comportamento abusado, latiu para dois cães labradores quando passava em frente a uma casa.
Dois policiais o detiveram. Juízes condenaram o jovem por causar confusão, alarme e estresse aos cachorros, apesar de a dona deles não ter registrado queixa. Kyle apelou da decisão em instância superior.
Na última sexta-feira (27) uma corte superior cancelou a decisão anterior. O custo total do caso chegou a 8 mil libras.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
hosrelógios
- O relógio do meu quarto está marcando nove e quinze, o da sala marca nove e vinte, o do meu celular marca nove e vinte-cinco e o da cozinha deve estar marcando alguma outra coisa.
- Acho ótimo, mãe. Apóio a variedade e liberdade dos relógios.
- Diversidade, você quer dizer?
- É.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Mais uma das minhas longas citações do livro que estou lendo. Qualquer semelhança com isto é mera coincidência.
Agora deixa eu correr ali que hoje começo com minha turminha de 16 megeros pirralhos.
Agora deixa eu correr ali que hoje começo com minha turminha de 16 megeros pirralhos.
E cada vez que arrancava uma máscara, que via ruir um ideal, cada um desses acontecimentos era precedido por um silêncio e um vazio cruéis, por um mortal isolamento e ausência de relações, um triste e sombrio inferno que agora de novo tinha de enfrentar.
Não posso negar que após cada uma dessas comoções de minha vida, no final sempre me restava algum proveito, um pouco mais de liberdade, de espiritualidade, de profundidade, mas também de isolamento, de incompreensão, de frigidez. Vista do ângulo burguês, minha vida fora, de uma a outra dessas comoções, uma permanente descida, um afastamento cada vez maior do normal, do permitido, do são. Ao longo de alguns anos fiquei sem trabalho, sem família, sem lar; estava à margem de qualquer grupo social, sozinho, sem o amor de ninguém; inspitava suspeita a muitos, estava em contínuo e amargo conflito com a opinião e a moral públicas, e embora continuasse vivendo na esfera burguesa, era, todavida, por minha maneira de pensar e de sentir, um estranho nesse mundo. Religião e pátria, família e Estado careciam de significação para mim e já nada me importava; a presunção da ciência, das profissões, das artes, me causava asco; meus pontos de vista, meu gosto, todo o meu pensamento, com o que em outras épocas brilhara como homem bem conceituado, tudo estava agora abandonado e embrutecido e causava suspeita a muita gente. Se em todas as minhas dolorosas transmutações adquirira algo de indizível e imponderável, caro tivera de pagá-lo, e em cada uma delas minha vida se tornara mais dura, mais difícil, mais solitária e perigosa. Na verdade não tinha nenhum motivo para desejar a continuação deste caminho que me conduzia a atmosferas cada vez mais rarefeitas, semelhantes àquela fumação da Canção de outono, de Nietzsche.
Ah, sim, já conhecia estes acontecimentos, essas transformações que o Destino reserva aos seus flhos diletos, aos mais difíceis de contentar; conhecia-os demasiadamente bem. Conhecia-os como um caçador diligente mas sem sorte conhece as etapas de uma caçada, como um velho jogador de Bolsa pode conhecer as etapas da especulação, do lucro, da insegurança, da insolvência, da bancarrota. Teria de voltar a sofrer tudo aquilo? Todo esse tormento, toda essa extraviada necessidade, todos esses olhares de vileza e pouco valor do próprio eu, toda essa terrível angústia diante do sucumbir, todo esse temor da morte? Não era mais prudente e simples impedir a repetição de tanta dor e sair de cena?
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
ê, carnaval!
Estou eu acompanhando a BandNews com a minha mãe enquanto como sorvete e faço uma pausa no trabalho no computador. A Vai Vai ganhou em São Paulo. Reproduzo a fala como me lembro: "O samba-enredo era baseado na peça de Fulano de Tal, que conta a história de um rapaz que morre em um tiroteio porque o pai, evangélico, não o deixou estudar música. A escola venceu com a idéia de que a educação é a base de tudo." Alguém entendeu?
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
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